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Trilhas sonoras de filmes: conheça as melhores do cinema brasileiro
Trilhas sonoras de filmes: conheça as melhores do cinema brasileiro
Uma imersão nas trilhas sonoras de filmes que marcaram a história do cinema nacional e marcaram gerações de brasileiros

Música e cinema sempre estiveram muito conectados. Por isso, hoje é dia de fazer uma imersão nas trilhas sonoras de filmes que marcaram a história do cinema nacional e marcaram gerações e gerações de brasileiros.
A importância da música brasileira no cinema
O cinema brasileiro sempre foi um reflexo vibrante da nossa identidade cultural, e a música desempenha um papel essencial nessa narrativa. As trilhas sonoras de filmes não apenas emolduram as histórias contadas na tela, mas também reforçam a atmosfera, as emoções e os contextos culturais que definem nossa produção cinematográfica.
Ao longo dos anos, compositores e músicos brasileiros contribuíram para a criação de trilhas que transcenderam os filmes, tornando-se ícones por si só.
Desde a era das chanchadas até os filmes contemporâneos, a música popular brasileira – do samba ao baião, do rock ao eletrônico – ecoa em produções que capturam a diversidade do país.
E é indiscutível que as trilhas sonoras ajudaram a consolidar o sucesso de grandes obras e a revelar talentos da sétima arte, conectando o público à magia do cinema nacional.
Elas são um testemunho do talento e da criatividade dos nossos músicos e cineastas, não apenas complementando as histórias contadas, mas também perpetuam nossa herança cultural. Do samba à Bossa Nova, do baião ao rock, a música brasileira continuará ecoando por gerações no cinema nacional e internacional.
Abaixo, listamos algumas das trilhas mais marcantes do cinema brasileiro e suas histórias.
As 10 melhores trilhas sonoras de filmes do cinema brasileiro
1. Orfeu Negro (1959)
Trilha sonora: Vinicius de Moraes, Luiz Bonfá e Antônio Carlos Jobim.
“Orfeu Negro” é um filme de 1959, dirigido por Marcel Camus e com roteiro adaptado por Camus e Jacques Viot a partir da peça teatral “Orfeu da Conceição”, de Vinícius de Moraes.
No Carnaval, Orfeu (Breno Mello), condutor de bonde e sambista do morro, se apaixona por Eurídice (Marpessa Dawn), uma jovem do interior que vem para o Rio de Janeiro fugindo de um estranho fantasiado de Morte (Ademar da Silva). O belo amor de Orfeu por Eurídice, no entanto, desperta a ira da ex-noiva do galã, Mira (Lourdes de Oliveira) e a Morte acompanha tudo de perto.
Premiado com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, este clássico internacionalizou a Bossa Nova com canções como “Manhã de Carnaval” (de Luiz Bonfá, na voz de Elizeth Cardoso) e “A Felicidade” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes, na voz de Agostinho dos Santos), eternizando a música popular brasileira no cenário mundial. Além disso, o filme apresenta outras canções instrumentais originais, compostas por Vinicius de Moraes, Luiz Bonfá e Tom Jobim.
Orfeu Negro foi citado pelo artista plástico norte-americano Jean-Michel Basquiat como uma de suas primeiras influências musicais, enquanto Barack Obama observa em seu livro de memórias “Dreams from My Father” (1995), que era o filme favorito de sua mãe.
2. Pixote: A Lei do Mais Fraco (1980)
Trilha sonora: John Neschling.
“Pixote, a Lei do Mais Fraco” é um filme brasileiro de 1980, do gênero drama, dirigido por Hector Babenco, com roteiro dele e de Jorge Durán, sendo baseado no livro de romance-reportagem “Infância dos Mortos’, do escritor José Louzeiro.
Pixote (Fernando Ramos da Silva) foi abandonado por seus pais e rouba para viver nas ruas. Ele já esteve internado em reformatórios e isto só ajudou na sua “educação”, pois conviveu com todo os tipos de criminosos e jovens ditos “delinquentes”. Ele sobrevive se tornando um pequeno traficante de drogas, cafetão e assassino, mesmo tendo apenas onze anos.
A trilha melancólica composta pelo maestro carioca John Neschling, reflete o tom cru e impactante do filme. A mistura de orquestrações com sons urbanos foi essencial para transmitir a dureza da realidade retratada.
3. Cidade de Deus (2002)
Trilha sonora: Antônio Pinto e Ed Cortês.
“Cidade de Deus” é um filme de ação de 2002, dirigido por Fernando Meirelles e codirigido por Kátia Lund. É uma adaptação roteirizada por Bráulio Mantovani, a partir do livro de mesmo nome escrito por Paulo Lins.
Dadinho (Douglas Silva) e Buscapé cresceram juntos, imersos em um universo de muita violência. Na Cidade de Deus, favela carioca conhecida por ser um dos locais mais violentos do Rio de Janeiro, os caminhos das duas crianças divergem, quando um se esforça para se tornar um fotógrafo e o outro o chefe do tráfico.
Buscapé (Alexandre Rodrigues) é um jovem pobre, negro e muito sensível, que vive amedrontado com a possibilidade de se tornar um bandido, e acaba sendo salvo de seu destino por causa de seu talento como fotógrafo, o qual permite que siga carreira na profissão.
É através de seu olhar atrás da câmera que Buscapé analisa o dia-a-dia da favela onde vive, enquanto Dadinho, agora Zé Pequeno (Leandro Firmino), se torna o temido chefe do tráfico da região, continuando com o legado de violência que remonta a décadas anteriores – e parece ser infinita. Considerado um dos melhores filmes da história do cinema brasileiro.
Este filme transformou sua trilha em um personagem à parte, com clássicos como “Metamorfose Ambulante” (de Raul Seixas); “Preciso me Encontrar” (de Candeia, na voz de Cartola), “Nem Vem que não tem” (de Carlos Imperial, na voz de Wilson Simonal); “Alvorada” (de Cartola, Carlos Cachaça e Hermínio Bello de Carvalho); e “No Caminho do Bem” (de Tim Maia); além de funk e samba que transportam o público ao coração das comunidades cariocas.
A trilha foi dividida em duas partes distintas, sendo a primeira embalada por samba-funk instrumental com sete faixas feitas exclusivamente para o filme; a segunda parte possui outras sete faixas com músicas populares dos anos 1960 e 1970.
De acordo com o músico Ed Côrtes, responsável pela trilha de “Cidade de Deus”, na última fase do filme, foram usadas músicas mais sombrias, com flautas, batuque do samba bem lento, e alguns efeitos sonoros.
4. Central do Brasil (1998)
Trilha sonora: Antonio Alves Pinto e Jaques Morelenbaum.
“Central do Brasil” é um filme brasileiro de 1998 dirigido por Walter Salles, escrito por João Emanuel Carneiro e Marcos Bernstein, e estrelado por Fernanda Montenegro e Vinícius de Oliveira.
O enredo gira em torno de Dora (Fernanda Montenegro), uma professora aposentada que trabalha escrevendo cartas para analfabetos na Estação Central do Brasil, no centro da cidade do Rio de Janeiro.
Ainda que a escrivã não envie todas as cartas que escreve – as cartas que considera inúteis ou fantasiosas demais -, ela decide ajudar o menino Josué (Vinícius de Oliveira), após sua mãe ser atropelada, a tentar encontrar o pai que nunca conheceu, no interior do Nordeste.
A produção conquistou o prestigiado prêmio Urso de Ouro de Melhor Filme no Festival internacional de Cinema de Berlim, A interpretação de Montenegro foi aclamada pelos críticos e imprensa nacionais e internacionais e rendeu-lhe uma indicação ao Oscar na categoria de Melhor Atriz.
As composições originais da trilha sonora do filme, orquestradas por Antonio Alves Pinto e Jaques Morelenbaum, dão mais emoção e profundidade à jornada dos personagens, com uma sonoridade que mistura melancolia e esperança.
A trilha levou quase quatro meses para ser realizada e utilizou-se dezesseis cordas, uma rabeca, viola, violão e piano. Na produção, foram utilizadas ainda algumas canções clássicas da MPB, como “Toada e Desafio”, de Capiba; e “Preciso me Encontrar”, de Candeia.
5. O Auto da Compadecida (2000)
Trilha sonora: Grupo Só Grama
“O Auto da Compadecida” é um filme de comédia dramática, lançado em 2000, dirigido por Guel Arraes, com roteiro de Adriana Falcão, João Falcão e do próprio Arraes, e baseado na peça teatral “Auto da Compadecida”, de 1955, com elementos de “O Santo e a Porca”, “Torturas de um Coração” e “A pena e a Lei”, todas de de Ariano Suassuna.
Com influências também de “Decamerão”, clássico do italiano Giovanni Boccaccio, o filme apresenta as aventuras dos nordestinos João Grilo (Matheus Natchergaele), “um sertanejo pobre e mentiroso”, e Chicó (Selton Mello), “o mais covarde dos homens”.
Ambos lutam pelo pão de cada dia e passam por vários episódios, enganando a todos do pequeno vilarejo de Taperoá, no sertão da Paraíba. A salvação da dupla acontece com a aparição da Nossa Senhora (Fernanda Montenegro). Também estão no elenco estrelado: Marco Nanini, Rogério Cardoso, Diogo Vilela, Denise Fraga, Luís Melo e Lima Duarte.
Inspirada nas raízes nordestinas, a trilha sonora do filme traz forró, baião e elementos tradicionais que enaltecem o humor e o lirismo da obra.
Para compor a trilha sonora original do filme, João Falcão ficou quatro dias no Recife com o grupo Só Grama, dirigido pelo maestro Sérgio Campelo. As canções foram gravadas de acordo com as características dos personagens e dos climas das cenas, com um trabalho de pesquisa baseado em músicas tradicionais. Músicos pernambucanos participaram das gravações.
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6. Bicho de Sete Cabeças (2001)
Trilha sonora: André Abujamra e Arnaldo Antunes
“Bicho de Sete Cabeças” é um filme de drama, de 2001, dirigido por Laís Bodanzky e com roteiro de Luiz Bolognesi, baseado no livro autobiográfico de Austregésilo Carrano Bueno, “Canto dos Malditos”.
Seu Wilson (Othon Bastos) e seu filho Neto (Rodrigo Santoro) possuem um relacionamento difícil, com um vazio entre eles aumentando cada vez mais. Seu Wilson despreza o mundo de Neto e este não suporta a presença do pai. A situação entre os dois atinge seu limite e Neto é enviado para um manicômio, onde terá que suportar as agruras de um sistema que lentamente devora suas presas.
No período em que Bolognesi estava reescrevendo o seu roteiro, Bodanzky sugeriu que ele ouvisse Arnaldo Antunes. De acordo com o roteirista, ele encontrou algumas canções que pareciam ter sido compostas para o filme.
A trilha sonora foi composta por André Abujamra e também possui canções de Arnaldo Antunes. Abujamra contaque chegou a usar o recurso de distorcer alguns sons do próprio filme para compor sua trilha.
Com o clima denso da trama, a trilha sonora é essencial para amplificar o impacto emocional da história. A música consegue condensar a rebeldia e o lirismo do início da vida adulta, transpirando vigor e qualidade do princípio ao fim.
O título do filme foi baseado na canção homônima de Zé Ramalho e Geraldo Azevedo, que compôs a trilha sonora, sendo interpretada por Zeca Baleiro na versão do filme. Bodanzky disse que “era necessário encontrar um título que substituísse o nome do livro, […] porque o filme não era exatamente o livro, mas inspirado nele.”
Fazem parte da trilha sonora, além de Antunes, Abujamra, Zé Ramalho e Geraldo Azevedo, como intérpretes,os cantores Marisa Monte e Décio Rocha, a banda de rap Zona Proibida e a banda de punk rock Infierno.
7. Bye Bye Brasil (1980)
Trilha sonora: Chico Buarque, Roberto Menescal, e outros
“Bye Bye Brasil” é uma comédia de 1979, uma dirigida por Carlos Diegues e considerada por muitos como uma das mais importantes produções da década de 70. Em novembro de 2015, o filme entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.
Salomé (Betty Faria), Lorde Cigano (José Wilker) e Andorinha (Príncipe Nabor) são três artistas ambulantes que cruzam o país juntamente com a Caravana Rolidei, fazendo espetáculos para o setor mais humilde da população brasileira e que ainda não tem acesso à televisão. A eles, se juntam o sanfoneiro Ciço (Fábio Jr.) e sua esposa, Dasdô (Zaira Zambelli), e a Caravana cruza a Amazônia até chegar a Brasília.
A música título, “Bye Bye Brasil”, composta por Chico Buarque, encapsula a nostalgia e a crítica social do filme, com uma trilha que mistura samba-canção e elementos regionais.
Além disso, o filme conta com diversas outras canções clássicas brasileiras, como “Aquarela do Brasil” (de Ary Barroso); “Toada de Ciço – Forró da Feira” (Dominguinhos) e “Radinho de Pilha” (de Genival Lacerda), além de Frank Sinatra interpretando a canção “Brazil”.
8. Lisbela e o Prisioneiro (2003)
Trilha sonora: João Falcão e André Moraes.
Lisbela e o Prisioneiro é uma comédia romântica de 2003, dirigida por Guel Arraes, a partir de um roteiro escrito por ele, Pedro Cardoso e Jorge Furtado. Trata-se de uma adaptação do livro homônimo escrito por Osman Lins. A história se passa no século XX, no estado de Pernambuco.
Lisbela (Débora Falabella) é uma moça que adora ir ao cinema e vive sonhando com os galãs de Hollywood dos filmes que assiste. Leléu (Selton Mello) é um malandro conquistador, que – em meio a uma de suas muitas aventuras – chega à cidade de Lisbela.
Após se conhecerem eles logo se apaixonam, mas há um problema: Lisbela está noiva. Em meio às dúvidas e aos problemas familiares que a nova paixão desperta, há ainda a presença de um matador (Marco Nanini) que está atrás de Leléu, devido a ele ter se envolvido com sua esposa (Virginia Cavendish).
A trilha combina clássicos como “Esperando na Janela”, de Gilberto Gil, com outras músicas que capturam o espírito leve e regional da história.
A trilha sonora é assinada pelo músico consagrado André Moraes e pelo diretor teatral João Falcão e traz nomes como Sepultura e Zé Ramalho (interpretando juntos a canção “A Dança das Borboletas”, de Alceu Valença e Zé Ramalho); Caetano Veloso (“Você Não Me Ensinou A Te Esquecer”, de Fernando Mendes, José Wilson e Lucas ) e Elza Soares (“Espumas ao Vento”, de Accioly Neto).
Um DVD com a apresentação ao vivo de todos os músicos também foi lançado. Porém, alguns artistas, como a banda Los Hermanos, que interpreta a canção “Lisbela” (de José Almino e Caetano Veloso), não foram por motivos contratuais.
A trilha é um sucesso de vendas e até o ano de 2021 é a trilha de filmes brasileiros mais vendida de todos os tempos.
A banda Os Condenados, que executa a canção “Para o Diabo os Conselhos de Vocês” (de Carlos Imperial e Nenéo, e antigo sucesso do cantor Paulo Sérgio), é uma banda fictícia criada especialmente para o filme e liderada por Clarice Falcão, filha do produtor musical do filme, João Falcão. A banda ainda conta com os músicos João Victor (baixo elétrico), Marcelo (guitarra) e Fonseca (bateria).
9. Ó Paí, Ó (2007)
Trilha sonora: Caetano Veloso
O longa “Ó Paí, Ó” foi lançado em 2007, dirigido por Monique Gardenberg e com roteiro baseado em uma peça de Márcio Meirelles. É estrelado, em sua maioria, por atores do Bando de Teatro Olodum, grupo baiano que também encena o texto no teatro. É também um episódio piloto da série de TV do mesmo nome.
Em um animado cortiço do centro histórico do Pelourinho, em Salvador, tudo é compartilhado pelos seus moradores, especialmente a paixão pelo Carnaval e a antipatia pela síndica do prédio, Dona Joana (Luciana Souza). Todos tentam encontrar um lugar nos últimos dias do Carnaval, seja trabalhando ou brincando.
Incomodada com a farra dos condôminos, Dona Joana decide puni-los, cortando o fornecimento de água do prédio. A falta d’água faz com que todos os personagens se confrontem e se solidarizem perante o problema.
São eles: o aspirante a cantor Roque (Lázaro Ramos); o motorista de táxi Reginaldo (Érico Brás) e sua esposa Maria (Valdinéia Soriano); a travesti Yolanda (Lyu Arisson), amante de Reginaldo; a jogadora de búzios Raimunda (Cássia Vale); o dono de bar Neuzão (Tânia Tôko) e sua sensual sobrinha Rosa (Emanuelle Araújo); Carmen (Auristela Sá), que realiza abortos clandestinos e ao mesmo tempo mantém um pequeno orfanato em seu apartamento; Psilene (Dira Paes), irmã de Carmen que está fazendo uma visita após um período na Europa; e a Baiana (Rejane Maia), de quem todos são fregueses.
“Ó Paí, Ó” tem como coordenador de trilha sonora Caetano Veloso e faz uma celebração à musicalidade baiana, com samba-reggae e muito axé, , em perfeita sintonia com o cenário do Pelourinho.
A música tema “Ó Paí, Ó”, foi composta por Caetano e Davi Moraes e é interpretada por Caetano e o músico baiano Jau. Outros clássicos do filme são: “É D’Oxum” (de Gerônimo e Vevé Calasans, na voz de Jau); I Miss Her (de Lázaro Negrumy, interpretada por Lázaro e Olodum); e Ara Ketu Bom Demais (de Dinha, da banda Ara Ketu).
10. Tieta do Agreste (1996)
Trilha sonora: Caetano Veloso
“Tieta do Agreste” é um filme de 1996, dirigido por Cacá Diegues e baseado no romance homônimo de Jorge Amado. Chegou a ser selecionado para representar o Brasil como Melhor Filme Estrangeiro na 69ª edição do Oscar, mas não foi aceito como indicado.
Aos 17 anos de idade, Tieta (Patrícia França) viveu aventuras amorosas que escandalizaram a população e fizeram com que seu pai, Zé Esteves (Chico Anysio), a expulsasse da cidade. Afastada de sua família e amigos, Tieta manteve contato por meio de cartas, enviando ainda ajuda financeira a seu pai e suas duas irmãs, Tonha (Noélia Montanhas) e Perpétua (Marília Pêra). Até que, 26 anos após ser expulsa, Tieta (já vivida por Sônia Braga) retorna à cidade de Santana do Agreste, acompanhada por Leonora (Cláudia Abreu), que anuncia como sendo sua enteada. A presença de Tieta na cidade transforma por completo a pacata vida do local, ainda mais quando ela se envolve com seu sobrinho Cardo (Heitor Martinez), filho de Perpétua.
A trilha sonora foi produzida por Jaques Morelenbaum e inteiramente composta por Caetano Veloso, com algumas canções originais instrumentais e também destaque para “Luz de Tieta”, cantada em dueto por Caetano e Gal Costa, com participação de Didá Banda Feminina.
por Lívia Nolla



