Toquinho 80 anos – A história da música “Tarde em Itapoã”

Lívia Nolla
00:00 06.07.2026
Autor

Lívia Nolla

Cantora e Pesquisadora Musical
Arte e cultura

Toquinho 80 anos – A história da música “Tarde em Itapoã”

No dia em que o cantor, compositor e violonista completa 8 décadas de vida, site da Novabrasil destaca um dos seus maiores sucessos

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- 06.07.2026 - 00:00
Toquinho 80 anos – A história da música “Tarde em Itapoã”
O cantor, compositor e violonista Toquinho | Imagem: Reprodução

Mais um dia especialíssimo para a música popular brasileira! Hoje, um dos maiores nomes da música popular brasileira – o Toquinho – completa 80 anos! Oito décadas de puro talento e genialidade!

E – para celebrar esta data com vocês – nós relembramos sua trajetória e trouxemos a curiosa história por trás de um dos maiores sucessos do artista:  “Tarde em Itapoã”, a música que Toquinho “roubou” de Dorival Caymmi.

Vamos lá?

Toquinho: Gênio do violão

Nascido Antônio Pecci Filho, em 06 de julho de 1946,  o aniversariante do dia é um doa melhores violonistas que este mundo já viu. Com mais de 60 anos de carreira, e também cantor e compositor altamente sensível, Toquinho tem mais 90 discos lançados e mais de 500 composições, sendo um dos artistas mais produtivos e que mais contribuiu para a história da nossa música.

O artista traz em sua obra – ao mesmo tempo – simplicidade e sofisticação, e mescla influências populares e eruditas de forma brilhante. 

Nascido em São Paulo, capital paulista, e corinthiano roxo, seu apelido era Toninho, mas por razão de ter demorado um pouco a ganhar altura na infância, o apelido mudou para Toquinho e assim seguiu para sempre.

A música começou a entrar em sua vida ainda na infância, por meio da coleção de discos de seu pai, grande apreciador de gêneros musicais diversos. 

Toquinho começou a aprender violão bem na época em que saiu o primeiro disco de João GilbertoChega de Saudade”, de 1959 – que, com a sua maneira peculiar de tocar violão e seus acordes dissonantes, influenciou demais o jovem admirador.

Seu desempenho brilhante na escola, refletiu-se logo nas primeiras aulas de violão: aos 14 anos, Toquinho passou a dominar o instrumento com maestria e habilidade técnica impressionante. 

Logo, seu professor o introduziu no universo do violão, apresentando-o a diversos outros violonistas e levando o garoto para apresentar-se em clubes e faculdades.

Aos poucos, Toquinho foi criando seu estilo próprio. Escutava com muita atenção as gravações de Baden Powell – considerado um dos maiores violonistas de todos os tempos e grande parceiro de Vinicius de Moraes naquela época – e procurava aprender cada vez mais, amadurecendo como instrumentista e aprimorando-se na técnica.

Toquinho em 1973 | Imagem: Reprodução

Os primeiros passos profissionais

Em 1964, Toquinho fez sua primeira aparição em um programa de televisão, o “Hully-Bossa”, na TV Record, tocando a música “Consolação” (de Vinicius de Moraes e Baden Powell)

Com 18 anos, ele estreou no Teatro Maria Della Costa, no elenco do musical ”Balanço de Orfeu”. A peça era uma condensação de “Orfeu da Conceição”, de Vinicius de Moraes

No mesmo ano, Toquinho foi convidado para assumir a direção musical do espetáculo de protesto “Liberdade, Liberdade”, de Millôr Fernandes, em São Paulo, no lugar de Oscar Castro Neves. Um desafio para um jovem artista, que Toquinho encarou também com maestria.

Ainda em 1964, a primeira melodia de Toquinho recebeu uma letra, escrita por seu amigo Chico Buarque: surgia então a canção “Lua Cheia”, primeira música de Toquinho a ser gravada em disco, três anos depois, no LP “Chico Buarque de Hollanda – Volume 2”. A parceria com Chico viria a se repetir anos mais tarde, em outras canções, e a amizade dura uma vida toda.

Toquinho e Chico Buarque | Imagem: Reprodução

Em 1965, Toquinho lançou o seu primeiro compacto, e – no ano seguinte – seu primeiro LP, o “Violão do Toquinho”, com solos de violão. Das 13 faixas do disco, cinco são de Vinicius de Moraes

No 3º Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, em 1967, Toquinho inscreveu sua canção “Belinha” (em parceria com Vitor Martins), defendida por Wilson Simonal

Mesmo não tendo se classificado, “Belinha” foi a primeira canção de Toquinho a tocar no rádio.

Em 1968, Toquinho foi pela primeira vez para a Europa, fazer os arranjos de um disco de Chico Buarque e apaixonou-se por Roma, cidade em que Chico havia se exilado, por conta dos tempos duros de perseguição aos artistas e às liberdades, em plena ditadura militar. 

Em 1969, Toquinho voltou à cidade para fazer uma temporada de shows ao lado do amigo – somente os dois e seus violões – ficando lá por seis meses.

Ainda na Itália, emprestou a qualidade de seu violão para um disco em homenagem a Vinicius de Moraes:A Vida, Amigo, É A Arte do Encontro”. Título sugestivo, para a arte do encontro que aproximou os dois artistas pouco tempo depois, em uma parceria que transformou para sempre a história da música brasileira e a vida do jovem Toquinho.

Antes de voltar para o Brasil, Toquinho deixou um tema de despedida pelo tempo que passaram juntos, para que Chico Buarque colocasse a letra. Assim, nasceu a canção “Samba de Orly”.

Também em 1969, Toquinho tornou-se parceiro de Jorge Ben Jor. Com ele, compôs o seu primeiro grande sucesso, “Que Maravilha”. Os dois apresentaram a música em um concurso da TV Tupi e ela foi a grande campeã. Logo, tornou-se um hit e passou a tocar em todas as rádios. No mesmo compacto em que lançaram “Que Maravilha”, estava a canção “Carolina, Carol Bela”, também dos dois compositores.

Talento que conquistou Vinicius e o Brasil

A partir desses acontecimentos, Toquinho começou a ganhar destaque como compositor.  Em 1970, o músico lançou seu segundo disco, “Toquinho”, com composições suas e de parceiros, onde também se arriscou pela primeira vez como cantor. 

Ao escutar o violão de Toquinho no disco que o homenageava, Vinicius de Moraes ficou impressionado com o talento do violonista. Eles não haviam se encontrado durante as gravações na Itália e tinham se falado apenas uma vez na vida, em outra ocasião. O poeta – grande ídolo de Toquinho – convidou-o para acompanhá-lo numa temporada de shows em Buenos Aires, na Argentina.

Logo no navio de ida, começaram a construir uma linda amizade e a parceria de uma vida toda. Toquinho mostrou uma composição sua para Vinicius, que – dois meses depois – colocou a letra, tornando-se a primeira de muitas de suas canções juntos: “Como Dizia O Poeta”.

Ainda em 1970 – quando Toquinho tinha apenas 24 anos e Vinicius 57 – fizeram o seu primeiro show juntos, que foi um sucesso absoluto. 

O show que fizeram em Buenos Aires – ao lado da cantora Maria Creuza – virou disco, ainda sem nenhuma composição da dupla, mas uma das mais belas joias gravadas da música brasileira.

Em 1971, lançaram o primeiro disco com suas composições em parceria, originado a partir de um show que fizeram com Marília Medalha. Neste disco, está o grande clássico “Tarde em Itapoã”.

Toquinho e Vinicius de Moraes | Foto: Reprodução

“Tarde em Itapoã”, a música que Toquinho “roubou” de Dorival Caymmi

Durante uma temporada de shows, realizada com Marília Medalha na Bahia, a sintonia entre os dois começou a aparecer em outras músicas em parceria como “Mais um Adeus” e “A Bênção, Bahia”. 

Ainda assim, Toquinho ainda não acreditava que estava virando parceiro e amigo de um de seus maiores ídolos e temia que aquela parceria terminasse ali. Foi então que surgiu uma oportunidade irresistível.

Enquanto os artistas descansavam entre as apresentações no Teatro Castro Alves, em Salvador, Vinicius escrevia poemas inspirados pela atmosfera baiana. O problema é que o Poetinha já havia decidido entregar aqueles versos para que o baiano Dorival Caymmi criasse a melodia.

Só que Toquinho resolveu agir antes! Foi um “roubo” amistoso que mudou o rumo da história da MPB: sem avisar ninguém, ele pegou a folha com o poema, voltou para São Paulo e passou dias trabalhando na música. Quando retornou a Salvador, apresentou a composição para Vinicius.

O poeta ouviu tudo em silêncio, entre uma tragada e outra no cigarro. A princípio, procurou encontrar algum defeito na melodia, mas não conseguiu. Toquinho a musicou sem mexer em uma sílaba sequer, o que o fez conquistar ainda mais a confiança do poeta.

Aos poucos, as pessoas que estavam na casa começaram a cantarolar naturalmente a canção. Convencido de que a música havia encontrado seu destino, Vinicius desistiu da ideia de entregá-la a Caymmi.

O resultado foi “Tarde em Itapuã”, uma das obras mais delicadas da dupla, inspirada no período em que Vinicius viveu na Bahia ao lado da sua então esposa, a atriz Gessy Gesse e marcada por imagens de mar, calma e contemplação.

A repercussão da música impressionou até alguns dos maiores nomes da MPB. João Gilberto telefonou para Toquinho e comentou: “Acho que você não sabe o que fez nessa melodia”. Pouco depois, Baden Powell também fez questão de elogiar especialmente a mudança harmônica no trecho “ouvindo o mar de Itapuã”, que considerou uma das passagens mais bonitas que já havia escutado.

Anos mais tarde, Toquinho resumiu aquele episódio com bom humor no livro “Toquinho – Histórias de Canções”: “Foi nessa que ganhei o poeta”.

E ganhou mesmo. Depois de “Tarde em Itapuã”, Toquinho e Vinicius construíram uma das parcerias mais importantes da música brasileira, assinando cerca de 70 canções que ajudaram a escrever um capítulo fundamental da história da MPB.

A parceria de uma vida

Logo, Vinicius e Toquinho passaram a dominar todos os espaços: dos circuitos universitários aos grandes teatros, das turnês nacionais e internacionais às trilhas de novelas.

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Gravaram diversos discos juntos, de 1970 até o fim da vida de Vinicius. Muitas vezes acompanhados de uma figura feminina, como foi o caso de Maria Bethânia, Clara Nunes, Marília Medalha, Maria Creuza e Simone, Outras vezes, se apresentavam sozinhos, tocando e cantando suas canções.

Toquinho compôs, em homenagem ao parceiro de uma vida, a canção “Samba para Vinicius”, na qual Chico Buarque colocou a letra, em que sintetizava perfeitamente Vinicius de Moraes. A primeira parte toda iniciando predominantemente com a letra P, de Poeta, e a segunda parte com a letra V, de Vinicius.

Em 1971, voltaram para Buenos Aires para um show, que também vira disco, acompanhados de Maria Bethânia. Entre as canções, está a clássica parceria da dupla: “A Tonga da Mironga do Kabuletê”.

Em 1974, Toquinho, Vinicius e Clara Nunes, apresentam o show “O Poeta, a Moça e o Violão”, no Teatro Castro Alves, em Salvador.

Toquinho e Vinicius fizeram muitas apresentações pela Itália e tornaram-se conhecidos no país, onde gravaram alguns álbuns importantes de suas carreiras.

Em 1977, os parceiros juntam-se à outra dupla de peso – Tom Jobim e Miúcha – para um show apoteótico no Canecão, no Rio de Janeiro. O show ficou em cartaz por sete meses seguidos, sempre com lotação máxima de público.

Em 1978, o quarteto saiu em turnê internacional com o show, passando pela Argentina e por países da Europa. O encontro também virou disco ao vivo, importantíssimo para a MPB.

Em 1979, Toquinho e Vinicius comemoraram 10 anos de parceria em um show inesquecível, que rodou o Brasil. Vinicius tinha 65 anos, Toquinho 33. Juntos, já tinham gravado mais de 20 LPs, escrito mais de 100 canções e feito mais de mil shows, com composições de sucesso, que fizeram história na música popular brasileira.

Além do show, um LP com 28 canções dos dois, celebrava os 10 anos de encontro.

Foram centenas de composições juntos e é difícil destacar só algumas. Além das já citadas, vamos destacar mais alguns sucessos:

  • Regra Três (1971)
  • A Vida Tem Sempre Razão (1971)
  • Carta ao Tom 74 (1974)

O show de encerramento da temporada de 10 Anos de Parceria também foi a última vez de Vinicius no palco. O poeta faleceu um ano depois, em julho de 1980, aos 66 anos, depois de ter passado por duas isquemias cerebrais e sofrer um edema pulmonar. 

Toquinho esteve presente nos últimos minutos de vida do amigo, pois estava hospedado em sua casa para uma temporada de shows com Francis Hime, no Rio de Janeiro.

Passaram as últimas horas de vida de Vinicius juntos, fazendo o que mais gostavam: tocando, cantando e proseando, planejando o próximo disco, baseado no livro de poemas infantis de Vinicius, “Arca de Noé”.

No disco “Um pouco de Ilusão”, de 1980, pouco antes da partida de Vinicius, Toquinho dobrou sua voz em seis canais e – com a ajuda de um efeito fonográfico – criou a sensação de estarmos ouvindo a voz do poeta junto a dele, mesmo Vinicius não tendo cantado uma só nota, pois já estava com a saúde debilitada.

Toquinho segue honrando o amigo e sua obra em tudo o que faz, até os dias de hoje.

Toquinho e Vinicius de Moraes: uma das maiores parcerias da MPB | Foto: Reprodução

E Toquinho segue abrilhantando nossa música

Em 1980 e 1981, foram lançados dois discos com a obra infantil completa de Toquinho e Vinicius: “Arca de Noé 1” e “Arca de Noé 2”, com várias participações de nomes de peso da MPB, como Milton Nascimento, Elis Regina e Ney Matogrosso.

A partir desses trabalhos, nota-se uma expressiva sensibilidade de Toquinho com relação ao mundo da criança. Hoje, adultos com mais de trinta anos cantam com seus filhos as canções que cantavam, ainda crianças, durante a década de 1980, quando surgiram ainda mais dois quatro trabalhos originais do artista para o público infantil.

Em 1983, seguindo ainda no seu trabalho com o público infantil, Toquinho lançou o disco “Casa de Brinquedos”, em que quase todas as músicas são em parceria com Mutinho, baterista que o acompanhou por mais de 20 anos.

Mutinho é o segundo parceiro mais produtivo de Toquinho, com quase 30 canções juntos.

Em “Casa de Brinquedos”, cada artista convidado interpreta as canções que contam as histórias de elementos que fazem parte de uma casa de brinquedos. 

Em 1987, surgiu o mais importante entre todos os seus trabalhos musicais voltados para a infância. Como fonte de inspiração na Declaração Universal dos Direitos da Criança, com 10 princípios aprovados pela Assembleia Geral das Nações Unidas e tratando de verdadeiras receitas de humanismo, Toquinho lançou, em parceria com Elifas Andreato, o disco “Canção de Todas as Crianças”.

Cada Direito virou uma canção que fala de coisas seríssimas, com a visão das crianças, que – brincando – mostram a importância dos seus direitos. Uma das canções mais emblemáticas do disco é “Herdeiros do Futuro”. 

Esse disco representa, sem dúvida, o mais importante trabalho que já se fez no Brasil objetivando a criança, tendo recebido da ONU uma carta como reconhecimento por essa contribuição à humanidade. 

Depois desses quatro trabalhos, Toquinho penetrou no âmbito escolar e social, tendo forte relevância até os dias atuais. Sua obra é utilizada nos mais amplos contextos da infância, em projetos educativos e sociais, muitos deles visando, tanto a alfabetização dos pequeninos quanto despertar, através da música, o interesse da criança pela arte e pela cultura brasileira.

De “Aquarela” até os dias de hoje

O cantor, compositor e violonista Toquinho | Foto: Divulgação
O cantor, compositor e violonista Toquinho | Foto: Divulgação

Voltando um pouco no tempo, o mundo pôde conhecer o maior sucesso da vida de Toquinho, também grande sucesso entre o público infantil: a canção “Aquarela”.

Durante todos os seus anos de carreira, Toquinho teve uma relação muito estreita com o público italiano: fez diversas turnês pelo país, gravou discos inteiros em italiano e fez parcerias importantes por lá, tornando-se um artista muito conhecido.

Com o músico italiano Maurizio Frabrizio, gravou quatro discos entre 1983 e 1994. As letras em italiano, recebiam versões de Guido Morra – em sua maioria  – ou Sérgio Bardotti, que também já havia trabalhado em outros discos em italiano de Toquinho, desde a época de Vinicius.

Na primeira vez que foi trabalhar com Maurizio, Toquinho pediu que ele lhe mostrasse suas composições, que mostraria as dele e assim poderiam criar juntos. Quando o italiano mostrou sua primeira canção, Toquinho percebeu que era muito parecida com a sua música com Vinicius de Moraes, “Uma Rosa em Minha Mão”, de 1974. Uma canção se encaixava na outra naturalmente. Juntaram as duas e depois compuseram mais oito músicas para o disco.

Maurizio voltou para a Itália para criar os arranjos e trabalhar com o letrista, Guido Morra, que fez as letras de todas as canções. Quando Toquinho chegou na Itália, em 1982, para fazer a temporada de shows e gravar o disco, ele imaginava que aquela, que compuseram primeiro, seria mais uma entre as várias canções do álbum. O que ele não esperava é que Guido tivesse colocado uma letra tão linda e impactante como “Acquarello”

Sim! “Aquarela”, de Toquinho, Maurizio, Guido e Vinicius de Moraes, primeiro teve sua letra em italiano! A música fez um sucesso tão estrondoso na Itália, que Toquinho tornou-se o primeiro artista brasileiro a ganhar um disco de ouro no país. Resolveu então, fazer uma tradução da letra para gravar a canção em português. 

O resto da história vocês já sabem: “Aquarela”, lançada em um disco homônimo, em 1983, virou uma das canções mais importantes da música popular brasileira, conhecida por 10 em cada 10 brasileiros e entoada por todos os cantos.

A canção fez Toquinho tornar-se conhecido mundialmente e, desde então, o artista segue produzindo, compondo, gravando e apresentando um sucesso atrás do outro, sempre com maestria em tudo o que faz.

Toquinho segue produtivo até os dias atuais. Seu mais recente disco – “Novas Cores, Eternas Canções” – foi lançado em 2024. Em 2026, participou do álbum “Bossa Sempre Nova”, ao lado de Luísa Sonza e Roberto Menescal.

Viva Toquinho e seus 80 anos!

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Lívia Nolla

Lívia Nolla é cantora, apresentadora e pesquisadora musical

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