Quase metade dos adultos no Brasil é sedentária, e falta de movimento eleva risco de doenças

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14:00 12.06.2026
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Quase metade dos adultos no Brasil é sedentária, e falta de movimento eleva risco de doenças

Especialista alerta que ficar muito tempo sentado afeta o metabolismo e está ligado a diabetes, hipertensão e problemas do coração; OMS recomenda 150 minutos semanais de atividade moderada

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- 12.06.2026 - 14:00
Quase metade dos adultos no Brasil é sedentária, e falta de movimento eleva risco de doenças
Foto: Freepik.

Passar horas sentado, com pouca ou nenhuma atividade física ao longo do dia, deixou de ser apenas um hábito moderno: tornou-se um fator de risco importante para a saúde. No Brasil, cerca de 47% dos adultos são sedentários e, entre os jovens, aproximadamente 84% não atingem níveis adequados de movimento, colocando o país entre os mais sedentários da América Latina.

Para o médico do esporte Rafael Rivas Pasco, o problema é que o corpo humano não acompanha esse ritmo de imobilidade imposto por trabalho, telas e deslocamentos cada vez mais passivos. “O organismo humano não foi projetado para permanecer parado por longos períodos”, afirma.

Nas últimas décadas, a combinação de mudanças no ambiente de trabalho, aumento do tempo diante de computadores e celulares e redução da atividade física no cotidiano diminuiu significativamente o nível médio de movimento da população. O resultado aparece tanto nas estatísticas quanto no aumento de doenças crônicas.

Sedentarismo: o impacto no metabolismo

Ficar muito tempo inativo interfere diretamente no funcionamento do corpo. A redução do gasto energético, por exemplo, favorece o acúmulo de gordura e dificulta o controle do açúcar no sangue, o que pode abrir caminho para problemas metabólicos.

Segundo Pasco, a falta de movimento também se relaciona a alterações que ajudam a explicar por que o sedentarismo é tão danoso. “A inatividade está associada a resistência à insulina e a um estado inflamatório persistente, além de alterações na função dos vasos sanguíneos”, explica.

Estudos epidemiológicos mostram que pessoas fisicamente inativas têm risco maior de desenvolver diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer. Além disso, os efeitos não se restringem ao corpo: a prática regular de atividade física se associa à redução de sintomas de ansiedade e depressão, melhora do humor e da qualidade do sono.

Foto: Freepik.

Benefícios vão além do peso

A ideia de que exercício serve apenas para emagrecer ainda é comum, mas incompleta. A atividade física regular contribui para melhorar a sensibilidade à insulina, fortalecer músculos e ossos, estimular a circulação sanguínea e preservar a autonomia ao longo do envelhecimento.

Na prática, o movimento funciona como um “regulador” do organismo, influenciando positivamente sistemas ligados a hormônios, inflamação e saúde do coração.

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Quanto exercício é necessário

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada para adultos, o que pode equivaler a cerca de 30 minutos em cinco dias da semana.

Entre as opções estão caminhada, ciclismo, dança, esportes recreativos e outras atividades que elevem a frequência cardíaca. Para o especialista, a consistência pesa mais do que picos de esforço. “Mais importante do que intensidade extrema é a regularidade. Reduzir o tempo sentado e aumentar o movimento no dia a dia já faz diferença”, destaca.

Medidas simples, como subir escadas, caminhar mais e fazer pausas ativas durante o trabalho, também ajudam a diminuir o tempo parado e a quebrar o ciclo do sedentarismo.

O Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo reforça uma mensagem direta: movimentar-se não é apenas uma escolha de estilo de vida, mas uma necessidade biológica. Manter uma rotina regular de atividade física segue como uma das estratégias mais eficazes para preservar a saúde metabólica, prevenir doenças crônicas e melhorar a qualidade de vida ao longo dos anos.

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