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Suspensão temporária da vacina da dengue do Butantan: o que se sabe até agora
Suspensão temporária da vacina da dengue do Butantan: o que se sabe até agora
Medida preventiva faz parte do processo de farmacovigilância. Até o momento, não há comprovação de relação causal entre os eventos graves investigados e a vacina

O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. A decisão foi tomada após a notificação de eventos adversos graves que estão sendo investigados pelas autoridades de saúde.
É natural que uma notícia como essa gere preocupação. Mas é importante entender o que está acontecendo antes de tirar conclusões.
Até o momento, não há comprovação de que esses casos tenham sido causados pela vacina. O que existe é uma investigação em andamento para avaliar se houve apenas uma relação temporal, ou seja, se o evento aconteceu depois da vacinação, ou se existe de fato uma relação de causa e efeito.
Esse cuidado faz parte da farmacovigilância, que é o acompanhamento da segurança das vacinas e medicamentos mesmo depois que eles são aprovados e passam a ser utilizados pela população. Quando aparece algum sinal de alerta, os órgãos de saúde podem suspender temporariamente a aplicação enquanto analisam os casos com mais detalhes.
Isso não significa, necessariamente, que exista uma relação entre a vacina e os eventos que estão sendo investigados. Significa que o sistema de vigilância está funcionando.
A vacina do Butantan contra a dengue é uma vacina de dose única, aprovada pela Anvisa para pessoas de 12 a 59 anos. Ela é diferente da Qdenga, vacina contra a dengue já utilizada no Programa Nacional de Imunizações para públicos específicos, que tem esquema de duas doses.
Outro ponto importante é lembrar que a dengue continua sendo uma doença séria e um problema importante de saúde pública no Brasil. A doença pode causar febre alta, dor no corpo, dor atrás dos olhos, manchas na pele e, em alguns casos, evoluir com sinais de gravidade.
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Por isso, mesmo com a suspensão temporária dessa vacina, a prevenção continua fundamental. Eliminar água parada, combater os criadouros do mosquito, usar repelente quando indicado e procurar atendimento médico diante de sinais de alerta continuam sendo medidas essenciais.
Também é preciso ter muito cuidado com fake news. Em saúde, uma informação fora de contexto pode gerar medo, confusão e prejudicar a confiança da população em medidas importantes de prevenção.
A orientação, neste momento, é acompanhar as informações divulgadas pelos órgãos oficiais, como Ministério da Saúde, Anvisa e Instituto Butantan. As investigações seguem em andamento e novas atualizações podem ser divulgadas pelas autoridades sanitárias.
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Bruna Henares
Cardiologista pelo Instituto do Coração- InCor ( HC- FMUSP), Cardiologista do Centro de Acompanhamento da Saúde e Check up do Hospital Sírio Libanês, Médica Pesquisadora na Unidade de Lípides do Instituto do Coração- InCor ( HC- FMUSP), MBA Executivo em Gestão de Saúde da FGV ( Fundação Getúlio Vargas) e Doutoranda pela USP.



