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História da música “Namora Comigo”, de Paulinho Moska
História da música “Namora Comigo”, de Paulinho Moska
Artista multitalentoso completa 58 anos hoje e o site da Novabrasil desvenda os segredos desse grande sucesso; confira aqui

Paulinho Moska é múltiplo: cantor, compositor, instrumentista, ator e apresentador, hoje o artista carioca completa mais um ano de vida. Para comemorar esta data especial, nós trouxemos a história de um dos seus grandes sucessos, a música “Namora Comigo”, além de um panorama sobre sua carreira.
Com mais de 35 anos de carreira e um repertório sensível, que traz canções que exaltam, principalmente, o amor à vida, Moska tornou-se um dos mais produtivos e talentosos artistas da música popular brasileira,
Suas composições também já foram gravadas por grandes nomes da nossa música, como Maria Rita, Simone, Zélia Duncan, Lenine, Mart’nália, Marina Lima, Ney Matogrosso, Gal Costa e Maria Bethânia.
“Namora Comigo”?
A cantora carioca Mart’nália sempre gravou canções de Moska. Tudo começou em 2003, quando ela fez uma participação no disco do amigo, “Tudo Novo de Novo”, cantando em dueto com o compositor a música “Acordando“.
No ano seguinte, Moska é que foi fazer uma participação no DVD ao vivo da amiga, gravado no Olimpo, no Rio de Janeiro. Os dois interpretaram juntos a mesma música. E, de novo, em 2005, no DVD ao vivo “Moska + Novo de Novo”.
Ainda em 2005, no seu álbum “Menino do Rio”, Mart’nália gravou duas canções de Moska: “Soneto do Teu Corpo “(parceria com Leoni) e “Essa Mania” (versão de Moska e Mart’nália para a canção “Rest La Mayola”, do francês Alain Peters), música que a cantora incluiu em mais dois álbuns seus ao vivo, em 2006 e 2011.
Depois, em 2008, em seu álbum “Madrugada“, Mart’nália gravou mais uma composição de Moska: “Sem Dizer Adeus”.
Até que um dia – como Moska conta em entrevistas – ele foi ao cinema e encontrou a empresária de Mart’nália, que – da mesma forma que a cantora, é também uma grande amiga dele.
“Perguntei sobre a ‘Nêga’ e ela me respondeu que ‘Tinália’ estava terminando um disco novo. ‘Mas sem música minha? Como assim?’. Fiquei com um ciúme mortal!”.
Moska conta que mentiu para a empresária que tinha umas quatro ou cinco músicas boas em casa e foi correndo compor uma música para Mart’nália:
“Mas antes, resolvi enviar um e-mail, dando uma bronca nela. Na tela branca escrevi: ‘POOOOOOORRRRRAA MART’NÁLIA!’. Depois, achando que tinha pegado pesado, escrevi: ‘Namora comigo também né, Nêga!’ E a partir dessa frase, escrevi a letra, gravei e enviei no mesmo e-mail a canção pronta.
Quase um mês depois, no dia dos namorados, quando eu já pensava que ela não tinha gostado da música, recebi um buquê de flores gigante com um envelope (sem cartão) escrito assim: ‘NAMOOOOOOROOOO!!!’.”.
A música entrou para o álbum “Não Tente Compreender”, de Mart’nália e a gravação conta com a participação luxuosa de Djavan, que dirigiu e produziu o disco.
“A canção foi feita pra Mart’nália e é lindo escutar a voz dela cantando os versos que escrevi. Imaginei a situação dela seduzindo alguém na plateia de um show.”, conta Moska.
Sobre Paulinho Moska
Paulinho Moska aprendeu a tocar violão aos 13 anos. Com o músico André Abujamra, aprendeu os primeiros acordes de blues e rock.
Na adolescência, foi estudar teatro e, logo que formou-se no curso da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), em 1984, começou a atuar no cinema, em filmes como “A Cor do Seu Destino” (de Jorge Duran, 1986); “Um Trem Para as Estrelas” (de Cacá Diegues, 1988); e “Kuarup (de Ruy Guerra, 1989).
No mesmo ano, Paulinho Moska passou a integrar o grupo vocal Garganta Profunda, e gravou com eles a sua primeira participação em um álbum.
Em 1987, formou a sua primeira banda: Inimigos do Rei, que ficou conhecida por seu estilo irreverente e humorístico, compondo músicas com duplo sentido e com acentuados jogos de vozes, além de excêntricas performances no palco.
Em 1989, a banda lançou o seu primeiro álbum, “Inimigos do Rei”. Paulinho Moska participa de oito, das dez composições do álbum, que ganhou Disco de Ouro e levou a banda a se apresentar em programas de rádio e televisão, ganhando projeção nacional e saindo em turnê pelo Brasil por dois anos seguidos.
Em 1990, Inimigos do Rei lançou o segundo disco: “Amantes da Rainha” e, no ano seguinte, chegou a se apresentar no Rock In Rio II.
Em 1993, Moska deixou a banda para seguir carreira solo e lançou o seu primeiro disco solo – “Vontade” – com destaque para a sua composição: “Não Diga que Eu Não Te Dei Nada”, que anos mais tarde fez muito sucesso na voz de Luiza Possi.

Sucesso nacional
Em 1995, Paulinho Moska lançou o seu segundo álbum: “Pensar É Fazer Música”, inspirado nos seus estudos de filosofia e que traz um dos maiores sucessos da sua carreira, a canção que lhe deu projeção nacional como artista solo: “O Último Dia” (parceria com Billy Brandão), que foi tema de abertura da novela “O Fim do Mundo”, no ano seguinte.
Em 1997, Moska lançou o álbum “Contrasenso”, com 12 composições que misturam pop, baião, reggae e outros gêneros, entre elas, “Relampiano”, parceria com Lenine, lançada pelo pernambucano poucos anos depois.
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O disco também conta com o grande sucesso “A Seta e o Alvo” (parceria com Nilo Romero), que ganhou as rádios de todo o país.
O nome do álbum surgiu quando Moska foi passar a limpo as letras das músicas, e, pelas palavras do próprio, percebeu “que todas as canções são dúbias, falam de coisas que se contrapõem a outras”.
Ainda em 1997, Moska lançou o álbum ao vivo “Através do Espelho”, e, em 1999, “Móbile”, que conta com sua regravação “O Mundo” (canção de André Abujamra, com a participação de Lenine, Chico CésareZeca Baleiro).
No ano de 2001, Paulinho Moska lançou o disco “Eu Falso da Minha Vida o Que Eu Quiser” e em 2003, o álbum de super sucesso “Tudo Novo de Novo” que, além do grande hit que é a canção título, traz outros dois grandes sucessos: as canções “A Idade do Céu” (versão de Moska para a canção “La Edad Del Cielo”, do cantor e compositor uruguaio Jorge Drexler); e “Pensando em Você”, só de Moska, e regravada por Drexler em espanhol, também para esse álbum, com o nome de “Pensando en Ti”).
A partir deste disco, Moska tornou-se um artista independente e lançou o seu próprio selo: Casulo.
Em 2003, participou como ator do filme “O Homem do Ano’’, de José Henrique Fonseca. O artista participou também, ao longo de sua carreira, de minisséries globais, como por exemplo o seriado “Mulher”, em 1998. Suas canções foram tema de inúmeras novelas brasileiras ao longo dos anos.
Artista múltiplo
Em 2006, Paulinho Moska passou a apresentar o programa “Zoombido”, no Canal Brasil, no qual recebe outros artistas como convidados e – além de entrevistá-los e fotografá-los – ainda toca e canta em dueto com cada um deles.
Em 10 temporadas de programa, Moska recebeu mais de 240 convidados, dos mais variados estilos: de Milton Nascimento à Céu, de Flávio Venturini à Teresa Cristina, de Cícero a MV Bill. O programa gerou três discos.
Em 2010, Moska lançou o projeto musical “Muito Pouco”, que conta com dois álbuns lançados no mesmo dia, um chamado “Muito”, e o outro, “Pouco”. Os álbuns podiam ser comprados juntos, ou separadamente.
Em 2013, ele lançou o CD e DVD ao vivo “Muito Pouco para Todos”, gravado no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo, e que conta com os sucessos do projeto e também com outras canções já consagradas de sua carreira, inclusive “Namora Comigo”, canção sobre a qual conhecemos a história hoje.
Outros sucessos do álbum são as canções: “Muito Pouco”; “Soneto do Teu Corpo “(parceria com Leoni); “O Tom do Amor” (ambas parcerias com Zélia Duncan), “Somente Nela” (parceria com Carlos Rennó) e “Saudade” (parceria com Chico César, sucesso também na voz de Maria Bethânia).
Também em 2013, Moska participou como ator e compôs a trilha (em parceria com André Abujamra) do filme “Minutos Atrás”, de Caio Sóh.
Parcerias latinas
A proximidade de Paulinho Moska com artistas latinos como Jorge Drexler, Kevin Johansen e outros, o levou a apresentar e fazer a curadoria de dois festivais de música latina no teatro do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil): o “Mercosul Musical”, em 2008; e o “Soy Loco Por Ti America”, em 2011.
Os projetos eram uma série de shows em duo, onde artistas brasileiros (como Arnaldo Antunes, Marcelo Jeneci, Paula Toller e Fernanda Takai) se encontravam com latino-americanos (como Drexler, Johansen, Pedro Aznar e Andrea Echeverri).
Desta proximidade também nasceu o álbum “Loucura Total”, de 2015, gravado em português e espanhol e em parceria com o argentino Fito Páez, com 12 faixas que misturam tango, samba e rock . O disco foi indicado ao “Grammy Latino de Melhor Canção”, com a música “Hermanos”.
Em 2018, Moska lançou o álbum “Beleza e Medo”, comemorando 25 anos de carreira solo, com canções de sucesso como: Minha Lágrima Salta; Jeito é Não Ficar Só; e Medo do Medo (essa última em parceria com a grande amiga Zélia Duncan).
Em 2019, o artista se apresentou no papel principal do Rei Arthur, no musical “Merlin e Arthur, Um Sonho de Liberdade”. O espetáculo parte das lendas do Rei Arthur e a Távola Redonda, para contar uma nova história, onde a política e a crítica social estão presentes – tal qual na obra de Raul Seixas, com canções que homenageiam o Maluco Beleza, no ano em que completam-se 30 anos de sua morte.
Em 2020, Moska lançou em parceria com Zélia Duncan, a canção “Um Par Ímpar”, que gerou – em 2022 – uma turnê feita pelos dois amigos, que rodou as principais cidades do país.
Moska e Zélia são amigos e parceiros desde o primeiro disco solo de cada um, ainda na década de noventa. São mais de 25 anos de amizade e de canções compostas juntos.


