Cineastas pedem urgência na regulação do streaming no Brasil

Luciano Borborema
16:04 06.08.2025
Cinema

Cineastas pedem urgência na regulação do streaming no Brasil

Carta aberta assinada por mais de 750 profissionais do audiovisual reivindica marco legal para garantir contrapartidas justas das plataformas internacionais

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- 06.08.2025 - 16:04
Cineastas pedem urgência na regulação do streaming no Brasil
Foto: Divulgação.

Mais de 750 nomes do cinema brasileiro — incluindo cineastas, atores, roteiristas, técnicos e produtores de diferentes regiões do País — assinaram uma carta aberta pedindo ao governo federal a criação imediata de um marco regulatório para o setor de streaming. O documento é direcionado ao presidente Lula, à ministra Gleisi Hoffmann, ao presidente da Câmara Hugo Motta, à ministra da Cultura Margareth Menezes e à secretária do audiovisual Joelma Gonzaga. A reivindicação é clara: garantir que as plataformas estrangeiras que atuam no Brasil ofereçam contrapartidas proporcionais ao impacto cultural e econômico que causam no mercado nacional.

A carta defende que a regulação do streaming seja tratada como prioridade absoluta pelo Executivo e pelo Congresso. Um dos pedidos centrais é a recondução da deputada Jandira Feghali como relatora do PL 2331/22, que prevê que as plataformas destinem ao menos 6% de sua receita bruta à produção de conteúdo nacional. A proposta é inspirada em modelos bem-sucedidos da França, Itália e Coreia do Sul, e visa proteger a soberania cultural do país. “O audiovisual registra a identidade em movimento de um povo”, afirma o texto, ressaltando a importância de preservar a memória e diversidade brasileira.

O manifesto tem apoio amplo e plural: de nomes consagrados como Walter Salles, Wagner Moura, Petra Costa, José Padilha e Laís Bodanzky a representantes do cinema indígena e periférico. Os signatários também pedem atuação mais incisiva do Ministério da Cultura e apoio formal ao projeto de lei. Segundo o documento, sem uma regulação efetiva, o Brasil corre o risco de se tornar apenas um mercado consumidor de conteúdos estrangeiros, enfraquecendo sua indústria audiovisual, sua cultura e sua voz no cenário internacional.

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