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BRASIL COM S – Vatapá
BRASIL COM S – Vatapá
Hoje, aqui no Brasil com S, a gente fala sobre o Vatapá! Quem quiser vatapá, ô Que procure fazer Primeiro o fubá Depois o dendê Procure uma nêga baiana, ô Que saiba mexer Que saiba mexer Que saiba mexer Bota castanha de caju Um bocadinho mais Pimenta malagueta Um bocadinho mais Amendoim, camarão, rala um … Continued
Hoje, aqui no Brasil com S, a gente fala sobre o Vatapá!
Quem quiser vatapá, ô
Que procure fazer
Primeiro o fubá
Depois o dendê
Procure uma nêga baiana, ô
Que saiba mexer
Que saiba mexer
Que saiba mexerBota castanha de caju
Um bocadinho mais
Pimenta malagueta
Um bocadinho maisAmendoim, camarão, rala um coco
Na hora de machucar
Sal com gengibre e cebola, iaiáNa hora de temperar
Não para de mexer, ô
Que é pra não embolar
Panela no fogo
Não deixa queimar
O cantor e compositor baiano Dorival Caymmi compunha suas canções inspirado na cultura, nos costumes e nas tradições da Bahia, tendo como grande influência a música negra. Com a música acima não foi diferente!
Composta em 1957, a sua canção Vatapá imortalizou a receita de um dos mais tradicionais pratos da culinária baiana, que marca a influência africana na região nordeste do Brasil.

A história e receita do Vatapá
O prato típico da cozinha afro-brasileira foi trazido à Bahia por intermédio dos escravos iorubás, com o nome de ehba-tápa.
Tradicionalmente, ele é feito com:
- Peixe ou camarão;
- Fubá;
- Azeite de dendê;
- E pimenta malagueta.
Pode levar ainda castanha de caju, gengibre, amendoim, coco ralado e cebola. Sua consistência é cremosa e sua cor amarelada.
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Atualmente, o Vatapá é consumido em várias cidades brasileiras. Essa difusão trouxe variações ao prato: algumas regiões fazem o vatapá de carne ou frango, outras retiram o amendoim, e outras trocam a pimenta-malagueta por outra mais suave, ou substituem o dendê por azeite de oliva.
Mas, o Vatapá tradicional mesmo – procurado por amantes da gastronomia do Brasil inteiro e até por estrangeiros que visitam o país – é o Vatapá baiano da canção de Caymmi!
Ele é utilizado, também, para rechear outro quitute típico da Bahia: o Acarajé. Mas esse é um assunto para um próximo Brasil com S!
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