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Pressão alta pode afetar rins, próstata e até a vida sexual, alerta urologista
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Pressão alta pode afetar rins, próstata e até a vida sexual, alerta urologista
Hipertensão costuma ser lembrada pelo risco de infarto e AVC, mas também pode prejudicar a função urinária e acelerar danos renais

A hipertensão arterial é uma das doenças crônicas mais comuns e, muitas vezes, passa anos sem dar sinais claros. O problema é que, mesmo silenciosa, ela pode provocar danos progressivos em vasos sanguíneos do corpo inteiro — inclusive nos que irrigam órgãos essenciais para o sistema urinário.
O urologista Marcos Tobias Machado explica que a pressão alta não se restringe ao coração e ao cérebro. “Quando a hipertensão não está controlada, ela lesa vasos pequenos e isso pode comprometer órgãos como os rins, além de influenciar a função urinária e a saúde sexual”, afirma.
Muita gente associa a condição apenas ao risco de infarto ou AVC, mas ignora que o impacto pode aparecer também no dia a dia: mudanças na urina, piora de sintomas urinários e alterações na vida sexual podem ter relação com a circulação prejudicada pela pressão elevada.
Rins: a ligação direta com a hipertensão
Os rins têm papel central no equilíbrio do organismo. Eles ajudam a regular o volume de líquidos e participam do controle da pressão arterial por meio de mecanismos hormonais. Quando a pressão fica alta de forma persistente, os pequenos vasos renais podem sofrer lesões, reduzindo a capacidade de filtração do sangue.
Com o tempo, esse dano pode evoluir para doença renal crônica — um quadro que, por sua vez, tende a piorar a própria hipertensão, criando um ciclo difícil de interromper. Por isso, a pressão alta está entre as principais causas de insuficiência renal no mundo.

Impacto na micção e na função sexual
Os efeitos da hipertensão não se limitam aos rins. Ao comprometer a circulação em diferentes regiões do corpo, a doença também pode atingir estruturas envolvidas na função urinária e sexual.
Um dos sinais que podem surgir é a disfunção erétil, já que a ereção depende de um fluxo sanguíneo adequado. “Em alguns casos, a dificuldade de ereção pode ser um dos primeiros alertas de que há comprometimento vascular”, destaca Machado.
Além disso, a hipertensão pode contribuir para a piora de sintomas urinários, principalmente em homens com aumento da próstata. Alterações na circulação e na função da bexiga podem favorecer queixas como:
Veja também:
- · aumento da frequência urinária;
- · urgência para urinar;
- · dificuldade para iniciar ou manter o jato urinário.
Controle da pressão também é proteção urológica
Manter a hipertensão sob controle vai além de reduzir o risco cardiovascular: também ajuda a preservar a função renal, proteger a qualidade da micção e reduzir impactos sobre a vida sexual.
Medidas como alimentação equilibrada, redução do sal, prática regular de atividade física e controle do peso são pilares desse cuidado. Quando há indicação de remédios, a recomendação é seguir o tratamento corretamente e manter acompanhamento contínuo.
Para o urologista, a integração entre especialidades tem ganhado importância. “Cardiologia, nefrologia e urologia podem atuar de forma complementar para oferecer um cuidado mais completo, especialmente quando já existem sintomas urinários ou sinais de comprometimento renal”, explica Machado.
A pressão alta pode passar despercebida por anos, mas seus efeitos tendem a ser amplos e progressivos. Cuidar da hipertensão, portanto, também é uma forma de cuidar da saúde urológica — e isso pode fazer diferença na qualidade de vida a longo prazo.
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