Novabrasil
“Caso de infecção de transplantados no Rio é estarrecedor”, afirma Renato kfouri
Renato Kfouri
Pediatra, infectologista, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria
“Caso de infecção de transplantados no Rio é estarrecedor”, afirma Renato kfouri
O colunista da Novabrasil lembra que o sistema de doação é confiável e o que ocorreu no Rio é assunto para polícia
O Ministério da Saúde anunciou que vai rever a regulamentação do Sistema Nacional de Transplantes. A decisão ocorre depois dos seis casos de pessoas que testaram positivo para HIV após receberem transplantes.
Renato Kfouri, infectologista e colunista da Novabrasil, classificou o caso de infecção como “estarrecedor”. “É básico: quando você vai doar sangue, que também é um órgão, há testes de sífilis, hepatite, doença de chagas, HIV. Tudo isso para garantir a segurança de quem vai receber o sangue”. Portanto, para todos os órgãos o procedimento deve ser o mesmo.
Ele afirma que isso é previsto e estabelecido em portaria do Ministério da Saúde e da Anvisa que regulamentam os transplantes no país. “O que houve no Rio de Janeiro foi uma fraude, um crime. É um caso de polícia e que precisa ser investigado, mas que não deve colocar em dúvida o sistema de transplante”.
O Brasil é um dos países que mais fazem transplantes no mundo, só perdendo para os EUA. Foram mais de 6.500 indivíduos que receberam órgãos no ano passado e, para esse ano, deve atingir as 7.000 operações. Quase todos os receptores estão bem com os novos órgãos.
O colunista lembra que o sistema tem uma fila organizada e que beneficia a população brasileira. “Quem faz doação, salva muitas vidas e a agilidade na captura do órgão é fundamental para que o brasileiro continue protagonizando essa solidariedade”, diz ele.
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Renato Kfouri ressalta a necessidade da apuração das responsabilidades, no caso de infecção no Rio de Janeiro, para manutenção da credibilidade do sistema de doação.
A polícia civil prendeu dois dos quatro investigados nesse caso dos transplantes de órgãos infectados. Um deles é sócio do laboratório PCS Saleme e o outro é técnico do laboratório de análise do material que chegava da central de transplantes. As investigações prosseguem.
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