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“Saneamento básico é responsabilidade do poder público e dos cidadãos”, diz Instituto Trata Brasil
“Saneamento básico é responsabilidade do poder público e dos cidadãos”, diz Instituto Trata Brasil
Essencial para uma vida digna, o saneamento básico tem impactos sociais, econômicos e ambientais, ressalta Luana Pretto, em entrevista ao Jornal Novabrasil
A Lei Federal nº 11.445/2007 define o saneamento básico como um conjunto essencial de serviços, infraestruturas e instalações necessárias para promover a saúde pública, proteger o meio ambiente e assegurar a qualidade de vida da população.
Neste cenário de eleições municipais, fica a reflexão de que o prefeito tem grande impacto sobre o assunto. É o que afirmou a presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, em entrevista ao Jornal Novabrasil nesta sexta-feira (16).
“É muito importante que nós como cidadãos passamos a entender: será que na casa onde moro, há acesso à água tratada? E se não, qual o plano que o candidato que vou votar tem em relação a esse tema?”, afirmou.
Segundo a especialista, o saneamento tem que ser visto como um ativo político, pois a partir do momento em que há água tratada, há redução de doenças de veiculação hídrica. Por isso, é necessário que políticos vejam o tema com sensibilidade.
Atualmente, cerca de 32 milhões de brasileiros não têm acesso à água potável e mais de 90 milhões vivem sem atendimento à coleta de esgoto, enquanto apenas 52,2% do esgoto gerado é tratado.
Segundo estudo do Instituto Trata Brasil, se o país garantir o acesso pleno à água potável e ao esgotamento sanitário para seus habitantes entre 2021 e 2040, espera-se que os benefícios da universalização do saneamento alcancem R$ 1,455 trilhão em todo o país.
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Portanto, é fundamental que os municípios priorizem a infraestrutura básica, uma vez que a responsabilidade dos serviços de saneamento é municipal, como afirmou Luana.
O Instituto Trata Brasil preparou um guia para candidatos e eleitores se engajarem no compromisso por um saneamento melhor. Ele pode ser acessado no site tratabrasil.org.br.
Confira abaixo:
Por Heloísa Cipriano
