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Os 20 maiores sucessos de Djonga
Os 20 maiores sucessos de Djonga
Um dos maiores nomes do rap brasileiro da atualidade completa mais um ano de vida hoje. Relembre os principais hits do mineiro


Rapper, cantor e compositor, quando falamos sobre a força e a renovação do rap nacional, um nome se destaca com protagonismo: o do mineiro Djonga.
Nascido em Belo Horizonte, hoje Djonga é um dos maiores representantes da música brasileira contemporânea, sendo reverenciado não apenas por suas rimas afiadas e contundentes – que combinam crítica social e referências culturais – mas também pela sua trajetória marcada por resistência, identidade e inovação estética, sendo inspiração para muitos jovens que o escutam.
Além disso, Djonga se destaca pela defesa de pautas importantes, como o antirracismo, a valorização da identidade negra e o fortalecimento das culturas periféricas. Sua atuação extrapola os limites da música: ele é uma voz ativa nos debates públicos sobre desigualdade, arte e política.
Nos últimos anos, Djonga também tem levado sua arte para fora do Brasil, realizando turnês na Europa e participando de festivais internacionais e fortalecendo a presença do rap brasileiro no cenário global.
Com milhões de ouvintes nas plataformas digitais e uma base de fãs engajada, o artista comprova que o rap brasileiro vive um de seus momentos mais potentes, criativos e politizados.
Desde sua estreia, o rapper se manteve fiel a uma proposta artística que combina crítica social, questões raciais, afetividade e espiritualidade. A cada álbum, o artista consolida sua visão de mundo, sempre dialogando com as vivências da juventude negra periférica.
Para celebrar os seus 32 anos, completados no dia de hoje, vamos relembrar os 20 maiores sucessos da carreira de Djonga.
Mais sobre Djonga

Nascido Gustavo Pereira Marques, em 4 de junho de 1994, em Belo Horizonte, Minas Gerais, desde muito jovem, Djonga demonstrou interesse pela literatura e pela escrita – paixões que logo encontraram espaço na construção de suas letras densas e poéticas.
O rapper começou a ganhar notoriedade em 2015, ao participar de saraus de poesia, depois de batalhas de rima, passando a lançar colaborações com outros artistas do rap brasileiro.
No entanto, foi em 2017, com o lançamento do álbum “Heresia”, que Djonga rompeu definitivamente as barreiras do underground e se projetou nacionalmente como uma das vozes mais importantes de sua geração.
O disco que apresentou o rapper mineiro para o Brasil inteiro, colocou questões raciais e sociais no centro da cena do rap.
A capa do álbum faz uma referência ao antológico álbum ”Clube da Esquina”, lançado em 1972, por Milton Nascimento e Lô Borges (influências musicais de Djonga), mas ao invés das crianças, vemos o próprio rapper na capa.
Desse álbum podemos destacar os seguintes sucessos, que abrem a nossa lista de hoje:
1 – O Mundo é Nosso (com participação de BK)
2 – Esquimó
Já no seu segundo trabalho, “O Menino Que Queria Ser Deus”, de 2018, Djonga aprofunda a reflexão sobre a ascensão social, a autoestima negra e os desafios enfrentados por quem rompe barreiras impostas pelo racismo estrutural.
O álbum foi eleito o 6º melhor disco brasileiro de 2018 pela revista Rolling Stone Brasil e um dos 25 melhores álbuns brasileiros do primeiro semestre de 2018 pela Associação Paulista de Críticos de Arte.
Curiosidade: a arte da capa do álbum foi feita pelo multiartista 1993Agosto, e traz uma mulher negra com Djonga sentado em seu colo e o artista pisando em um homem branco, que representa um político. Sobre a temática e inspirações da capa, Djonga falou que talvez tenha um pouco do “To Pimp a Butterfly” (terceiro álbum do rapper estadunidense Kendrick Lamar).
Deste álbum, destaque para as faixas:
3 – Solto
4 – Corra
5 – Junho de 94
Em 2019, foi a vez do rapper mineiro lançar “Ladrão”, um dos álbuns mais aclamados da década no rap nacional, com letras que denunciam a violência contra a população negra e encorajam o orgulho e a resistência.
O álbum foi gravado na residência da avó de Djonga, no bairro de São Lucas, em Belo Horizonte. A cantora e compositora mineira Marina Sena faz backing vocal para o disco, ao lado dos demais integrantes da banda Rosa Neon, da qual ela fazia parte na época, antes de explodir em carreira solo.
Destaque para o hit “Hat-Trick” tornou-se um hino.
6 – Hat-Trick
Outros sucessos do álbum, são as músicas:
Veja também:
7 – Leal
8 – Tipo
9 – Bença
Já o álbum “Histórias da Minha Área”, de 2020, éuma homenagem à quebrada onde Djonga cresceu, destacando – além da violência a que os jovens são submetidos – o papel fundamental da comunidade na formação de sua identidade.
O álbum teve uma grande repercussão no cenário, chegando a receber o disco de ouro da ONErpm, e – após seu lançamento – Djonga fez história ao se tornar o primeiro brasileiro a ser indicado ao prestigiado “BET Hip Hop Awards”, premiação musical focada na cultura negra.
Dessa vez a fotografia da capa choca, com a intenção de chocar, ao mostrar cinco jovens (todos amigos de Djonga, moradores da mesma área) encarando os próprios corpos no chão.
Destaque para as faixas:
10 – Procuro Alguém
11 – Hoje Não
12 – O Cara de Óculos, com introdução de Bia Nogueira
Em 2021 foi lançado o trabalho mais introspectivo e experimental de Djonga, “NU”, em que o rapper explora novas sonoridades e dimensões pessoais.
O álbum marcou a volta do artista à internet, após passar meses afastado depois de receber várias críticas por aglomerar fazendo um show lotado no Rio de Janeiro, na tarde do dia 7 de dezembro de 2020, em meio ao período crítico causado pela pandemia de COVID-19 no estado.
Na capa do álbum, vemos a cabeça de Djonga sendo servida em uma bandeja e ao fundo algumas pessoas segurando celulares e facas ensanguentadas em direção ao rapper.
O trecho “Quanto mais sucesso, menos divertido, Eu não era assim, sou fruto do meio, Meu coração parece um balde furado, Acho que o vazio me pegou em cheio”, da primeira faixa do álbum – “Nós” – é uma das que mais chamaram atenção do público.
13 – Nós
Na faixa “Vírgula“, Djonga cita e atualiza a letra de “Casa de Bamba” (1968), samba de Martinho da Vila, ao fazer rima com os versos: “Na minha casa, ninguém passa fome / Todo mundo bebe e todo mundo come / Na minha casa, vale tudo, chefe / Dança mina com mina e homem com o homem”.
14 – Vírgula
De 2022, o álbum “O Dono do Lugar” é uma obra que reflete a evolução musical de Djonga, com influências de trap, rap e funk. Inspirado em “Dom Quixote de la Mancha”, o álbum apresenta temas como a luta contra o racismo e a ascensão social do artista, além de reflexões sobre a masculinidade do homem preto, a força das mulheres na construção de um novo mundo, e a necessidade urgente de construir nova relação com a indústria da cultura e da música.
Destaque para a canção “Penumbra“, composição de Gustavo Marques.
16 – Penumbra
Já em 2023, veio o álbum “Inocente ‘Demotape’”, composto por oito faixas que reforçam a capacidade de Djonga de se reinventar e manter a relevância dentro do rap contemporâneo brasileiro.
Versando em temas do universo pessoal, conhecemos os sentimentos do artista em novos arranjos, sonoridades e experimentações. É um novo olhar sobre a obra do rapper, com foco na vida cotidiana: o amor, o sexo, suas contradições, e os contra-sensos entre inocência e malícia, inocência e culpa.
O teor de angústia do álbum é bem menor do que o de outros discos de Djonga, mas isso não quer dizer que a revolta não esteja presente na “Demotape“. Na última música do EP, “Camarote”, Djonga fala sobre ostentação, luxo, sedução, mas também aborda sentimentos como saudades, ódio e frustração por ter perdido um amigo de infância.
16 – Camarote
Outra música de sucesso deste álbum é “Da Lua”.
17 – Da Lua
O mais recente álbum do rapper é “Quanto Mais Eu Como, Mais Fome Eu Sinto!”, de 2025. Como conta o site da ONERpm, trata-se de:“Um retrato da atualidade, uma narrativa perspicaz e acurada das realidades social e antropológica contemporâneas. Djonga toma posse de seu papel como historiador e discorre com propriedade, inteligência e respeito sobre as mais diversas questões da atualidade. Nas 12 faixas do álbum é possível acompanhar o artista visitando lugares de dor, de desconforto, de depressão e de escassez, bem como de resiliência, de ressignificação de dores ancestrais, de amor, de vitória e de prosperidade. A lírica é afiada e a escolha dos timbres, ritmos e sonoridades faz jus ao importante (e crescente) espaço que o rap ocupa na música popular brasileira: um lugar de riqueza, inteligência, empoderamento e diversidade cultural.”.
O álbum traz e participação do gigante Milton Nascimento – mineiro de coração – na faixa “Demoro a Dormir”, faixa que fala sobre sonhos, frustrações e expectativas – e do também mineiro Samuel Rosa, na faixa “Te Espero Lá”, uma música que fala de forma forte e literal sobre a fome, e traz o hip hop flertando com o pop.
18 – Demoro a Dormir
19 – Te Espero Lá
Outra faixa de destaque é “Melhor Que Ontem”.


