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Parque Villa-Lobos em SP vira vitrine de negócios e fecha áreas verdes ao público
Parque Villa-Lobos em SP vira vitrine de negócios e fecha áreas verdes ao público
Brinquedos infláveis, cercas permanentes e locações mudam o uso coletivo de um dos parques mais frequentados da capital paulista
O Parque Villa-Lobos, um dos destinos de lazer mais queridos de São Paulo, está no centro de uma controvérsia. Frequentadores relatam dificuldades para acessar áreas verdes que antes eram livres e hoje estão cercadas, locadas ou ocupadas por brinquedos infláveis. Parte do parque, inclusive, está interditada por tapumes há mais de dois anos, sem informação clara sobre o que está sendo feito.
Um usuário, que visita o espaço desde 2003, compartilhou com a reportagem da Novabrasil como a paisagem e o uso do local se transformaram. “A gente entrava no parque e já dava de cara com uma área verde enorme. Hoje, essa área está tomada por brinquedos infláveis que ficam aqui o ano inteiro”, contou.
Confira abaixo:
Eventos pagos e especulação
Outra área do parque, bastante conhecida por ser um espaço para piqueniques, passou a ser usada para eventos privados, com locações que podem custar até R$ 25 mil, segundo o frequentador. Enquanto esses espaços estão reservados para quem alugou, o acesso é limitado ao restante da população. Uma placa deixava a regra clara, mas ela foi retirada após a reportagem da Novabrasil fazer os questionamentos. Hoje, o que se lê na nova tábua afixada é que o local passa por manutenção.

Há também rumores de novos empreendimentos, como um restaurante e uma área aquática, que estariam ocupando o antigo campo de futebol do parque.
Brinquedos sem uso, tapumes sem resposta
Além dos brinquedos infláveis que permanecem no local mesmo fora da temporada de férias escolares, e que não são gratuitos, tapumes escondem parte do terreno sem que haja explicação clara para os frequentadores. Procurada pela reportagem, a concessionária Reserva Parques Urbanos afirmou que a área de piquenique é de uso livre quando não está locada e que os brinquedos serão realocados. Sobre os tapumes, disse apenas que a obra faz parte de um plano de melhorias, sem apresentar cronograma ou detalhes.
Transparência ainda pendente
As dúvidas sobre os custos para locação, a permanência dos brinquedos inativos e o destino das áreas interditadas seguem sem resposta direta da administradora. Enquanto isso, quem frequenta o Villa-Lobos convive com um novo cenário: menos verde disponível, mais estruturas temporárias e a sensação de que o espaço público tem sido moldado por interesses comerciais.
Nota na íntegra:
“A Reserva Novos Parques Urbanos esclarece que a área de piquenique e
eventos do Parque Villa-Lobos permanece acessível ao público sempre que
não há programação agendada ou reservas para atividades específicas. É
importante destacar que o parque dispõe de diversas outras áreas abertas
que não são destinadas a eventos e permanecem livres e disponíveis para
o lazer e convívio dos visitantes.
Veja também:
Em relação a afirmações sobre a implantação de atrações aquáticas,
informamos que não há qualquer projeto de parque aquático em
desenvolvimento no local.
Já a operação dos brinquedos infláveis, está passando por uma
readequação de área e em breve estará instalada com melhorias em um novo
local.
Quanto à área temporariamente cercada com tapumes, trata-se de uma
intervenção programada para revitalização do espaço e qualificação do
uso futuro, conforme previsto no plano de melhorias contínuas do parque.
A administração do Parque Villa-Lobos permanece aberta ao diálogo com a
sociedade, reafirmando seu compromisso com a transparência e com a
oferta de uma experiência de qualidade para todos os frequentadores”.



