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“Governo Lula ainda não tem realizações”, diz Gilberto Kassab
“Governo Lula ainda não tem realizações”, diz Gilberto Kassab
Fundador e presidente nacional do PSD, concedeu entrevista exclusiva ao jornalismo da Novabrasil
Em entrevista exclusiva à Novabrasil FM veiculada nesta quinta-feira (21), o presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse que o “governo Lula ainda não tem realizações” e, em assim sendo, a reeleição em 2026 ficaria “muito difícil”.
“É muito difícil uma reeleição quando a campanha não vem lastreada em realizações. (…) Eu ainda não vejo o presidente Lula começar a construir esse processo de reeleição que possa torná-lo favorito”, disse.
Kassab ponderou que é preciso “ser justo”, acrescentando que um governo “depende de circunstâncias” e que um mau desempenho “às vezes não é fruto de incompetência administrativa”.
Tarcísio candidato?
O presidente do PSD — que tem ministros do governo Lula — afirmou que enxerga o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como candidato ao Planalto somente em 2030. Kassab integra o governo de Tarcísio.
“Ele é jovem, é um dos governadores mais bem avaliados da história de São Paulo. Tem tudo para se consagrar e vai chegar em 2030 como fortíssimo candidato [à Presidência da República], caso ele mantenha esse padrão de governo”, afirmou, admitindo o desejo de disputar o governo de São Paulo.
A sucessão de Lira
Kassab também comentou o fato de a candidatura do deputado Antônio Brito, do PSD da Bahia, não ter deslanchado na Câmara para a sucessão de Arthur Lira (PP-AL). Para o presidente do PSD, o jogo foi definido a favor de Hugo Motta (Republicanos-PB) quando o PT e o Palácio do Planalto decidiram apoiá-lo.
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“Governo é governo. Na hora em que o governo fez do Hugo Motta o seu candidato, caberia uma composição [do PSD com a candidatura de Hugo Motta], porque seria muito difícil esse embate”, disse.
Emendas nas eleições
Kassab afirmou, ainda, que houve, sim, um peso das emendas parlamentares nas eleições municipais deste ano (o PSD foi o partido que mais conquistou prefeituras), mas acrescentou que falar em “Congresso empoderado” é algo “relativo”. Ele citou o exemplo do PT, que tem quase 100 deputados federais e fez “um número muito baixo” de 200 prefeituras.
“O PT teve o mesmo volume de emendas de outros deputados e em São Paulo fez quatro prefeitos só”, emendou.
Assista à íntegra da entrevista concedida a Diego Amorim e Raphael Thebas nos estúdios da Novabrasil em Brasília:


