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Diego Amorim: “Os recados no café de Lula”
Diego Amorim: “Os recados no café de Lula”
Diego Amorim analisa os principais pontos tratados pela imprensa com o presidente Lula em café da manhã no Planalto
Em tradicional café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, o presidente Lula mandou uma série de recados. O café durou pouco mais de uma hora.
Lula negou crise na Petrobras e até atritos com o Congresso, mesmo depois de cobrar publicamente que alguns de seus principais ministros melhorassem a articulação política — segundo ele, era uma piada.
O presidente confirmou que se reuniu com o presidente da Câmara, Arthur Lira, nesta semana, mas não quis revelar o teor da conversa. “Não sou obrigado a dizer para vocês a conversa que eu tive com o Lira”, comentou.
Em outro momento do café, Lula admitiu como o Planalto está refém do Parlamento: “Não é o presidente do Senado que precisa de mim. Não é o presidente da Câmara que precisa de mim.
Quem precisa deles é o presidente da República, é o Poder Executivo. Cada um tem uma função. Nós temos a nossa função. E quem aprova o Orçamento da União são eles. Quem aprova os projetos de lei são eles. Então, é o governo que precisa ter o cuidado de manter a relação mais civilizada possível, tanto com a Câmara quanto o Senado”.
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Lula também afirmou que não existe previsão de reforma ministerial e acrescentou que não está preocupado com as pesquisas que indicam índices ruins de aprovação do governo dele. Sobre as greves em andamento, o presidente disse que “ninguém será punido por fazer greve” e que esses movimentos estavam reprimidos nos últimos anos no Brasil.
O presidente disse, ainda, que não comentaria o ato do último domingo no Rio de Janeiro convocado por Jair Bolsonaro. “Não comento ato de fascista”, resumiu.

