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Crise no Pantanal deve se arrastar até fim do ano, diz presidente do Ibama
Crise no Pantanal deve se arrastar até fim do ano, diz presidente do Ibama
Em entrevista ao jornalismo da Novabrasil, Rodrigo Agostinho, garantiu que a greve dos servidores do Instituto não deve agravar as queimadas no Centro Oeste do país
Em entrevista ao jornalismo da Novabrasil, Rodrigo Agostinho, garantiu que a greve dos servidores do Instituto não deve agravar as queimadas no Centro Oeste do país
O fogo já consumiu uma área equivalente a quatro vezes a cidade de São Paulo no Pantanal só em 2024. Justamente na área caracterizada pelas inundações. Só que há seis anos, a área que deveria estar encharcada não enche.
E só 5% dos focos de incêndio no Pantanal ocorrem em Terras Indígenas e Unidades de Conservação. Os outros 95% têm origem em propriedades privadas, são causados por ações criminosas, e estão relacionadas à expansão do agro. A constatação é do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Atualmente, são três incêndios no estado do Mato Grosso e outro maior no Mato Grosso do Sul, que está concentrado na região de Corumbá.
A situação é grave mas, em entrevista ao jornalismo da Novabrasil, o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, garantiu que a greve dos servidores do Instituto não deve agravar as queimadas no Centro-Oeste do país:
“O Ibama continua em operação padrão. Houve uma decisão e as áreas de emergência, combate a incêndios, atendimento à fauna não vão ser prejudicados por uma eventual greve – anunciada para o dia 1º de julho. A greve não vai afetar esses setores”, afirmou.
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis vem melhorando sua estrutura no combate ao fogo. O Programa PrevFogo existe há 35 anos e está com uma nova sala de situação, novas instalações e uma base de operação em Corumbá-MS.
Só neste ano, o órgão já empenhou R$ 84 milhões, mesmo com alguns cortes no orçamento. Mas Agostinho enfatiza que: “As mudanças climáticas vão ser avassaladoras, não só aqui no Brasil, mas no mundo inteiro”.
Desde a última terça-feira (25/6), autoridades do Alasca evacuaram dezenas de moradores por causa de um incêndio que se espalha às margens da rodovia Elliott.
O também ex-deputado e membro da Frente Parlamentar Ambientalista alertou que o Ibama vai “precisar de estruturas que nós não temos, não dispusemos, mesmo trabalhando com 2 mil brigadistas”.
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A Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse, nesta quinta-feira, que os atuais incêndios do Pantanal “são devido à ação humana, seja pelo desmatamento, seja pela queima. Além disso, os municípios que mais desmatam são os que mais sofrem com incêndios“.
O Governo federal afirmou que não haverá limites de orçamento para o combate aos incêndios no bioma. As Forças Armadas disponibilizaram aeronaves e equipes para ajudar na emergência.
A ambientalista e cientista social Marijane Vieira acredita que nem “o MMA e o IBAMA não estão recebendo da parte do governo Lula os recursos e apoios que merecem“.
A professora ainda pontua que “combater incêndios sem aviões e helicópteros, quando os rios estão baixos e as estradas precárias é uma impossibilidade”.
Marijane ainda reconhece que “tampouco se dá prioridade para recompor os salários dos funcionários do IBAMA, do ICbio e do MMA, enquanto a PFR, envolvida diretamente na tentativa de golpe já te aumento“.
No último dia 6, de junho, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a omissão do Congresso no enfrentamento às queimadas e exigiu respostas do Legislativo. Apesar da Ação Direta de Inconstitucionalidade Por Omissão nº 63, ainda não houve resposta.
O presidente do Ibama alertou: “Provavelmente, nos próximos anos, a gente tenha que aumentar significativamente esses números – efetivo e estrutura – para ter capacidade para enfrentar essas crises – ambientais”.
