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Cinema de luto: Morre Luiz Carlos Barreto, lendário produtor, diretor e fotógrafo do cinema brasileiro
Cinema de luto: Morre Luiz Carlos Barreto, lendário produtor, diretor e fotógrafo do cinema brasileiro
Barretão marcou a história do cinema brasileiro com seis décadas de atuação

O cinema brasileiro perdeu um de seus principais protagonistas. Morreu, aos 98 anos, o produtor, diretor e fotógrafo Luiz Carlos Barreto, conhecido como “Barretão”, responsável por uma das trajetórias mais importantes da história do audiovisual nacional. A informação foi confirmada pela família.
Nascido em Sobral, no Ceará, Barreto iniciou sua carreira como jornalista e fotógrafo antes de se dedicar ao cinema. A partir da década de 1960, tornou-se um dos grandes nomes do Cinema Novo e participou da produção de obras que ajudaram a projetar o cinema brasileiro dentro e fora do país.
Ao lado da esposa, a produtora Lucy Barreto, fundou a L.C. Barreto Produções, responsável por sucessos como Dona Flor e Seus Dois Maridos, Bye Bye Brasil, Terra em Transe, Memórias do Cárcere, O Quatrilho e O Que É Isso, Companheiro?. Ao longo de mais de seis décadas de carreira, participou da realização de dezenas de produções que receberam reconhecimento internacional e contribuíram para consolidar o cinema nacional.
Além de produtor, Barreto também atuou como diretor de fotografia e roteirista. Seu trabalho influenciou gerações de cineastas e ajudou a revelar novos talentos, tornando-se uma referência para a indústria audiovisual brasileira.
O legado de Luiz Carlos Barreto também permanece na família. Seus filhos Bruno Barreto e Fábio Barreto seguiram carreira no cinema e dirigiram filmes indicados ao Oscar, reforçando a contribuição da família para a história da produção cinematográfica do Brasil.
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A morte de Barretão representa o fim de um capítulo importante do cinema brasileiro, mas sua obra permanece como um dos maiores patrimônios culturais do país, inspirando profissionais e espectadores por meio de filmes que atravessaram gerações.
Curiosidades sobre Luiz Carlos Barreto:
- Era conhecido como “Barretão”, apelido pelo qual era tratado por colegas e amigos do meio cinematográfico.
- Começou a carreira no fotojornalismo, trabalhando como fotógrafo e repórter antes de migrar para o cinema.
- Foi um dos principais produtores do Cinema Novo, movimento que revolucionou a produção cinematográfica brasileira a partir dos anos 1960.
- Fundou a L.C. Barreto Produções ao lado da esposa, Lucy Barreto, uma das produtoras mais importantes da história do cinema nacional.
- Produziu mais de 70 filmes ao longo de uma carreira de mais de seis décadas.
- Levou o cinema brasileiro ao Oscar: produziu filmes como O Quatrilho e O Que É Isso, Companheiro?, ambos indicados ao prêmio de Melhor Filme Internacional.
- Trabalhou com alguns dos maiores cineastas brasileiros, como Glauber Rocha, Cacá Diegues, Bruno Barreto, Hector Babenco e Nelson Pereira dos Santos.
- Também foi diretor de fotografia, participando de produções importantes antes de se consolidar como produtor.
- Formou uma família de cineastas: seus filhos Bruno Barreto e Fábio Barreto também se tornaram diretores de destaque.
- Recebeu diversas homenagens por sua contribuição à cultura brasileira, sendo reconhecido como um dos maiores produtores da história do audiovisual no país.
Os 10 principais filmes produzidos por Luiz Carlos Barreto
- Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976) – Dirigido por Bruno Barreto, tornou-se um dos maiores sucessos de público da história do cinema brasileiro.
- Bye Bye Brasil (1980) – Clássico de Cacá Diegues que retrata as transformações culturais do país.
- Terra em Transe (1967) – Obra-prima de Glauber Rocha e um dos filmes mais importantes do Cinema Novo.
- Memórias do Cárcere (1984) – Adaptação da obra de Graciliano Ramos, dirigida por Nelson Pereira dos Santos.
- O Quatrilho (1995) – Indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira.
- O Que É Isso, Companheiro? (1997) – Também indicado ao Oscar, narra o sequestro do embaixador americano durante a ditadura militar.
- Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (1977) – Dirigido por Hector Babenco, é considerado um marco do cinema policial brasileiro.
- A Paixão de Jacobina (2002) – Drama histórico inspirado em acontecimentos reais do século XIX.
- Bela Donna (1998) – Coprodução internacional estrelada por Natasha Henstridge e Eduardo Moscovis.
- Última Parada 174 (2008) – Dirigido por Bruno Barreto, reconstitui a trajetória de Sandro Barbosa do Nascimento, responsável pelo sequestro do ônibus 174, no Rio de Janeiro.


