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Música da Quebrada: Funk – O som que transforma vidas nas periferias
Música da Quebrada: Funk – O som que transforma vidas nas periferias
Veja documentário da Novabrasil em parceria com a Produtora Doc Films
Na comunidade de Heliópolis, a maior favela de São Paulo, o funk é mais do que um ritmo: é uma ferramenta de transformação social. MC Lanzinho, barbeiro e produtor musical, comanda a Helipa Records, um estúdio que funciona dentro de sua barbearia e dá oportunidade para jovens que sonham em viver da música.
Para ele, o funk é um caminho para fortalecer a autoestima e gerar oportunidades na quebrada. Além de gravar suas próprias músicas, Lanzinho usa o espaço para mostrar aos artistas iniciantes que a carreira exige dedicação e um trabalho paralelo para sustento.
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A cantora MC Lalão também encontrou no funk uma forma de superar desafios. Após enfrentar problemas com drogas, ela usou a música como um refúgio e viu sua vida mudar ao lançar seu primeiro single.
Hoje, com milhares de visualizações no YouTube, Lalão aposta em um funk que foge da sensualidade e busca trazer mensagens de força e identidade. Com influências que vão de Felipe Boladão a Don Juan, ela representa uma nova geração de funkeiros que dialogam com diferentes estilos musicais e expressam a realidade das favelas através da arte.
O funk, surgido nos anos 1960 nos Estados Unidos e popularizado no Brasil nos bailes blacks das décadas de 1970 e 1980, sempre teve uma forte ligação com a luta social. Para o antropólogo Meno Del Picchia, a música tem a função primordial de unir pessoas e criar espaços de pertencimento.
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Em Heliópolis, essa missão se mantém viva: o funk segue sendo um meio de resistência, uma saída para muitos jovens e um grito de liberdade para quem sonha com uma realidade melhor.
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