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Música da Quebrada: MPB – Geração que transforma dificuldades em música
Música da Quebrada: MPB – Geração que transforma dificuldades em música
Veja documentário da Novabrasil em parceria com a Produtora Doc Films
Na periferia de São Paulo, jovens artistas estão reinventando a MPB e usando a música como forma de resistência e expressão. Maria Nascimento, cantora e compositora autodidata do Jardim Portal, encontrou no samba e na poesia um refúgio e uma maneira de se conectar com sua história. Entre estudos, trabalho e maternidade, ela encara desafios diários para viver de sua arte e sonha em alcançar um público ainda maior. “Quero que minha família tenha orgulho de mim e que as pessoas se identifiquem com minha música”, diz a artista.
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Do outro lado da cidade, na Zona Leste, a banda Chá da Tarde também transforma desafios em arte. Formado por amigos de infância, o grupo mistura influências da MPB e busca criar uma sonoridade contemporânea que reflita a realidade da periferia. Além dos ensaios semanais, o coletivo mantém um espaço que apoia outros músicos independentes. Emerson Oliveira, produtor musical do grupo, destaca a importância desse projeto: “A gente já vive uma realidade difícil, então a música é nossa forma de sonhar e lutar por algo melhor”.
As barreiras impostas à periferia não impedem que esses artistas sigam seus caminhos. Para Peu Morais, integrante da Chá da Tarde, o cenário musical das quebradas é potente e repleto de talento. Entre enchentes, falta de infraestrutura e dificuldades econômicas, a música se torna uma forma de resistência e identidade. “Sempre vai existir potência na periferia, porque carregamos nossas raízes na arte”, afirma Peu. Seja no samba melancólico de Maria ou nas canções vibrantes da Chá da Tarde, a MPB segue viva e se reinventando, provando que a cultura da quebrada tem muito a dizer.
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