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Aniversariantes musicais da semana – Parte 3
Aniversariantes musicais da semana – Parte 3
Esta é uma semana recheada de aniversariantes que fazem parte da história da nossa música e, por isso, nós da Novabrasil preparamos uma série especial com três matérias para homenagear cada um deles. Na primeira parte, celebramos a existência de Zé Renato, Buchecha, Supla e Sabotage. Na segunda parte, nós trouxemos um pouco sobre a … Continued

Esta é uma semana recheada de aniversariantes que fazem parte da história da nossa música e, por isso, nós da Novabrasil preparamos uma série especial com três matérias para homenagear cada um deles.
Na primeira parte, celebramos a existência de Zé Renato, Buchecha, Supla e Sabotage.
Hoje, nesta terceira e última parte da matéria especial com os inúmeros aniversariantes da semana, nós homenagearmos:
Vamos lá?
por Lívia Nolla

Marina de La Riva – 07 de abril
Marina de La Riva nasceu no Rio de Janeiro, em 07 de abril de 1973, e completa 51 anos nesta semana.
A cantora – filha de pai cubano – mistura elementos da música cubana com elementos da música brasileira em suas canções e começou a carreira cantando Jazz na noite, tendo integrado por dois anos o grupo Alta Fidelidade, banda que faz nu jazz eletrônico.
Seu primeiro disco, Marina de la Riva, de 2007, foi muito bem recebido pelo público e pela crítica. Por este álbum – que contou com a participação de Davi Moraes e Chico Buarque – a artista conquistou o prêmio APCA de Revelação Feminina (categoria Música Popular).
Depois disso, vieram os álbuns Marina de La Riva Ao Vivo em São Paulo (2010); Idilio (2012) e Rainha Do Mar (2017). O último lançamento, Raices Compartidas, é de 2022.

Kell Smith – 07 de abril
Também nascida no dia 07 de janeiro, só que de 1993, em São Paulo, a cantora e compositora Kell Smith completa 31 anos nesta semana.
Kell conta em seu site oficial que “iniciou sua história na música a partir do propósito e não da carreira. Filha de missionários, nascida na capital de São Paulo e pertencente a todo o Brasil que conheceu nessa vida itinerante”.
Até o ano de 2014, a música ocupava um lugar bonito na vida da artista, mas não o de protagonismo. O contato era dentro da igreja, como uma boa ouvinte dos seus LPs, ou ao cantar para os amigos. Foi quando em uma conversa que mudaria tudo para sempre, o pai de Kell Smith a fez refletir sobre o quanto estamos verdadeiramente dispostos a ser úteis pra quem a gente não sabe o nome, não sabe a história.
E, como a música cumpre esse papel de conexão, transformação e amor, Kell conta que: “A música me escolheu. E eu sou instrumento dela, não o contrário.”
A partir daí, movida por esse propósito, a cantora começou a gravar vídeos caseiros e se mudou para a cidade de Presidente Prudente/SP para iniciar o que ela chama de “A melhor escola possível”, se apresentando nos bares da cidade.
Após um ano intenso de aprendizado cantando na noite, a artista compôs sua primeira música e com ela (gravada do celular no formato violão e voz) conseguiu assinar o seu primeiro contrato profissional. Tudo foi acontecendo desde então.
A sua terceira música lançada – em 2017 – mostrou a artista ao mundo: o super hit Era Uma Vez… Com a canção, Kell Smith conquistou as primeiras posições nas rádios, ficou 16 semanas entre as mais tocadas, além de atingir mais de 100 milhões de execuções no Spotify e 400 milhões de visualizações no Youtube.
No mesmo ano, Kell Smith lançou o seu primeiro EP, que levou o seu nome e trouxe também o sucesso Respeita As Mina. Em seguida, lançou um EP de Remixes e também o EP Marcianos, ainda no ano de 2017, cuja faixa Nossa Conversa entrou para a trilha da novela Topíssima, na TV Record.
Em 2018, veio o primeiro álbum, Girassol. Em 2020, durante a pandemia, os EPs O Velho e Bom Novo (Lado A) e (Lado B), e em 2021 o EP Vivendo. O trabalho mais recente, foi o disco (Não é só mais) um álbum de amor, de 2023.

Marcelo Jeneci – 07 de abril
Marcelo Jeneci nasceu em São Paulo, em 07 de abril de 1982 e completa 42 anos nesta semana.
Sua trajetória desde sempre esteve ligada à música: começou a aprender sobre música com seu pai, que trabalhava consertando equipamentos eletrônicos e instrumentos musicais. No ano 2000, passou a integrar a banda de Chico César, tocando sanfona, e fez com ele uma turnê pela Europa.
Depois disso, também integrou as bandas de Arnaldo Antunes e de Erasmo Carlos, e lançou uma composição de muito sucesso em parceria com Vanessa da Mata – a canção Amado – antes de iniciar sua carreira solo em 2010, com o lançamento do seu primeiro álbum: Feito pra Acabar.
O disco de estreia já contou com os imensos sucessos Felicidade (parceria com Chico César); Pra Sonhar; Longe e a faixa-título, composições solo do artista. Além disso, o álbum também traz cinco composições em parceria com Arnaldo Antunes e conta com os vocais de sua grande parceira em diversos hits, a cantora Laura Lavieri.
Em 2013, Jeneci lançou seu segundo disco, De Graça, em que também divide os vocais com Laura Lavieri, e que traz o grande sucesso O Melhor da Vida, parceria com Isabel Lenza. Com o álbum, o artista ganhou o prêmio de Melhor Compositor pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), e foi indicado ao Grammy Latino, na categoria Melhor Álbum de Música Popular Brasileira.
Em 2015, Jeneci fez uma bela parceria com a cantora e compositora Tulipa Ruiz, com uma série de shows pelo Brasil, encabeçados pela canção Dia a Dia Lado a Lado, assinada pelos dois artistas e também por Gustavo Ruiz.
Veja também:
Já em 2019, lançou o disco Guaia, em que conta a história da sua vida por meio de um resgate de suas raízes, trazendo uma mistura de elementos líricos e estéticos, como o baião, o frevo, cantos indígenas e os beats mais modernos.
Em 2020, Jeneci relançou o seu primeiro e inesquecível disco, Feito Pra Acabar, incluindo nele três faixas inéditas e uma versão em italiano do hit Felicidade, sendo indicado mais uma vez ao Grammy Latino, desta vez na categoria de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa.
Seu lançamento mais recente é o álbum Caravana Sairé, de 2023.

Mussum – 07 de abril
Antônio Carlos Bernardes Gomes, o eterno Mussum, é mais um dos aniversariantes da semana!
Ele nasceu no Morro da Cachoeirinha, no Lins de Vasconcelos, zona norte do Rio de Janeiro, em 7 de abril de 1941. Se não tivesse nos deixado precocemente – aos 53 anos, em 1994 – o artista estaria completando 83 anos esta semana.
Humorista, ator, músico e compositor, Mussum consagrou-se em diferentes áreas do entretenimento, iniciando a carreira na música como integrante do famoso grupo Os Originais do Samba.
No início da década de 1960, até então conhecido como Carlinhos, abandonou a posição de cabo da Força Aérea Brasileira para ir viver da música, sua grande paixão, fundando o grupo musical Os Originais do Samba, onde destacou-se como percussionista e tocador de reco-reco, ganhando os apelidos de Carlinhos da Mangueira e Carlinhos do Reco-Reco, e tornando-se conhecido mundialmente.
Mussum integrou o grupo por 14 anos e – com os Originais – gravou 13 álbuns e lançou vários sucessos, como: Falador Passa Mal (composição de Jorge Ben Jor); Tragédia no Fundo do Mar (O Assassinato do Camarão) (composta por Zezé e Ibrain); Do Lado Direito da Rua Direita (Luís Carlos e Chiquinho); A Dona do Primeiro Andar (Luis Carlos e Lucar); e Aniversário do Tarzan (Bonsucesso, J. Carioca, Murilo Penha e “Bidi”).
A formação original da banda contava com, além de Mussum no reco-reco e na voz, Bide (cuíca e voz), Chiquinho (ganzá e voz), Lelei (tamborim e voz), Rubão (surdo e voz), Bigode (pandeiro e voz) e Branca de Neve (violão e voz).
O carisma e bom humor de Mussum logo o levaram para a televisão: em 1965, ele fez uma participação no programa humorístico Bairro Feliz, exibido pela TV Globo, atuando ao lado do comediante Grande Otelo.
Foi nos bastidores deste programa que Otelo deu ao então Carlinhos o apelido de Mussum, uma referência ao peixe homônimo, de coloração preta e origem sul-americana.
O sucesso de Mussum no humorístico foi tanto que Chico Anysio o convidou para ser um dos alunos da Escolinha em seu programa Chico Anysio Show, exibido pela TV Tupi.
Depois disso, por meio do amigo Jair Rodrigues, Mussum foi apresentado a Dedé Santana, que na época formava a dupla cômica Didi e Dedé, ao lado de Renato Aragão. Dedé convidou Mussum para se juntar a eles, atuando nos humorísticos Os Insociáveis e A Praça da Alegria, ambos exibidos pela TV Record.
Em 1975, Mussum voltou para a Tupi ao lado de Renato, Dedé e Mauro Gonçalves (o Zacarias), dando início ao programa humorístico Os Trapalhões, que se tornou um dos maiores sucessos da emissora, batendo a audiência do Fantástico.
O sucesso do programa levou Os Trapalhões para a TV Globo, em 1977. No programa, Mussum popularizou o seu modo particular de falar, acrescentando as terminações “is” ou “évis”.
Junto com Grande Otelo, Mussum destacou-se como um dos únicos comediantes negros da televisão brasileira na década de 1980.
Mesmo já tendo deixado Os Originais do Samba nessa época, Mussum nunca se afastou da indústria musical. Em 1978, lançou seu primeiro disco solo intitulado Água Benta. Em 1980 e 1983 lançou dois LPs, ambos intitulados Mussum. Em 1987 lançou mais um LP intitulado Mussum.
Mussum também era integrante da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, onde costumava desfilar todos anos, tendo sido também diretor da ala das baianas.
Ao lado de Almir Guineto, introduziu no país o chamado banjo brasileiro, que viria a se popularizar anos depois, nos pagodes da década de 1990.
Mussum também foi um dos primeiros músicos a utilizar reco-reco de metal, que até então era um instrumento feito com bambu; por ter formação como mecânico, Mussum teria criado um reco-reco com peças de carro e chapas de metal.
Mesmo após sua morte em 1994, decorrente de complicações ocorridas após um transplante de coração, a imagem de Mussum permanece viva ao longo das gerações. Em 2023, sua vida virou filme – Mussum, o Filmis – interpretado por Aílton Graça, Yuri Marçal e Thawan Lucas.
Viva os aniversariantes musicais desta semana especial!


