Heródoto Barbeiro: “Venci. Quebrei o banco, mas…”

Heródoto Barbeiro
16:26 15.06.2026
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Heródoto Barbeiro

Jornalista, escritor e radialista
Jornalismo

Heródoto Barbeiro: “Venci. Quebrei o banco, mas…”

Não importa a origem, o chefe do Poder Executivo põe em prática o que acha necessário para consolidar o seu poder político

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- 15.06.2026 - 16:26
Heródoto Barbeiro: “Venci. Quebrei o banco, mas…”
Foto: Divulgação.

O que importa quebrar o banco se consegue eleger o sucessor? Afinal, o banco estatal está à disposição do governo para gastar com projetos demagógicos e populistas em ano eleitoral.

Alguém já disse que os fins justificam os meios, afirmação atribuída ao italiano Niccolò Machiavelli, mas o verdadeiro autor é o também italiano Ovídio, aquele do Império Romano.

Não importa a origem, o chefe do Poder Executivo põe em prática o que acha necessário para consolidar o seu poder político. A maioria dos eleitores não entende como se pode desviar um volume tão grande de dinheiro sem nenhum controle dos órgãos de fiscalização financeira. A propaganda estatal vende para a população que tudo vai bem e que os gastos são para melhorar a vida de todos, especialmente dos mais pobres.

O relacionamento do governante com os jornalistas se apoia na canção de Jefferson e Mazurega: Entre Beijos e Abraços. As entrevistas com os jornalistas nem sempre acabam com almoços ou jantares no palácio.

Os mais críticos são ameaçados pelos companheiros do partido, que os acusam de estar a serviço da meia dúzia de famílias que monopolizam os grandes conglomerados de comunicação. O Banco Central se inspira na estátua que está em frente ao Supremo Tribunal Federal, usa uma venda que o impede de intervir e decretar o fechamento do banco.

Algo impossível em um país onde o presidente do Banco Central e toda a diretoria são nomeados pelos chefes do Executivo. Exemplo mais marcante ocorre no programa Roda Vida, da tevê Cultura, em uma rodada de entrevistas com candidatos à presidência da República.

Veja também:

O banco é o maior banco estadual e o terceiro maior banco comercial do Brasil. Seu prédio é icônico, localizado no centro velho de São Paulo, ao lado do Banco do Brasil. O prédio do Banespa lembra – tem gente que diz que ser plágio – o United States Building. É um dos cartões postais do paulistano. Entre os 3 milhões de correntistas, apenas 61 têm dívidas

impagáveis. Os tais papéis podres. Entre muitos beneficiados estão Gurgel Motores, Cooperativa de Cotia, Vasp e Mendes Júnior. Finalmente, o Banco Central acorda e faz uma investigação no uso do Banespa pelos governadores Orestes Quércia e seu filhote político Luiz Antonio Fleury. Políticos, campanhas eleitorais, filhotismo, paternalismo e outros “ismos” quebraram o banco.

O rombo é absorvido pelo governo federal que recebe o pagamento em suaves prestações mensais. Corrijo, quem banca é o pagador de impostos. Poucos, muito poucos, percebem que o fisiologismo e a política de eleger o sucessor a qualquer preço é bancada pelo seu bolso.

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Heródoto Barbeiro

Prof. Heródoto Barbeiro âncora do JornalNovaBrasil, colunista do R7, apresentou o Roda Viva na TV Cultura, Jornal da CBN e Podcast NEH. Tem livros nas áreas de Jornalismo, História. Midia Training e Budismo. Grande prêmio Ayrton Senna, Líbero Badaró, Unesco, APCA, Comunique-se. Mestre em História pela USP e inscrito na OAB.  Canal no Youtube Por Dentro da Máquina, www.herodoto.com.br

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