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Remissão é cura? O que significa esse estágio no tratamento do câncer
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Remissão é cura? O que significa esse estágio no tratamento do câncer
Ausência de sinais da doença representa um avanço significativo, mas exige atenção contínua para garantir controle e qualidade de vida
Ao ouvir que o câncer entrou em remissão, muitos pacientes acreditam estar curados. A notícia é, de fato, motivo de esperança — mas é importante entender que remissão e cura não são sinônimos. Como explica o oncologista Fernando Maluf, head nacional da Brazil Health, a remissão indica a ausência ou diminuição significativa dos sinais da doença, mas ainda exige acompanhamento rigoroso.
Entenda os tipos de remissão
A remissão pode ser classificada como parcial ou completa. No primeiro caso, o tumor diminui consideravelmente, mas ainda é detectável. No segundo, não há mais sinais visíveis da doença em exames clínicos, de imagem ou laboratoriais. “A remissão completa é um passo enorme, mas não significa que o câncer foi definitivamente eliminado”, explica Maluf. O tumor pode retornar meses ou até anos depois.
Por isso, a medicina considera que a cura só pode ser declarada após um longo período de remissão completa, sem qualquer sinal de retorno da doença. Esse tempo varia conforme o tipo de câncer e depende de fatores como estágio da doença, genética do tumor, resposta ao tratamento e condições de saúde do paciente.
Acompanhamento contínuo é essencial
Após alcançar a remissão, os cuidados médicos não diminuem — eles mudam de foco. A vigilância passa a ser a prioridade. “Mesmo sem sintomas, o paciente precisa manter o acompanhamento regular para identificar qualquer sinal precoce de recidiva”, destaca o oncologista. Isso inclui consultas, exames de imagem, testes laboratoriais e atenção ao bem-estar físico e emocional.
A adoção de hábitos saudáveis também ganha papel central. Alimentação equilibrada, prática de exercícios, controle do estresse e apoio psicológico contribuem para manter o corpo forte e a mente preparada para lidar com os desafios dessa nova fase.
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Biópsia líquida: o futuro da vigilância
Uma das inovações mais promissoras na oncologia é a biópsia líquida — exame que detecta fragmentos de DNA tumoral circulando no sangue. Ainda em fase de implementação, a técnica permitirá identificar precocemente o reaparecimento da doença, mesmo antes de sintomas ou alterações em exames tradicionais. “A biópsia líquida representa uma revolução na forma como acompanhamos pacientes em remissão”, afirma Maluf.
A remissão é, sim, uma conquista significativa. Representa um marco de superação, ciência e esperança. Mas, como reforça o oncologista, a jornada continua: “Estar em remissão é viver com atenção e cuidado. Com os avanços da medicina e o engajamento do paciente, aumentamos cada vez mais as chances de transformar remissão em cura real e duradoura.”
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