O coração sob a lente nuclear: como exames nucleares salvam vidas

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14:00 25.09.2025
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O coração sob a lente nuclear: como exames nucleares salvam vidas

Cintilografia miocárdica identifica isquemia antes do infarto e orienta tratamento em pacientes com risco cardiovascular elevado

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- 25.09.2025 - 14:00
O coração sob a lente nuclear: como exames nucleares salvam vidas
Foto: Divulgação.

As doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no Brasil — e o infarto é o evento mais temido. Quando não fatal, pode levar à dilatação do coração e queda da função cardíaca. A boa notícia é que muitos desses casos podem ser prevenidos com exames diagnósticos precisos, como a Cintilografia de Perfusão Miocárdica.

Quem deve fazer o exame?

A indicação é especialmente importante para pessoas com fatores de risco, como hipertensão, diabetes, obesidade ou tabagismo, que apresentem dor no peito ou falta de ar. “Identificar precocemente uma isquemia cardíaca pode evitar que o paciente sofra um infarto ou evolua para insuficiência cardíaca”, explicam os médicos da Clínica Villela Pedras, especializada em Medicina Nuclear.

Como funciona a cintilografia miocárdica

O exame avalia o fluxo sanguíneo nas artérias coronárias, responsáveis por irrigar o coração. Ele é realizado com a injeção de um material radioativo que percorre os vasos até o músculo cardíaco. Por meio de imagens obtidas por uma gama-câmara, é possível verificar se o sangue está chegando de forma adequada a todas as regiões do coração — e identificar áreas com baixa perfusão.

“Realizamos o procedimento em duas etapas: uma com o paciente em repouso e outra durante estresse, seja com exercício físico ou com medicação que simula o esforço. A comparação entre as imagens permite identificar obstruções nas artérias e a gravidade da isquemia”, explica o médico nuclear Dr. Marcos Villela Pedras.

Segurança e eficácia reconhecidas

A cintilografia miocárdica é considerada um exame seguro, com baixíssimo risco de complicações. A quantidade de radiação utilizada é pequena, e o exame é validado por décadas de uso clínico e milhares de estudos científicos. “É uma ferramenta essencial na avaliação de risco cardiovascular e na definição da melhor conduta para cada paciente”, afirma a cardiologista Dra. Renata Felix.

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Quando indicada, a cintilografia pode ser decisiva na escolha entre tratamento clínico ou intervenção, como cateterismo ou cirurgia. Mais do que diagnosticar, é uma ferramenta que salva vidas ao antecipar problemas que ainda não deram sinais visíveis.

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