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#4 ForasDeSérie | TIM MAIA: Documentário Vale tudo com Tim Maia
#4 ForasDeSérie | TIM MAIA: Documentário Vale tudo com Tim Maia
Um dos maiores artistas que o Brasil já teve em todos os tempos, Tim Maia, estaria completando 80 anos de vida no dia 28 de setembro, com isso, para homenageá-lo o Globoplay lançou o documentário Vale Tudo com Tim Maia, para todos aqueles que são eternos fãs desse grande cantor e compositor. O documentário sobre … Continued
Um dos maiores artistas que o Brasil já teve em todos os tempos, Tim Maia, estaria completando 80 anos de vida no dia 28 de setembro, com isso, para homenageá-lo o Globoplay lançou o documentário Vale Tudo com Tim Maia, para todos aqueles que são eternos fãs desse grande cantor e compositor.
O documentário sobre Tim Maia mostrou fatos de sua vida pessoal e profissional, que as pessoas jamais conheciam, polêmicas e extravagâncias que até hoje são lembradas por todos que apreciavam suas músicas.
São três episódios com imagens nunca vistas do artista em suas entrevistas, shows, imagens particulares que sua família disponibilizou do acervo pessoal.

Documentário narrado pelo artista
Mesmo depois de seu falecimento, seu trabalho continua fazendo bastante sucesso na vida de milhares de pessoas afora, e para comemorar a data de seu aniversário o documentário exclusivo Vale Tudo com Tim Maia chegou para aqueles que já apreciam o artista e para as pessoas que não tiveram o privilégio de conhecê-lo.
O documentário tem direção de Nelson Motta, autor do livro Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia, e do documentarista Renato Terra. Por meio de depoimentos de artistas e entrevistas, o diferencial desse documentário é que foi pensando onde o narrador seria o próprio Tim Maia.
O documentário de quase 30 minutos com cenas exclusivas mostra ao público uma versão de Tim que o grande público ainda não viu, graças à ajuda de seu filho Carmelo Maia. As pessoas passarão a conhecer essa versão de Sebastião.
“Ninguém é melhor em contar sua história com sua linguagem, comédia e selvageria. Tim é um comediante nato, e reforçamos isso em seu tempo como narrador”. Disse Nelson Motta.
“A série é um olhar profundo sobre a engenhosidade e genialidade musical de Tim. Não há críticas ou especialistas. Sua maneira de contar sua história é rindo e chorando. A série é uma dança stand-up. Esteja preparado para rir, se emocionar e dança”, define Renato Terra.
Onde vai passar?
Os três episódios estão disponíveis na plataforma do Globoplay. O material utilizado foi recuperado do projeto, com arquivos exclusivos da Universal Television, de outras emissoras que Tim frequentou e de algumas rádios na época.
A coleção guardada pelo filho de Tim Maia, Carmelo Maia, também estava disponível para produção, o que gerou quase 30 minutos de cenas exclusivas, totalizando 51 VHS, 8 rolos super, onde estavam armazenados desde seu falecimento, no ano de 1998.
Para quem viveu seus dias de glória, essa personalidade engraçada e imprevisível ficará eternamente na memória de todos que de alguma forma apreciavam suas músicas e seu estilo de ser, afinal a vida de Tim Maia era desse jeito.
A trajetória de Tim Maia tem sido contada por diversas pessoas desde sua morte prematura. O próprio diretor Nelson Motta é testemunha da história no livro Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia (Editora Objetiva). Essa biografia inspirou o musical e filme Tim Maia (2014) dirigido por Mauro Lima, em que os músicos são interpretados por Babu Santana e Robson Nunes.
A diferença entre Vale Tudo e Tim Maia do Globoplay é exatamente essa: a série é narrada por Tim Maia.
O primeiro episódio até começou com uma piada. “Ministério da Saúde adverte: esta série contém apenas a versão de Tim Maia dos eventos da vida de Tim Maia. Em caso de dúvida, pergunte ao administrador. Ou o livro de Nelson Motta”, disse uma equipe da emissora.
3 episódios
“Meu nome é Sebastião, sou carioca, fui batizado na igreja de São Sebastião no Rio de Janeiro… não há mais carioca do que eu”, garantiu o cantor no início da série.
No início da narrativa, Tim Maia lembra que, na adolescência, entregava marmitas da pensão do pai. Entre essas residências está a de seu amigo Erasmo Carlos.
Começou a cantar “aos oito ou nove anos de idade”, comprou um violão aos 12, foi para a escola de música e até ensinou Erasmo a tocar o instrumento. Ele formou um grupo com Erasmo e Roberto Carlos, e o grupo de amigos da Tijuca ainda tem Jorge Ben Jor.
“Foi o início do rock brasileiro, e nós o apresentamos lá. Roberto Carlos era o Elvis do Brasil, e eu era o Little Richard do Brasil”, disse ele sobre 1957, quando estava com o rei no Brasil. show em Los Empire.
Em entrevista, Jô Soares perguntou se a passagem de Tim Maia nos Estados Unidos entre 1959 e 1963 foi determinante para seu desenvolvimento como compositor e cantor.
“Por tudo”, respondeu ele. “Até hoje eu sonho com a América. Eu roubei muito lá também. Aprendi a roubar. Ele roubava tudo na frente dele que podia pagar o rango. Relógios, comida de supermercado, frango, fast food… no frio você pode colocar até três galinhas em um roupão de banho no clima.”
Em outra reflexão sobre o período, Tim Maja disse: “Saí do Brasil no meu pior e voltei pior ainda”.
Entre 1974 e 1975, Tim Maia aderiu à doutrina filosófico-religiosa conhecida como Cultura Racional. O período que produziu o legendário registro de sua obra é rapidamente citado. Falando de fé em uma entrevista, ele ficou pensativo:
“Eu acredito que há algo lá fora, porque o universo é grande. Só um lunático não acreditaria que não há mais nada. Mas, por exemplo, eu acredito em pessoas que têm rosquinhas. Esse é o tipo de Rosquinha [voando] (Gesto de rosquinha), os outros são apenas quadrados. Eu posso ter uma civilização sob meus pés, e eu vou pisar no chão e destruir uma civilização. Você pode imaginar um peido que mataria uma pequena civilização?”
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Depois que ele deixou a filosofia/culto, Tim Maia ficou cético. “Esse negócio de Ovnis, essas religiões, essas seitas, é tudo dinheiro, negócios. Quando o dinheiro acabar, quando o sistema de trocas for restaurado, tudo ficará bem, voltará ao normal, todos os seres se respeitarão, tudo, você tem voz, com amor, longevidade, música e muita atividade física moderada”, comentou, em 1975.
Um dos maiores músicos do Brasil na época, Tim Maia inovou ao montar sua própria gravadora, a Seroma, porque estava decepcionado com os pagamentos das grandes gravadoras. “Só queria ver se meu disco teria sido tocado nas emissoras do país sem o jabaculê”, disse ele em entrevista à Globo.
Episódio 1: Foi Lá Que a Confusão Começou
O primeiro episódio, tem o nome de Onde Começa o Caos, dando jus ao nome, começa no reduto: o bairro da Tijuca, Zona Norte do estado do Rio de Janeiro. Tim Maia viveu os seus primeiros anos de vida como Sebastião.
“Meu nome é Sebastião, sou do Rio de Janeiro e fui batizado na Igreja de São Sebastião do Rio de Janeiro. Mais carioca que eu, não tem”, conta o artista em trecho da minissérie documental.
Apelidado de Tião Marmiteiro, na época que entregava marmitas quando seu pai tinha uma pensão: “Não é que eu não goste de dar marmitas. Detesto”.
Graças as entregas de marmitas que fazia, mesmo com contragosto, ele pode ter a oportunidade de conhecer Erasmo Carlos, onde aprendera a tocar violão, mesmo sem gostar dessa parte de entregas, foi através dela que ele passa a ser acompanhado na carreira artística.
Logo após, passou a conhecer Roberto Carlos, onde formaram um grupo chamado: Os Sputniks com Arlênio Lívio, Edson Trindade e Wellington Oliveira. Porém, o grupo não ficou por muito tempo, pois logo após, Roberto Carlos decidiu sair do grupo.
Podemos relembrar a época em que Tim Maia decidiu ir para os Estados Unidos, onde por seu histórico no país acabou sendo deportado de volta para o Brasil, também podemos ver o início de sua carreira no país, algumas músicas onde suas inspirações eram feitas nos bares da cidade.
“Meu pai acabou de morrer e consegui que minha mãe assinasse um visto. Menti, menti muito. Menti para todo mundo. Menti tanto que acreditei no que disse.”
Deportado dos Estados Unidos por sua ficha de roubo e porte de drogas, voltou ao Brasil: “Foi pior quando saí e piorou quando voltei”.
O documentário apresenta a realidade de como foi sua infância no bairro da Tijuca, sua ida aos Estados Unidos e o primeiro álbum de sua carreira.
Episódio 2: “Quem não dança e segura crianças”
No segundo episódio de seu documentário, mostra Tim no auge de sua carreira, participações em alguns programas, como: Fantástico, Os Trapalhões e Globo de Ouro.
Sua amizade com Robertos Carlos que tinha ficado abalada, fez com que ele tentasse retornar a essa parceria, assim buscando conquistar um espaço no grupo da Jovem Guarda.
Logo depois, Elis Regina apareceu no local. Com a sua carreira alavancando e ficando cada vez mais consolidada, a artista passou a interpretar as músicas de Tim Maia e assim divulgando seus sucessos.
Episódio 3: “Tudo é tudo, tudo é nada”
Esse episódio final, mostra os momentos exclusivos que muitas pessoas nunca viram, em que Tim Maia teve com sua família, o momento que ele era apenas Sebastião.
Veja o trailer:
Gal Costa
Assim, encerramos o FORAS DE SÉRIE especial Tim Maia. Se você ainda não viu as matérias anteriores, aproveite para maratonar. A próxima personagem? Não podia ser outra. Tim Maia fez poucos duetos na carreira, mas, com certeza, um dos mais emblemáticos da MPB foi quando dividiu os vocais com a musa Gal Costa em Um dia de Domingo.
Com essa conexão, temos nossa próxima personagem definida. Uma forma de homenagem à vida e carreira da Musa da Tropicália, a Gracinha, Gal Fatal. Até a próxima!