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Há três anos, perdíamos Miucha
Há três anos, perdíamos Miucha
Há exatos três anos, em 27 de dezembro de 2018, o Brasil perdia – aos 81 anos, vítima de uma parada respiratória decorrente de um câncer no pulmão – uma de suas maiores cantoras: Miúcha. Nascida Heloísa Maria Buarque de Hollanda, no Rio de Janeiro, no ano de 1937, Miúcha vem de uma família profundamente … Continued
Há exatos três anos, em 27 de dezembro de 2018, o Brasil perdia – aos 81 anos, vítima de uma parada respiratória decorrente de um câncer no pulmão – uma de suas maiores cantoras: Miúcha.
Nascida Heloísa Maria Buarque de Hollanda, no Rio de Janeiro, no ano de 1937, Miúcha vem de uma família profundamente ligada às artes e à cultura, sendo natural tornar-se uma grande cantora e compositora. É filha do sociólogo, escritor, historiador e crítico literário Sérgio Buarque de Holanda e da intelectual Maria Amélia Cesário Alvim, irmã do cantor e compositor Chico Buarque e das também cantoras Ana de Hollanda e Cristina Buarque, além de ser mãe da cantora Bebel Gilberto, fruto de seu casamento com o cantor e compositor João Gilberto.
Miúcha foi criada em São Paulo, em um ambiente muito musical, e – ainda menina – formou um conjunto vocal com os seis irmãos. Nos anos 1960, ganhou do governo francês uma bolsa de estudo em História da Arte na Sorbonne e na École du Louvre. Nessa época, viajou pela Itália e Grécia com dois amigos, tocando e cantando bossa nova pelas cidades por onde passava.
Conheceu João Gilberto quando se apresentava cantando em um bar em Saint Germain, na França, e ele estava na plateia. Mudaram-se para Nova York, casaram-se e tiveram Bebel. Ficaram juntos por pouco mais de cinco anos, mas a amizade e a parceria musical permaneceram.
A cantora iniciou oficialmente a sua carreira artística em 1975, participando do disco The Best of Two Worlds, de João Gilberto e Stan Getz, lançado em Nova York. No mesmo ano, gravou um compacto duplo, que trazia composições de Tom Jobim e Luiz Bonfá (Correnteza), de João Donato com Gilberto Gil (Lugar Comum) e também com Caetano Veloso (Naturalmente) e de Péricles Cavalcanti (O Que Quer Dizer).
Depois, gravou dois discos antológicos com Tom Jobim e outro com Tom e Vinicius de Moraes (depois de uma turnê nacional e internacional juntos).
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Seu primeiro disco solo veio em 1980 e – a partir daí – não parou mais. Foram mais de 40 anos de carreira, nos abrilhantando com sua voz e alegria radiante, sempre muito comprometida com a música popular brasileira e suas raízes.
Entre as principais músicas na sua voz, estão os clássicos: Pela Luz dos Olhos Teus, Você Vai Ver, Maninha, Samba do Avião, Vai Levando, Triste Alegria, Falando de amor, Sei Lá “A Vida Tem Sempre Razão”…, Dinheiro em Penca, Todo Amor e Segura a Coisa.
Viva a eterna Miúcha!


