Encontros Históricos na Sala SP terá tributo à Gal Costa

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09:30 10.12.2022
Jornalismo

Encontros Históricos na Sala SP terá tributo à Gal Costa

Em 2022, a Sala São Paulo apresentou em seu palco mais uma temporada dos Encontros Históricos. Depois de receber grandes nomes da MPB acompanhados da Brasil Jazz Sinfônica, entre 2020 e 2021, a edição finaliza com Encontros Históricos na Sala São Paulo, um tributo à Gal Costa, no dia 17/12 (sábado), às 22h. Juntamente com a Brasil … Continued

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- 10.12.2022 - 09:30
Encontros Históricos na Sala SP terá tributo à Gal Costa
Gal Costa, uma das maiores vozes da música brasileira, nos deixou aos 77 anos | Foto: Marcos Hermes/Editado.

Em 2022, a Sala São Paulo apresentou em seu palco mais uma temporada dos Encontros Históricos. Depois de receber grandes nomes da MPB acompanhados da Brasil Jazz Sinfônica, entre 2020 e 2021, a edição finaliza com Encontros Históricos na Sala São Paulo, um tributo à Gal Costa, no dia 17/12 (sábado), às 22h.

Juntamente com a Brasil Jazz Sinfônica, estarão nomes da nova MPB para prestar essa homenagem. Rubel, Tim Bernardes (dois parceiros recentes de Gal na música), Dora Morelenbaum e Lívia Nestrovski darão voz a músicas que ficaram eternizadas na voz da Musa do Tropicalismo. A performance também será transmitida no Youtube da Sala São Paulo.

“Os Encontros Históricos, que agora chegam à terceira temporada, vão além de um encontro entre dois artistas. Eles são também o encontro de dois artistas com a orquestra, e extraem da Brasil Jazz Sinfônica o que ela tem de melhor para oferecer, que é a excelência na produção de música popular orquestral. A constância com que presenciamos encontros inusitados ou improváveis neste projeto torna tudo ainda mais instigante, e isso nos dá a chance de mostrar a veia criativa da orquestra”, diz Ruriá Duprat, Diretor Musical da Brasil Jazz Sinfônica.

Foto: Divulgação.

Gal Costa

Gal Costa partiu deste plano em 9 de novembro de 2022, aos 77 anos, deixando o Brasil inteiro perplexo e inconformado. Gal deixou um legado que perdurará por muitas e muitas gerações, com tudo o que conquistou para as mulheres na música, com sua voz inconfundível e uma gama de canções de compositores diversos, que se tornaram antológicas na sua voz.

Baiana de Salvador, Gal Costa aprendeu a tocar violão ainda criança e, em 1959, quando ouviu pela primeira vez o cantor João Gilberto cantando Chega de Saudade no rádio, teve ainda mais certeza do que queria fazer da vida: cantar. João foi uma das maiores influências de Gal, que depois conheceu e se aproximou do ídolo, que a chamou de “a maior cantora do Brasil” na primeira vez que a ouvir cantar.

Gal Costa, uma das maiores vozes da música brasileira, nos deixou aos 77 anos | Foto: Marcos Hermes/Editado.

Em 1969, Gal Costa lançou seu primeiro álbum solo

Em 1969, a cantora lançou seu primeiro álbum solo, e – a partir daí – passou a lançar – um em seguida do outro – álbuns inesquecíveis, transgressores e revolucionários, como o antológico LP duplo Fa-tal: Gal a todo o Vapor; o disco Índia; o encontro inesquecível com os Doces Bárbaros (em parceria com os amigos Gil, Caetano e Bethânia, em 76); Gal Tropical; Estratosférica, e tantos outros…

Gal Costa gravou a maioria dos grandes compositores da nossa música como Caetano, Gil, Jorge Ben Jor, Erasmo e Roberto, Jards Macalé, Waly Salomão, Luiz Melodia (que era um de seus compositores favoritos e a quem Gal ajudou a lançar), Chico Buarque, Dorival Caymmi, Milton Nascimento, Moraes Moreira Djavan.

Muito atenta às novidades e inovações, Gal gravou também diversos compositores da nova geração da nossa música, como Mallu Magalhães, Céu, Marcelo Camelo, Silva e Tim Bernardes…. sempre se reinventando e conversando diretamente com seu público, com seus quase 60 anos de uma brilhante carreira.

Veja também:

Sobre a Sala São Paulo

O imponente edifício da Estrada de Ferro Sorocabana abriga hoje a Sala São Paulo, sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e uma das mais importantes casas de concertos e eventos do País.

Projetado por Christiano Stockler das Neves em 1925 ―período em que a cidade, estimulada pelo café e pela ferrovia, crescia em ritmo acelerado― o prédio, marcado pela sobriedade dos ornamentos e detalhes do estilo Luís XVI, seria concluído somente em 1938, quando a urbanização de São Paulo já se caracterizava pela presença de automóveis, minimizando a utilização de bondes e trens.

Tombada como patrimônio histórico pelo Condephaat, a Sala São Paulo foi inaugurada em 9 de julho 1999 com a apresentação da sinfonia A Ressurreição, de Gustav Mahler, pela Osesp, para ser mantida como importante marco de nossa cidade.

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