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13 curiosidades sobre a vida e carreira de Alceu Valença
13 curiosidades sobre a vida e carreira de Alceu Valença
O cantor, compositor, instrumentista, grande e irreverente poeta – e agora cineasta – Alceu Valença, é um dos principais artistas da MPB. Com quase 50 anos de carreira e mais de 5 milhões de discos vendidos, Alceu representa o nordeste brasileiro como poucos. Quer saber mais sobre sua trajetória? Confira nesta matéria, 13 curiosidades sobre a … Continued

O cantor, compositor, instrumentista, grande e irreverente poeta – e agora cineasta – Alceu Valença, é um dos principais artistas da MPB. Com quase 50 anos de carreira e mais de 5 milhões de discos vendidos, Alceu representa o nordeste brasileiro como poucos. Quer saber mais sobre sua trajetória? Confira nesta matéria, 13 curiosidades sobre a vida e carreira de Alceu Valença.

13 curiosidades sobre a vida e carreira de Alceu Valença
1- Alceu Valença nasceu em São Bento do Una, em Pernambuco, mas se mudou para Recife ainda criança
Nascido em São Bento do Una, em Pernambuco, cresceu em convívio direto com os elementos vivos que ajudaram a consolidar a cultura do Nordeste, assimilando a cultura e a música do agreste e do sertão a partir das raízes que a constituíram.
Ainda criança, mudou-se para Recife, onde conheceu a cultura da zona da mata, dos canaviais e do litoral. Conheceu os blocos de frevo, os grupos de maracatu e a ciranda.
2- O pai de Alceu não aceitava muito bem que o filho fosse cantor
Mais uma das curiosidades sobre Alceu Valença. Na adolescência, Alceu assimilou a poesia urbana e contemporânea, o cinema – com filmes da Nouvelle Vague francesa e do Neo Realismo italiano – e adquiriu o gosto pela política e as questões sociais, sempre tão presentes em sua música.
Quando adquiriu – aliás – o gosto pela música, ganhou um violão de presente de sua mãe, escondido do pai, que não aceitava muito bem que o filho fosse cantor.
3- Alceu Valença é formado em Direito
Em 1965, Alceu entrou na Faculdade de Direito do Recife. Sem grandes pretensões, inscreveu-se em um concurso promovido por uma associação americana que oferecia um curso de três meses na Universidade de Harvard.
4- Fez um curso de 3 meses em Havard
Mesmo sem saber uma palavra em inglês, fez uma redação em que mesclava versos poéticos e comparava o marxismo com a igreja católica, e foi aprovado em Fall River, Massachusetts.
Na universidade, teve aulas com grandes figuras conservadoras americanas, mas sempre demonstrou seu lado social, chegando até a participar de uma das reuniões dos Panteras Negras, em Boston.

5- Alceu foi chamado por um jornal local norte-americano de “Bob Dylan brasileiro”
Ainda como estudante nos Estados Unidos, Alceu ia para as praças cantar seu repertório de xotes, emboladas e baiões, chamando a atenção da comunidade hippie local.
O músico começou a fazer tanto sucesso durante as apresentações nas praças, que um jornal local o entrevistou e chamou-o de “Bob Dylan brasileiro”, no título da matéria, comparando seu repertório regional brasileiro com uma derivação folk das músicas de protesto americanas.
6- Em 1972, apresentou-se ao lado de Jackson do Pandeiro e Geraldo Azevedo no VII Festival Internacional da Canção
De volta ao Recife, Alceu forma-se em Direito e começa a inscrever suas primeiras músicas nos Festivais da Canção. Em 1970, muda-se para o Rio – incentivado por seu amigo Geraldo Azevedo – em busca de um lugar ao sol na cena musical brasileira.
Dois anos depois, apresenta-se ao lado de Jackson do Pandeiro e Geraldo Azevedo no VII Festival Internacional da Canção, com a embolada Papagaio do Futuro, que não chegou a se classificar, mas despertou a curiosidade do público.

7- A canção Talismã quase foi censurada
Em 1972, gravou seu disco de estreia – Quadrafônico – em parceria com Geraldo Azevedo – e com composições dos dois artistas e arranjos e regência de Rogério Duprat.
Neste primeiro álbum, Alceu já teve os seus primeiros problemas com a censura. Uma das canções da dupla dizia:
Veja também:
“Joana, me dê um talismã / Você já pensou em mais eu viajar?”
O censor achou que os versos eram uma apologia à maconha (marijuana). Alceu contestou o censor – até porque não era nem adepto ao uso da erva – e apresentou uma alternativa: trocou Joana por Diana. Conseguiu a autorização, que nos permitiu conhecer a clássica canção Talismã.
8- Alceu foi protagonista de um filme que concorreu ao Oscar
O disco de estreia chamou a atenção do compositor Sérgio Ricardo, que convidou Alceu para ser o protagonista do filme da contracultura A Noite do Espantalho. O filme foi escolhido como representante brasileiro no Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, em 1975, mas acabou não sendo indicado.
9- Ficou conhecido pelo grande público ao apresentar a canção Vou Danado Pra Catende
Foi Festival Abertura, da TV Globo, em 1975, que Alceu ficou conhecido do grande público, quando apresentou a canção Vou Danado Pra Catende, que unia os ritmos do sertão brasileiro ao peso das guitarras do rock, com alguns versos do poeta pernambucano Ascenso Ferreira.
10- Alceu fez história ao misturar o psicodélico ao nordestino em suas canções
No icônico álbum Vivo!, de 1976, gravado ao vivo em um show no Teatro Teresa Raquel, no Rio de Janeiro (e com a participação de Zé Ramalho), Alceu inova e faz história ao apresentar experimentos que uniam o psicodélico ao nordestino, em canções como: Descida da Ladeira, Pontos Cardeais e O Casamento da Raposa com o Rouxinol.
11- Alceu participou da primeira edição do Rock in Rio
Em 1985, participa da primeira edição do Rock in Rio, com um show antológico em duas noites do festival.
12- La Belle de Jour foi escrita com inspiração na atriz Jacqueline Bisset
A história de La Belle de Jour é curiosa: depois de voltar de uma temporada em Paris, já consagrado no Brasil, Alceu entregou um poema em branco à atriz Jacqueline Bisset, num encontro ao acaso em um café.

Impressionado com a beleza da estrela, imaginou a musa na Praia de Boa Viagem, em Recife. Mas, na hora de escrever, confundiu as musas e batizou a canção com o título do filme estrelado por outra atriz: Catherine Deneuve.
13- Em 1996, Alceu Valença, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho gravam o álbum ao vivo O Grande Encontro
Em 1996, Alceu Valença junta-se aos colegas de geração Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho para a celebração do show (no Canecão) e álbum ao vivo O Grande Encontro, um dos principais discos e momentos da nossa música popular brasileira. O show impulsiona, amplia e rejuvenesce o público de Alceu.
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