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Acervo MPB: Caetano Veloso
Acervo MPB: Caetano Veloso
Este conteúdo faz parte do Acervo MPB, podcast com áudio-biografias de grandes nomes da nossa MPB, escute aqui: – Cateano Veloso é um dos maiores artistas da música popular brasileira, praticamente patrimônio cultural do país. – Com mais de 50 anos de carreira, é um dos artistas brasileiros mais influentes desde a década de 1960 … Continued
Este conteúdo faz parte do Acervo MPB, podcast com áudio-biografias de grandes nomes da nossa MPB, escute aqui:
– Cateano Veloso é um dos maiores artistas da música popular brasileira, praticamente patrimônio cultural do país.
– Com mais de 50 anos de carreira, é um dos artistas brasileiros mais influentes desde a década de 1960 e um dos mais respeitados e produtivos músicos do mundo, considerado internacionalmente um dos melhores compositores do século XX.
– Cantor, compositor, músico, escritor, produtor, cineasta, poeta e arranjador, sua obra é marcada pela renovação e por seu grande valor intelectual e poético.
– Caetano nasceu em Santo Amaro da Purificação, pequena cidade do Recôncavo Baiano, filho de Dona Canô e Seu Zezinho. É irmão de Maria Bethânia, uma das maiores cantoras e intérpretes do Brasil.
– Foi Caetano quem escolheu o nome da irmã, inspirado em uma música do compositor Capiba, que Nelson Gonçalves lançou no mesmo ano em que ela nasceu, 1946, chamada Maria Bethânia. Ele tinha apenas 4 anos e a música já tinha influência significativa em sua vida.
– Ainda criança, já se interessava por música, desenho e pintura. Escutava no rádio cantores como Luiz Gonzaga e, nas ruas da cidade, os sambas de roda e os pontos de candomblé.

– Quando escutou a bossa nova de João Gilberto no rádio pela primeira vez, com 16 anos, ficou maravilhado e João tornou-se seu maior mestre e ídolo. Era o disco Chega de Saudade, lançado naquele mesmo ano. Foi ali que Caetano decidiu definitivamente que queria fazer música. Mais tarde, veio a ficar amigo, dividir o palco, gravar e produzir discos do ídolo.
– Nesta mesma época, Caetano começa a se interessar por cinema, graças ao Cinema Novo de Glauber Rocha, e também por teatro. Ao longo da carreira, Caetano compôs e esteve na trilha de diversas peças teatrais e de filmes nacionais e internacionais como: Fale com Ela, de Pedro Almodóvar; Frida, de Julie Taymor; Viramundo, de Geraldo Sarno; Tieta do Agreste e Orfeu, de Cacá Diegues; Lisbela e o Prisioneiro, de Guel Arraes, São Bernardo, de Leon Hirszman e muitos outros. Caetano também esteve na trilha de infinitas novelas brasileiras.
– Antes de ganhar notoriedade na música, ele escreveu críticas de cinema engajadas e intelectualistas em um jornal de Salvador, o Diário de Notícias, cuja seção cultural era dirigida por Glauber Rocha.
– Em 1961, começa a carreira tocando violão e cantando com a irmã, Bethânia, pelos bares de Salvador. Nesta época, vira passa a admirar um cara que aparece de vez em quando tocando e cantando na TV: Gilberto Gil.
– Quando entra na faculdade de Filosofia, na Universidade Federal da Bahia, no ano seguinte, Caetano conhece Gil, que estava cursando Administração, e logo se tornam amigos e formam uma parceria artística que dura a vida toda. Neste mesmo período, conhece Gal Costa – ainda Gracinha ou Maria da Graça – e Tom Zé.
– O primeiro trabalho musical de Caetano foi uma trilha sonora para a peça Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues, da qual Bethânia participou, em 1963.
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– Juntos, Caetano, Gil, Bethânia, Gal e Tom Zé fizeram – em 1964 – o show Nós, Por exemplo, para inaugurar o Teatro Vila Velha, de Salvador; com um repertório de canções da bossa nova, de Dorival Caymmi e de cada um dos compositores do elenco. O espetáculo foi um marco e influenciou muito do que veio a ser produzido no eixo Rio-São Paulo em seguida.
– No mesmo ano, fizeram juntos mais um espetáculo: Nova Bossa Velha, Velha Bossa Nova, que tinha a intenção de inserir o grupo baiano em um plano histórico que passava pelo passado musical da MPB, depois por alguma renovação da bossa nova, chegando em algo que seria a sua continuação, representada por eles mesmos que – já como um prenúncio – consideravam-se descendentes do movimento liderado por Tom Jobim, João Gilberto e Vinícius de Morais mas – ao mesmo tempo – precursores de um novo movimento que viria inovar a música brasileira de uma forma jamais vista.
– Em 1965, Caetano resolve abandonar a faculdade, deixar Salvador e mudar-se para o Rio de Janeiro, para acompanhar Bethânia, que havia sido convidada para substituir Nara Leão no show Opinião.
– Neste mesmo ano, ele grava o seu primeiro compacto simples, com as canções de sua autoria Cavaleiro e Samba em Paz. Enquanto isso, Bethânia ganha projeção nacional com o show Opinião e a canção Carcará, de João do Vale e José Cândido, que interpreta no show.
– Nesta mesma época, Bethânia lança seu primeiro compacto, que contava com – além de Carcará – a canção De Manhã, de Caetano. Já conhecida nacionalmente, Bethânia lança em seguida seu primeiro disco, que conta com a canção Sol Negro, também de Caetano, que a irmã canta em dueto com Gal Costa. E assim, Caetano é também lançado no cenário nacional de forma a nunca mais sair de cena.

– Em 1965, esteve mais uma vez ao lado de Gil, Gal, Bethânia e Tom Zé (todos haviam se mudado para São Paulo) no espetáculo Arena canta Bahia, dirigido por Augusto Boal.
– Em 1966, a Revista Civilização publica um depoimento de Caetano, em que ele fala da necessidade da retomada da linha evolutiva da música popular brasileira a partir das lições mais fundamentais da bossa nova. É uma das primeiras manifestações teóricas do artista/crítico/pensador de arte que viria a ser um dos mais importantes da história da música popular brasileira.
– Neste mesmo ano, Caetano estreia na Era dos Festivais que sacudiram a MPB nos anos 60. Ele concorre no Festival Nacional da Música Popular, da TV Excelsior, com Boa Palavra, defendida pela cantora Maria Odette, que se classifica em quinto lugar.
– Já no 2º Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record, sua canção Um Dia recebe o prêmio de melhor letra.
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