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40 anos sem Clara Nunes: sucessos da artista
40 anos sem Clara Nunes: sucessos da artista
No dia 02 de abril de 2022, completamos exatos 40 anos sem Clara Nunes. Para homenagear uma das mais belas e importantes vozes da nossa história, preparamos duas matérias especiais para você conferir aqui, no site da Novabrasil. Se ainda não viu a primeira parte, clique aqui para acompanhar. Continue a leitura sobre a história … Continued
No dia 02 de abril de 2022, completamos exatos 40 anos sem Clara Nunes. Para homenagear uma das mais belas e importantes vozes da nossa história, preparamos duas matérias especiais para você conferir aqui, no site da Novabrasil.
Se ainda não viu a primeira parte, clique aqui para acompanhar.
Continue a leitura sobre a história e carreira da considerada a nona maior voz da música popular brasileira, pela Revista Rolling Stone Brasil. Além disso, ao final da matéria, confira 20 sucessos na voz da artista.

Conto de Areia e o recorde de vendas para cantoras brasileiras
Em 1974, Clara lançou o disco Brasileiro Profissão Esperança, ao lado do ator Paulo Gracindo, com clássicos como A Noite do Meu Bem e Castigo (ambas de Dolores Duran).
No mesmo ano, o disco icônico Alvorecer, trouxe um dos maiores clássicos de sua carreira, a canção Conto de Areia (de Romildo Bastos e Toninho Nascimento), além de Menino Deus (de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro, com quem Clara se casou em 1975 e ficou até o fim de sua vida) e O Que É Que a Baiana Tem (Dorival Caymmi).
O disco bateu recorde de vendas para cantoras brasileiras, com mais de 300 mil cópias vendidas, um feito nunca antes registrado no Brasil.
Três discos antológicos: Claridade, O Canto das Três Raças e As Forças da Natureza
Em 1975, Clara Nunes lançou o disco de maior sucesso de sua carreira, Claridade, que traz a canção icônica em sua voz, O Mar Serenou – de Candeia – além de outros sucessos como Juízo Final (Nelson Cavaquinho e Élcio Soares), Que Sejas Feliz (Cartola) e A Deusa dos Orixás (Romildo Bastos e Toninho Nascimento).
Em 1976, foi a vez do disco O Canto das Três Raças, com sucesso homônimo, de Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte, um dos maiores clássicos eternizados na voz de Clara Nunes. Além dela, as canções: Lama (de Mauro Duarte) e Alvoroço no Sertão (Raimundo Evangelista e Aldair Soares).
Em 1977, Clara lançou o disco de partido alto As Forças da Natureza, que traz clássicos como a canção título, de Paulo César Pinheiro e João Nogueira, além de Coração Leviano (Paulinho da Viola), e também uma canção na qual Clara participa da composição, ao lado de Paulo César Pinheiro e Maurício Tapajós: À Flor da Pele.
Guerreira, o sucesso de Feira de Mangaio, problemas de saúde
Em 1978, é a vez do disco Guerreira, recheado de ritmos bem brasileiros, em canções como Outro Recado (Candeia e Casquinha), Candongueiro (Wilson Moreira e Nei Lopes) e a canção título (Paulo César Pinheiro e João Nogueira).
No ano seguinte, Clara Nunes lança o álbum Esperança, que traz o grande sucesso Feira de Mangaio (de Sivuca e Glória Gadelha), além de outros clássicos como Minha Gente do Morro (de Candeia e Jaime).
Em 1979, Clara submeteu-se a uma cirurgia no útero, após sofrer seu terceiro aborto espontâneo e descobrir – após muitas tentativas – que não podia engravidar. O desejo intenso e frustrado de ser mãe, causou fortes abalos emocionais na cantora, mas também a levou a se entregar com mais força e amor à carreira artística e à defesa da música e da cultura brasileira.
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Morena de Angola, Clara Mestiça e os últimos álbuns da carreira
Em 1980, Clara Nunes lançou o álbum Brasil Mestiço, que conta com o grande sucesso em sua voz Morena de Angola (de Chico Buarque), além das faixas Meu Castigo (Paulo César Pinheiro) e Regresso (Candeia).
No ano seguinte, lançou o LP Clara, que traz a participação da Velha Guarda da Portela no grande sucesso Portela na Avenida, de Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte. Outros sucesso do disco é Deixa Clarear (Wilson Moreira e Nei Lopes).
Ainda em 1981, estreou um espetáculo dirigido por Bibi Ferreira, chamado Clara Mestiça. Em 1982, lançou o seu último álbum de estúdio, Nação, com grande destaque para a faixa título (de João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio), além de outros sucessos como Novo Amor (de Chico Buarque); e Mãe África (de Sivuca e Paulo César Pinheiro).
A partida precoce e inesperada
Em março de 1983, no auge do sucesso, Clara Nunes precisou submeter-se a uma cirurgia de varizes e acabou tendo uma reação alérgica a um componente anestésico e sofrendo um choque anafilático, seguido de uma parada cardíaca. A cantora ficou internada por 28 dias, nos deixando órfãos de seu talento pouco antes de completar 41 anos de idade.
No ano seguinte, sua escola de samba do coração, a Portela, trouxe um samba enredo em sua homenagem – Contos de Areia – e é campeã do carnaval carioca. Em 2019, a escola desfilou com outro enredo inspirado na cantora: Na Madureira Moderníssima, hei sempre de ouvir cantar um sabiá.
A morte inesperada do grande talento da nossa música brasileira a rendeu homenagens em forma de canção – como Flor do Interior (de Manacéa) e Clara (de Aloísio Machado), além de muitos discos póstumos e coletâneas, com sucessos da carreira da cantora que ficaram para sempre eternizados na sua voz e na nossa história.
Clara Nunes influenciou e inspirou uma geração de grandes cantoras da MPB que vieram depois dela e deixou o seu legado para sempre em nossa música.
Em agosto de 2006, a Prefeitura de Caetanópolis lançou o 1º Festival Cultural Clara Nunes, com o objetivo de desenvolver a cultura no município e região, e também resgatar a obra da cantora. No ano seguinte, a cidade inaugurou a Casa de Cultura Clara Nunes, no local onde antes era o cinema da cidade e onde Clara se apresentou pela primeira vez. Lá são realizadas oficinas de dança, música, pintura e teatro, oferecidas gratuitamente à população.



