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Revista Raça: “Larissa Luz sendo Luz”
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Colunista
Revista Raça: “Larissa Luz sendo Luz”
A artista que mistura ritmo, política e ancestralidade com explosão criativa
Larissa Luz é uma daquelas artistas que deixam claro que arte não existe para ser decorativa. Sua música dança com a estética, mas também provoca, questiona, reivindica. A baiana, nascida em Salvador, se faz ouvir porque tem o que dizer. Seu trabalho é um grito afinado, uma poesia elétrica que vem da ancestralidade negra.
Antes de seguir carreira solo, Larissa foi vocalista da banda Araketu, o que já mostra que energia nunca foi problema para ela. Porém, foi longe dos limites do axé que sua identidade artística floresceu com liberdade total. Seus discos misturam afrofuturismo, percussão, trap, rock, música urbana e o que mais ela quiser colocar na mistura.
Larissa não é apenas cantora. É performer, atriz, pesquisadora, ativista cultural. Gosta de pensar e repensar as narrativas sobre mulheres negras. Suas apresentações fazem o público sentir na pele a potência política que existe quando a arte assume sua voz própria.
Um dos pontos mais marcantes do seu trabalho está na estética visual. Figurinos com símbolos africanos, maquiagens que evocam orgulho ancestral, luzes e cenário que transformam o palco em um ritual contemporâneo. Ela cria um mundo e nos convida a habitar esse futuro possível onde corpos negros são protagonistas, livres e respeitados.
Larissa Luz não quer que você só ouça música. Ela quer que você desperte. Seu canto fala sobre identidade, luta, amor, autonomia e representatividade. Sua carreira mostra como a arte pode ser uma arma potente contra o racismo estrutural e ao mesmo tempo uma celebração da existência.
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É impossível passar por Larissa e continuar igual. Ela deixa marca. De quem se faz inteira e não aceita migalhas. Esse é o tipo de artista que não apenas acompanha o tempo. Ela o transforma.
Essa publicação é fruto de uma parceria especial entre a Novabrasil e o Fórum Brasil Diverso, evento realizado pela Revista Raça Brasil nos dias 10 e 11 de novembro, que celebra a diversidade, a cultura e a potência da música negra brasileira. Não perca a oportunidade de participar desse encontro transformador — inscreva-se já www.forumbrasildiverso.org
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