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“Escafandristas cantam Buarque” chega às plataformas no dia 18 de junho, véspera do aniversário de Chico
“Escafandristas cantam Buarque” chega às plataformas no dia 18 de junho, véspera do aniversário de Chico
Álbum de estreia do quarteto tem participações de Chico Buarque, Ruy Guerra e Giuliano Eriston

Dia 19 de junho é aniversário de Chico Buarque e, na minha opinião, deveria ser feriado nacional. Na véspera da data (18), chegará às plataformas digitais o álbum “Escafandristas cantam Buarque” que reúne 15 canções de Chico Buarque. Formado por Alice Passos (voz, flauta, violão e percussão), Luisa Lacerda (voz e violão), Renato Frazão (voz e baixo) e Thiago Amud (voz e violão), o quarteto foi criado em 2024, para celebrar os 80 anos do compositor.
A gravação do primeiro álbum do quarteto no estúdio da gravadora Biscoito Fino, é consequência direta da trajetória dos Escafandristas. Com direção musical de Amud, o grupo estreou em outubro de 2024, lotando apresentações no Rio de Janeiro. A repercussão da estreia bem-sucedida chegou aos ouvidos do homenageado e, dois meses depois, os Escafandristas fariam una audição particular para Chico e toda a família Buarque.
O cancioneiro de Chico Buarque faz parte do cotidiano dos quatro integrantes, desde cedo. “Sempre cantei as músicas do Chico como se fossem canções da família. Achava estranho que as outras crianças não conhecessem. Devia ter uns 10 anos quando tentei tocar ‘Acalanto para Helena’, no violão”, conta Luisa Lacerda. Alice Passos lembra de “Choro Bandido” como a primeira canção de Chico que aprendeu a cantar. Para Renato Frazão, foi “João e Maria”; para Thiago Amud, “A Banda”.
Entre tantas homenagens a Chico Buarque, os Escafandristas vão além: canções pouco conhecidas soam como grandes sucessos, enquanto grandes sucessos parecem inéditos nas novas versões propostas pelo grupo. “É desafiador criar arranjos e, por outro lado, não é difícil, porque as canções são tão extraordinárias, que o arranjador fica estimulado. A chispa inicial dos arranjos geralmente é fruto dos encontros entre nós quatro. Conversamos um pouco, temos ideias, testamos coisas. Mas também dividimos tarefas. Aí levamos para casa as incumbências e depois apresentamos ao grupo”, pontua Thiago Amud.
Sobre a seleção de repertório, Alice Passos comenta: “Partimos de umas 80 músicas, aproximadamente. A partir daí começamos a cortar, pensando num equilíbrio entre músicas pouco conhecidas, como “Sonhos sonhos são”, e as mais populares do Chico. Ao mesmo tempo, pensamos no que funcionaria na nossa formação, na canção que cada um gostaria de solar, e depois de alguns encontros conseguimos chegar nessas 15 canções”.

Trabalho intimista, o álbum “Escafandristas cantam Buarque” conta com convidados especiais: Giuliano Eriston em “Brejo da Cruz”; o compositor, cineasta e parceiro Ruy Guerra, declamando um poema de sua autoria em “O Que Será”; e o próprio Chico Buarque em “A Volta do Malandro”, que conta com um coro formado pela irmã, Ana de Hollanda, filhas, netas e neto do compositor. Em “As minhas meninas”, as netas Cecília Buarque, Clara Buarque, Irene Buarque, Lia Buarque e Teresa Buarque fazem uma participação especial. “Para ‘A Volta do Malandro’, convidamos primeiro as filhas, as irmãs, as netas e o neto de Chico para cantar no coro. O convite ao próprio foi feito, mas não tínhamos muita esperança de que ele topasse. Depois de alguns meses, o convite foi aceito”, conta Alice.
Segundo Thiago Amud, não se trata de um projeto temático sobre a obra do compositor: “Não é um recorte do ‘Chico social’, o ‘Chico para teatro’ ou o ‘Chico no feminino’. É um trabalho que oferece coloridos novos em harmonia, ritmo e contrapontos para uma obra em que todas as articulações entre melodias e letras são perfeitas”.

Os integrantes:
Aos nove anos de idade, Alice Passos entrou para a Orquestra de Sopros da Pró-Arte e fez sua primeira gravação profissional no coro do disco “Hora da Criança”, do Quarteto em Cy. De lá para cá, cantou ao lado de nomes como Áurea Martins, Gilberto Gil, Alaíde Costa, Dori Caymmi, Guinga, Ivan Lins, Teresa Cristina e Wilson das Neves, entre tantos outros. Lançou seu primeiro disco solo, “Voz e Violões”, em 2016; o segundo, “Ary”, em 2020. Em 2024, em parceria com Breno Ruiz, lançou o disco “Milagres” pela Biscoito Fino.
Veja também:
Thiago Amud é compositor, arranjador, cantor e violonista. Lançou os álbuns “Sacradança” (2010), ‘De ponta a ponta tudo é praia-palma” (2013), “O cinema que o sol não apaga’ (2018) e “São” (2021). Seu álbum mais recente, “Enseada Perdida” (2025), tem participações de Chico Buarque e Caetano Veloso. Além de assinar letra e música da maior parte de suas composições, é parceiro de artistas como Guinga e Francis Hime. Já foi gravado por Milton Nascimento, Alcione, MPB-4 e Mônica Salmaso.
Compositor e cantor, Renato Frazão tem cerca de cinquenta músicas gravadas por nomes como Xangai, Zé Renato, Juliana Linhares, Julia Vargas, Ilessi, e pelos grupos Ordinarius, Pietá e Quarteto Maogani. Tem sete álbuns lançados, incluindo “Flúor” (2009), do grupo Escambo, indicado ao 21° Prêmio da Música Brasileira; “Cantiga do Breu” (2019), ao lado de Luísa Lacerda, e “Quarto Mundo”, seu primeiro álbum
solo. Como diretor musical de teatro, atuou em mais de vinte produções, sendo indicado aos prêmios FITA e CBTIJ.
A cantora e violonista carioca Luísa Lacerda, formada em violão erudito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), atua desde 2013, divulgando canções de novos compositores. Se apresentou em diversos estados brasileiros e em Portugal, Alemanha, Angola, Espanha e Estados Unidos. Gravou e dividiu o palco com grandes nomes da música brasileira, como Guinga, Edu Lobo, Ná Ozzetti, Patrícia Bastos, Swami Jr., Cristóvão Bastos, Amélia Rabello e Áurea Martins, e com consagradas musicistas internacionais, como Varijashree Venugopal (Índia) e Lenna Bahule (Moçambique). Tem quatro álbuns e dois EPs lançados, e se prepara para gravar com o renomado grupo Quarteto Maogani.


