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“PSDB tem que ter humildade”, diz único senador do partido
“PSDB tem que ter humildade”, diz único senador do partido
Plínio Valério conversou com à Novabrasil; confira entrevista
Em entrevista à Novabrasil, o senador amazonense Plínio Valério, único filiado ao PSDB da região norte com mandato, disse que falta humildade ao partido. Ele não concorda com o discurso interno de que é preciso “resgatar o DNA do PSDB”. Para ele, os tucanos precisam parar de olhar para o passado.
“A gente precisa parar de falar daquilo que nós fomos, e temos que mirar naquilo que nós queremos ser”, afirmou. “Tem que ter humildade para saber que a mensagem tem de ser direta, simples, coisas de pessoas mortais, não precisa ser de pessoas inteligentes, que se julgam acima dos outros. O PSDB não está acima dos seus representantes”, emendou Valério, sem citar nomes.
Questionando sobre se a recente filiação de Datena ao PSDB pode representar algo novo, o senador comentou que a chegada do apresentador é o “toque de humildade” que o partido precisa.
“‘Ah, o cara é de rádio, não presta’. Presta, sim. É uma pessoa popular, que não é burra, sabe o que quer, sabe o que faz e tem sucesso. É um nome, sim, a ser discutido”, disse.
Valério afirmou também que o PSDB precisa trocar a linguagem técnica pela política, e tentar furar a polarização entre Lula e Jair Bolsonaro, embora ele admita não saber exatamente como fazer isso.
“Temos que penetrar nessa polarização. Como? Eu não sei. Mas não é achando que eles [Lula e Bolsonaro] são o inferno e nós estamos propondo o céu. Temos que ser a opção daqueles que não querem entrar nesse foco do radicalismo”, disse.
Confira abaixo:
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Valério insistiu na defesa de um olhar mais atual: “O momento é outro, não é mais aquele do Fernando Henrique, do Mário Covas. O país está radicalmente polarizado. Você tem lulistas e bolsonaristas e você tem aqueles que não querem ser nem um nem outro. Eis o dilema: a gente tem que encontrar a mensagem de atrair essas pessoas”.
O senador disse, ainda, que o PSDB está pagando pelo “pecado mortal” nas eleições de 2022, quando João Doria derrotou Eduardo Leite nas prévias internas, mas não foi candidato ao Palácio do Planalto. O partido acabou apoiando a candidatura de Simone Tebet, do MDB.
“O PSDB rejeitou um papel de protagonista para ser coadjuvante. E está pagando as consequências, respondendo pelos atos. Agora é reerguer”, afirmou.
Para Valério, procurar culpados não levará o PSDB a lugar algum. “Não estou defendendo o Doria, pelo amor de Deus. Mas o Doria foi mais vítima do que vilão. Não respeitar o resultado das prévias? Era o Doria e não respeitaram. Convenceram o Eduardo Leite a renunciar ao governo do Rio Grande do Sul e não foi ele o candidato”, comentou.



