Por que Israel não aceita acordos de cessar-fogo?

Raphael Thebas
11:23 07.05.2024
Jornalismo

Por que Israel não aceita acordos de cessar-fogo?

De acordo com autoridades locais, ao menos 15 pessoas morreram no ataque de Israel à Rafah

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- 07.05.2024 - 11:23
Por que Israel não aceita acordos de cessar-fogo?
Israel e Hamas cada vez mais perto de um cessar-fogo que pode dar alívio para Gaza | Foto: apan.org.au/

Poucas horas após o grupo Hamas divulgar que aceitou a negociação de cessar-fogo do Catar e do Egito, Israel realizou uma onda de ataques à cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza.

O exército de israelense adotou a estratégia de invadir parte palestina da cidade após lançarem bombas aéreas sobre casas. De acordo com autoridades locais, ao menos 15 pessoas morreram no ataque.

Durante o Jornal Novabrasil desta terça-feira (7), o professor Doutor em Direito Internacional pela PUC, Vladimir Feijó, comentou o atual cenário do Oriente Médio e a postura do primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

“Há muitas suspeitas se Israel tem boa fé na negociação já que integrantes do gabinete de Guerra e do gabinete regular de governo insistem que essa é a oportunidade de resolver a causa palestina, ou seja, o problema demográfico entre árabes naquela região e judeus que de alguma forma pregam abertamente por limpeza étnica. A Corte Internacional de Justiça já reconheceu indícios, suspeitas de genocídio”, disse o professor.

Neste momento, o temor dos moradores da região é de um ataque total em Rafah. Israel tem feito ameaças contra o grupo palestino Hamas localizado na área da cidade e as negociações por cessar-fogo no Cairo estão travadas.

“Israel faz proposta, tira negociadores, questiona e faz estratégias para ganhar tempo enquanto segue com as operações militares. Entretanto, na circunstância atual, Israel está sob uma pressão muito maior. Semana pasada houve notícias que o governo dos Estados Unidos pela primeira vez interrompeu envios de armamentos para Israel. Outro elemento é a pressão interna, manifestações foram conduzidas nesta semana em Israel exatamente questionndo sobre a priodidade, que deveria ser a libertação dos reféns e não o combate em Gaza”, afirmou.

Veja também:

CONFIRA A ENTREVISTA COMPLETA COM O PROFESSOR:

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