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Vanessa Pedrosa: “Sabe o significado da palavra comunicação?”
Vanessa Pedrosa: “Sabe o significado da palavra comunicação?”
Objetivo é ampliar esse comportamento para permitir que mais pessoas entendam seus comunicados; entenda
Tornar comum. Isso quer dizer que quando nos comunicamos, tornamos comum, conhecido o que pensamos, as ideias ou fatos.
No nosso dia a dia vamos ao dentista, ao médico, ao mecânico, consultamos um advogado e escutamos palavras como profilaxia, comorbidade, prognóstico, contraditório de ampla defesa, válvula termostática.
Também recebemos aqueles comunicados da receita federal, do Detran, e por aí vai. A maior parte dos comunicados de órgãos públicos mais complicam do que explicam.
Essa enorme variação das nossas interações faz com que nossa vida possa ficar cada vez mais complicada.
Quem fala complicado demais tem a intenção de exercer autoridade ou excluir a participação da outra pessoa na conversa. É uma tentativa de impor hierarquia e desigualdade entre as pessoas.
Quem fala ou escreve precisa se preocupar com o público. Falar simples não significa falar errado e não respeitar as normais gramaticais. Falar simples significa facilitar o entendimento.
É uma técnica de comunicação que torna a compreensão mais fácil para qualquer pessoa. Quando você escolhe um vocabulário complexo para comunicar coisas simples, você causa um ruído na comunicação e a informação em si passa a ser menos importante.
Quer um exemplo? Sabe aqueles termos das políticas de privacidade que temos que ler para qualquer aplicativo ou site que acessamos? A maior parte daqueles termos são escritos para você não entender nada.
São documentos longos e com muitos temos técnicos que não facilitam a nossa compreensão. Uma pesquisa realizada em aplicativos e sites em inglês mostrou que em média gastamos 25 minutos para ler uma política de privacidade. Temos que ler diversos desses mensalmente. E sabe qual foi a pior política avaliada? A do Facebook.
É necessário fazermos um esforço para mudar essa situação. Quem escreve ou fala precisa levar isso em consideração.
Trocar os termos técnicos para expressões mais simples, evitar os jargões, usar comparações e analogias ou semelhanças para explicar o que é complexo e checar a compreensão de quem fala. Um outro exemplo é a iniciativa do Pacto pela linguagem simples no judiciário do Conselho Nacional de Justiça do Brasil. Essa iniciativa vai dar o selo de linguagem simples aos trabalhos que se mostrarem de forma acessível ao público.
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O objetivo é ampliar esse comportamento para permitir que mais pessoas entendam seus comunicados.
A necessidade de usar uma linguagem simples não significa renunciar à precisão técnica, mas sim traduzir o conhecimento complexo para um formato que seja compreensível para todos e permitimos que as pessoas tomem decisões informadas sobre sua saúde, seus direitos legais e outros aspectos de suas vidas.
Além disso, a comunicação clara fortalece a relação de confiança entre profissionais e clientes.
Ao sentir que entendem o que está sendo dito, as pessoas ficam mais seguras e confiantes, o que melhora a adesão a tratamentos e orientações.
Portanto, vamos todos nos esforçar para simplificar nossa comunicação.
Afinal, a informação só é verdadeiramente poderosa quando é acessível a todos. Fica aqui o convite para que cada um de nós, em nossas áreas de atuação, adote essa prática no dia a dia. E se você não entender o que um profissional disser, não fique com vergonha, pergunte. Peça explicações.
Até a próxima semana!



