Novabrasil
Chalita: “Não é possível dominar emoções, mas é preciso saber trabalhá-las”
Gabriel Chalita
Escritor, filósofo e professor
Chalita: “Não é possível dominar emoções, mas é preciso saber trabalhá-las”
Chalita destaca que gerenciar sentimentos desde a infância torna mais fácil a vida adulta
As emoções, que estão presentes na vida de todos, são essenciais para os seres humanos e não somos capazes de dominá-las, mas podemos trabalhar com essas emoções. A afirmação é do filósofo, escritor, professor e colunista da Novabrasil, Gabriel Chalita.
Ao traçar um paralelo do filme Divertida Mente 2 com a vida cotidiana, ele lembra que “300 anos antes de Cristo, Aristóteles já mencionava que não é possível mandar nas emoções. Não posso dizer: nunca mais vou ficar triste, nunca mais vou ficar alegre ou amar alguém”.
Diante disso, é preciso entender o que fazer com esses sentimentos. A raiva, o medo, a tristeza, a alegria, são emoções que precisam ser gerenciadas. É importante educar essas emoções.
O filósofo Arthur Schopenhauer dizia que o ser humano vive uma constante oscilação entre o desejo de ter e o tédio. Quando conseguimos algo que queremos ou sonhamos, logo isso se transforma em tédio.
Chalita lembra que Divertida Mente 2 nos ensina que “quanto mais cedo trabalharmos nossas emoções, mais fácil será nossa vida. Muitas das nossas emoções adultas degringolam em atitudes irracionais, incorretas, porque não conseguimos educá-las”.
No filme, a personagem principal enfrenta os mais variados sentimentos, como medo, raiva, alegria e tristeza. Nessa sequência de Divertida Mente 2, a ansiedade é uma das emoções que mais atuam sobre a pequena Riley, personagem central.
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O colunista lembra da falta de amor, ternura, cuidado, atenção, e até mesmo da palavra “não”, na infância. Segundo ele, o medo dos pais em dizer “não” para os filhos deve ser evitado. “É ao contrário, se a criança não receber o “não” dos pais, ela não conseguirá dizer “não” na vida. É parte da educação das emoções”, diz Chalita.
Gabriel Chalita conclui dizendo que “não tem como não ter as emoções. O que precisamos é saber o que fazer com elas”. Ou seja, gerenciar os sentimentos desde a infância pode resultar num adulto mais equilibrado e que sabe lidar com as mais variadas situações da vida.
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