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Festa em Salvador: Iemanjá é festejada em bairro boêmio da capital baiana
Festa em Salvador: Iemanjá é festejada em bairro boêmio da capital baiana
Na Bahia, é dia também de reunir as pessoas vestindo azul e branco no Rio Vermelho, bairro boêmio de Salvador, onde fica a colônia de pescadores, local onde tudo começou
Neste domingo, 2 de fevereiro, é celebrado o Dia de Iemanjá e, na Bahia, é dia também de reunir as pessoas vestindo azul e branco no Rio Vermelho, bairro boêmio de Salvador, onde fica a colônia de pescadores, local onde tudo começou.
As versões de como a celebração teve início são muitas, contudo, uma das mais propagadas, é de que, há 103 anos, os pescadores do Rio Vermelho fizeram uma oferenda para a divindade das águas, na expectativa de que ela pudesse resolver o problema de escassez de peixes do mar.
O pedido foi atendido com fartura de peixe, então, a partir disso, todos os anos as pessoas deixam os seus presentes, como flores, espelhos e perfume, para a Orixá, nas águas do mar do bairro.
A festa de Iemanjá é a terceira maior, em temos de público, realizada em Salvador, ficando atrás apenas do Carnaval e da Festa do Senhor do Bonfim. O destaque principal da celebração é que essa é a primeira realizada especificamente em homenagem a um Orixá. Iemanjá é conhecida como a mãe de todos, por isso, tem o poder de propagar o amor, a fartura e reunir todos no bairro boêmio da capital baiana, juntando fé e farra, como costumam ser os eventos na Bahia.
Uma das filhas de Iemanjá e Ekedi do terreiro de Ketu, Ilê Axé Omin Odé Xamodô, a assessora de imprensa Letícia Silva, contou sobre o que a Orixá das águas significa para ela.

“Representa o amor, o cuidado com seus filhos, o equilíbrio, mas que também é sinônimo de força, de imensidão e de grandeza, assim como o mar, né? O oceano. Pra mim, falar de Iemanjá é muito especial […]. Eu sou filha de Ogum com Iemanjá, então Iemanjá é a dona da minha cabeça também, dona do meu ori, dona da minha vida. E o dia 2 de fevereiro é mais um dia, onde eu posso oferecer o meu amor, a minha gratidão para a minha mãe, porque o meu culto a Iemanjá, ele se dá no dia a dia, nas minhas ações, nos meus pensamentos, e Iemanjá está presente na minha vida o tempo todo, ela é o centro da minha vida”, afirmou.
A filha da rainha das águas também destacou a importância de se preservar o meio ambiente e os mares na hora de presentear a Orixá. Letícia clamou para que, aqueles que levam oferendas, escolham materiais biodegradáveis. “Quando a gente coloca o vidro, papel, plástico no oceano, esses materiais acabam ficando. Então é necessário a gente ter esse cuidado com o mar, porque afinal de contas o mar é a casa da nossa rainha”.
Letícia desejou que, em mais essa celebração à Iemanjá, ela possa cuidar, proteger e abençoar todos que a procuram, bem como levar embora aquilo que não é bom.
“Que ela leve para as profundezas do mar tudo aquilo que é ruim, que tenta nos atrapalhar, atrasar nossa vida. Que o balanço das ondas traga tudo que for bom, traga paz, prosperidade, amor, felicidade e energias positivas”.
Como de costume, um tapete azul e branco se estende pela faixa de areia da praia do Rio Vermelho, juntando mar e terra em uma festa só. Como cantava Clara Nunes, “quem samba na beira do mar é sereia”, por isso, haja sereia festejando neste 2 de fevereiro, em plena terra firme, na capital da Bahia.


