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“Declaração final do G20 é positiva para o Brasil”, avalia especialista
“Declaração final do G20 é positiva para o Brasil”, avalia especialista
Em entrevista à Novabrasil, professor Manoel Guedes diz que Brasil conseguiu promover o consenso entre os países reunidos
A declaração final da Cúpula do G20, realizada no Rio de Janeiro, foi divulgada nesta segunda-feira, dia 18. A declaração trouxe alguns temas importantes para o Brasil, entre eles, o combate à fome e à pobreza, a necessidade da reforma da governança global, a taxação dos super ricos e a sustentabilidade e enfrentamento às mudanças climáticas.
O documento teve a adesão de todos os participantes. O presidente da Argentina, Javier Milei, destacou algumas divergências, mas assinou o texto final.
Em entrevista ao jornalismo da Novabrasil, o professor de Relações Internacionais da ESPM, Manoel Guedes, avalia como positiva a aprovação da declaração. “A Aliança contra a Fome e a Pobreza demonstra um lado bem sucedido da presidência brasileira no G20”, segundo ele.
Outro ponto que chamou a atenção foi a não citação da Rússia no conflito com a Ucrânia. O texto condena as guerras e a situação catastrófica na Faixa de Gaza, mas não cita nominalmente a ação da Rússia em território Ucraniano. Para o especialista Manoel Guedes, foi uma vitória para a Rússia, mas também evitou o fracasso de uma declaração final. “É importante que o Brasil consiga promover a concordância dos países inseridos e o fato de não haver confrontos é um aspecto positivo”, diz o professor.
A declaração, em relação à Ucrânia, diz: “Destacamos o sofrimento humano e os impactos negativos adicionais da guerra no que diz respeito à segurança alimentar e energética global”. Já sobre o conflito em Gaza, o documento aponta “o direito palestino à autodeterminação” e cita a necessidade de formação de dois Estados, Israel e Palestina.
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O uso da Inteligência Artificial e o reforço ao Acordo de Paris, para enfrentar as mudanças climáticas, foram outros temas citados no documento final do G20.



