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“Mais do que ter sobrevivido, é inacreditável não ter sequela”, diz médico vítima de atentado
“Mais do que ter sobrevivido, é inacreditável não ter sequela”, diz médico vítima de atentado
Seis meses depois do crime “por engano” na Barra da Tijuca, único sobrevivente fala ao jornalismo da Novabrasil
Seis meses depois do crime “por engano” na Barra da Tijuca, único sobrevivente fala ao jornalismo da Novabrasil sobre sua recuperação
Todo dia 5 do mês, um filme passa na cabeça do médico ortopedista Daniel Proença. O que explica ele ser o único sobrevivente de um crime tão brutal e que levou a vida de três colegas de profissão?
Nesta sexta-feira (5), a execução “por engano” de um grupo de médicos na Barra da Tijuca completa seis meses. Foi numa madrugada de outubro que um dos ortopedistas que estava no Rio de Janeiro para um congresso foi confundido com o filho de um miliciano.
Traficantes atacaram os médicos num quiosque da Barra com muitos tiros, muitos mesmo. “Eu tenho pelo menos 10 projéteis alojados no meu corpo. Recebi disparo no ouvido direito, fiquei surdo por até 3 dias e depois voltou ao normal, no pescoço, no tórax, no braço direito uns 5 tiros.
Na pelve uns 8 tiros. Um ou dois tiros na coxa direita, no pé e no ombro esquerdo”, contou Daniel, de 32 anos, que já passou por seis cirurgias e se prepara para a sétima.
Os médicos estavam hospedados no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca. O mais próximo do Daniel era o Diego Ralf Bomfim, que tinha 35 anos, e era irmão da deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP).
O professor do Hospital das Clínicas de São Paulo, Marcos Corsato, de 62 anos, também morreu. Daniel contou que o professor tinha muitos grupos para sair naquela noite e optou em ficar com eles no quiosque conversando.
E o Perseu Ribeiro Almeida, 33 anos, que morava em Jequié, no sudoeste da Bahia, tinha trabalhado com Daniel no HC da Faculdade de Medicina da USP. Inclusive, ele foi o homem confundido com o miliciano.
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