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O que torna o “pão de forma alcoólico”? Entenda os riscos
O que torna o “pão de forma alcoólico”? Entenda os riscos
Especialista alerta para consumo de propionato de cálcio, substância que aumenta validade do produto e faz mal à saúde
Um estudo divulgado pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, a Proteste, revela que algumas marcas de pão de forma possuem alto teor alcoólico em seus produtos. A pesquisa é preocupante, pois grande parte dos consumidores é formada por mulheres grávidas e até mesmo crianças. Para se ter uma ideia, entre as dez marcas testadas, duas delas apresentaram uma quantidade tão elevada que uma pessoa, caso comesse apenas duas fatias, não passaria no teste do bafômetro.
“Essa notícia me assustou bastante, assim como deve ter assustado a todos, pois não é algo esperado”, relata Andrea Ferrara, nutricionista clínica e funcional da Clínica Bottura.
A especialista conversou com Heródoto Barbeiro, durante o Jornal Novabrasil desta quinta-feira (11). Ela explica que o processo de fermentação pode elevar o teor alcoólico, quando o açucar entra em contato com a levedura, mas esse processo químico não seria o suficiente para gerar tamanho erro.
Entre as marcas examinadas, estão Pullman, Visconti, Bauducco, Wickbold 5 Zeros, Wickbold Sem Glúten, Wickbold Leve, Panco, Seven Boys, Wickbold e Plusvita. de acordo com o levantamento, se houvesse uma legislação específica para alimentos alcoólicos, seis das dez seriam consideradas alcoólicas.
O limite para que não sejam enquadradas como alcoólicas é de 0,5%, meta respeitada por quatro marcas. No entanto, o pão de forma da Visconti, por exemplo, apresentou teor alcoólico de 3,37%, o da Bauducco, embora mais baixo, ainda possui 1,17%, mais que o dobro do máximo permitido.
Com base nesses números, a Proteste decidiu testar a possibilidade de motoristas serem acusados de embriaguez ao volante, após consumirem apenas pãezinhos. O resultado é que, ao ingerir apenas duas fatias de marcas com maior teor alcoólico, como Visconti ou Bauducco, o teste poderia dar positivo, levando em consideração que o Código de Trânsito Brasileiro tolera 0,34 mg/L de álcool presente no organismo.
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Andrea Ferrara explica que, entre os ingredientes, um chama atenção e pode ser o verdadeiro responsável pelo índice alcoólico no alimento. Trata-se do propionato de cálcio, um inibidor de fungos e bactérias diluído em etanol que aumenta o tempo dos produtos nas prateleiras. “De acordo com agências regulatórias seu uso é comum, mas as marcas reprovadas podem estar fazendo uso excessivo para que o produto fique mais tempo na prateleira sem estragar. E este é um aditivo muito perigoso se ingerido em excesso”, alerta a nutricionista.
Confira abaixo:

