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“Juro real no Brasil é muito alto”, e taxa Selic deve aumentar, defende especialista à Novabrasil
“Juro real no Brasil é muito alto”, e taxa Selic deve aumentar, defende especialista à Novabrasil
Com decisão do Conselho de Política Monetária do Banco Central por aumentar a Selic, juro real no Brasil passa a ser o 2º maior do mundo
Em decisão unânime, o Conselho de Política Monetária do Banco Central, o Copom, aumentou a taxa Selic em 1p.p. A medida atendeu às expectativas de investidores. Mas com isso, os brasileiros perdem poder de compra e o crédito fica mais caro.
Para Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em investimentos, o aumento é uma medida para “controlar a inflação“. Apesar da decisão, atualmente a variação dos preços no país está em 4,52%. Em abril de 2022, o valor chegou a bater os 12,13%, em plena pandemia.
Patzlaff vê a medida como “consenso” para o mercado e aponta que “precisa-se pagar todos esses impostos e para isso acontecer precisa-se subir a taxa de juros também“.
O planejador afirma que o juro real no Brasil é próximo de 4%, “um juro muito alto, se olharmos o mundo inteiro“, afirma. Juro real é o quanto de fato o mercado está pagando de juro para quem faz os investimentos, explica.
Mas, diferentemente do especialista, segundo levantamento da MoneYou, os juros reais do país estão em 9,18%. A primeira colocação do ranking, ocupada em dezembro pela Turquia, agora ficou com a Argentina, com taxa real de 9,36%.
Nos Estados Unidos, o FED manteve o juro em 4,5%, o que, segundo o especialista, não chega a 1%, o que ela também considera “muito baixo”.
Gastos Públicos
O planejador financeiro ainda aponta que, “hoje, o COPOM é praticamente todo indicado pelo próprio governo“, o que, para ele, não possibilita nenhuma interferência no órgão.
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Para ele, reverter o aumento dos juros exigiria o que “a gente faz em casa, aquela história de não gastar mais do que ganha“, avalia.
Em novembro de 2024, o governo fechou o ano com déficit nominal igual a -9,3%, valor menor do que em 2023, 2020 e 2015, e equiparável a 2016.
Por fim, Patzlaff concorda que é difícil “o governo de conseguir fechar esse orçamento no azul“. Somente na pandemia, o governo federal à época gastou mais de R$ 600 bilhões de crédito extraordinário, enquanto no ano passado, o executivo destinou quase R$ 99 bilhões em ajuda ao Rio Grande do Sul.
