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‘Dorival Caymmi – Um Homem de Afetos’ está em cartaz nos cinemas e celebra o cantor e compositor baiano
‘Dorival Caymmi – Um Homem de Afetos’ está em cartaz nos cinemas e celebra o cantor e compositor baiano
Filme dirigido por Daniela Broitman revela memórias inéditas contadas pelo próprio artista, familiares e amigos do seu círculo íntimo, como Caetano e Gil
O longa “Dorival Caymmi – Um Homem de Afetos” tem como protagonista um dos mais importantes nomes da música brasileira e leva o espectador a uma viagem irresistível pela vida e obra do cantor e compositor baiano que revolucionou a canção no Brasil e influenciou gerações de músicos, abrindo caminho para movimentos como a Bossa Nova e a Tropicália.
Dirigido, escrito e produzido por Daniela Broitman (de “Marcelo Yuka no Caminho das Setas”), o documentário já está em cartaz nas principais salas de cinema do Brasil.
Dorival Caymmi conquistou o mundo na voz de Carmen Miranda e consagrou a música brasileira no exterior com seu primeiro sucesso, “O que é que a baiana tem?”. Inovando na maneira de compor as letras e de tocar violão, Caymmi tornou-se referência na música e até hoje é uma fonte inesgotável de inspiração.
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Tal qual ele fez em suas canções, o artista é retratado em “Dorival Caymmi – Um Homem de Afetos” como um cronista que narra os costumes, anseios, e gracejos de sua gente, mas especialmente de sua própria história.
O roteiro do filme parte de uma entrevista inédita em que, no auge dos seus 84 anos, Dorival Caymmi faz confidências e revela sua afetividade pelas coisas mais singelas da vida.
Traduzindo os versos de Caymmi a partir do olhar sensível da diretora, o filme passeia pelo universo quente e vibrante dos pescadores baianos, pelas suas referências de raiz africana, a espiritualidade no candomblé, as histórias de amor e elementos da natureza que tanto inspiraram sua obra.
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Além do encantamento do músico com a forma do vento, os orixás, o mar quebrando na praia – presentes tanto imageticamente como na trilha sonora –, a narrativa é complementada com histórias inusitadas dos filhos Dori, Nana e Danilo Caymmi; os amigos Caetano Veloso e Gilberto Gil; a ex-nora e compositora Ana Terra; o neto Gabriel Caymmi; o produtor e amigo Guto Burgos; e a ex-cozinheira e confidente Cristiane de Oliveira.
A música é um elemento essencial na construção do documentário, que mostra um Caymmi descontraído e divertindo-se ao improvisar performances de “Quem Vem pra Beira do Mar”, “O Vento”, “Sábado em Copacabana”, “A Vizinha do Lado”, “Marina”, entre outras.
Ao longo do processo de produção do filme, que durou quase cinco anos, a cineasta Daniela Broitman mergulhou na pesquisa da vida e obra a fim de conhecer as múltiplas facetas de Dorival, músico, pai, ator, marido, pintor, amigo. Também era importante para ela encontrar imagens e registros inéditos.
Ao buscar desvendar a alma do artista, seu processo criativo, suas paixões e seus dissabores, a narrativa diz algo universal sobre o que é ser um poeta da vida. Celebra também o afeto, a alegria de viver e o imaginário caymmiano.





