Desglobalização deixa países cada vez mais isolados comercialmente

Roberto Nonato
08:23 02.05.2024
Economia

Desglobalização deixa países cada vez mais isolados comercialmente

A colunista Marcela Kawauti explica o processo de desglobalização que foi acelerado pós-pandemia

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- 02.05.2024 - 08:23
Desglobalização deixa países cada vez mais isolados comercialmente
Mundo está cada vez mais desglobalizado|Foto:commons.wikimedia.org/

Uma das tendências econômicas mais importantes no pós-pandemia é a chamada desglobalização. O mundo já estava mais fragmentado em termos geopolíticos antes de 2020, com o início da guerra comercial entre China e EUA e os movimentos protecionistas nas economias avançadas. Mas isso se intensificou nos últimos 4 anos.

A colunista da Novabrasil e economista da Lifetime Asset, Marcela Kawauti,diz que “a globalização nada mais é do que os países tendo maior relacionamento comercial”. Como cada país tem sua especialidade, a troca entre países reduziria os preços e a inflação. Mas, a guerra comercial entre China e EUA iniciaram essa fase de diminuição das relações globais.

Marcela Kawauti diz que “a guerra da Ucrânia, o conflito no Oriente Médio e a eleição de governos protecionistas levam a uma desglobalização”. Segundo Marcela Kawauti, “a tendência agora é a desglobalização, ou seja, os países estão cada vez mais isolados comercialmente”. As empresas ficam com receio de ter a produção muito longe de suas origens e não conseguirem trazer os produtos para consumo interno, além de não executarem as transações comerciais.

Kawauti destaca que “grandes fabricantes de celulares que tinham fábricas na China, voltaram para os EUA. Isso é sinal da desglobalização. O mundo está mais fragmentado”. Ela ressalta ainda que esse cenário pode ser uma oportunidade para o Brasil.

A economista lembra que, quando os países trazem suas fábricas para casa, podem também trazer para países próximos. Isso poderia ser benéfico para o Brasil.  Mas, Marcela Kawauti diz que o país “ainda precisa investir em infraestrutura, diminuir o custo Brasil para que as empresas achem interessante apostar no Brasil”.

Veja também:

Nesta semana, a agência Moody’s anunciou que manteve a nota de crédito do Brasil em Ba2, mas mudou a perspectiva da avaliação de estável para positiva. Essa indicação pode atrair investidores, pois a sinalização é de que o país pode estar diminuindo o risco para investimentos.

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