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Como evitar que o bullying se torne uma doença?
Como evitar que o bullying se torne uma doença?
No mês de conscientização e mobilização sobre o assunto, colunista da Novabrasil, Gabriel Chalita, fala sobre a importância da conversa dentro de casa; confira aqui
O Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola foi celebrado no dia 7 de abril. A data foi criada em 2016 como uma forma de conscientização e mobilização contra o problema.
A partir daí, escolas e organizações da sociedade civil têm desenvolvido estratégias para prevenção e combate ao bullying. A data também é celebrada globalmente em 20 de outubro.
O bullying tem se tornado um problema cada vez mais permanente, à medida em que as novas tecnologias perpetuam as ações de modo indefinido.
Segundo pesquisa do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 4 em cada 10 estudantes brasileiros afirmam terem sofrido bullying. O Fundo das Nações Unidas para Infância, Unicef, também alerta que o Brasil possui uma taxa elevada de bullying escolar do mundo.
O filósofo, escritor e colunista da Novabrasil, Gabriel Chalita, considera essencial a discussão sobre o assunto. Afinal, o tema já foi tabu em algumas instituições há alguns anos.
Confira abaixo:
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Chalita ressalta que “o que caracteriza o bullying é uma humilhação continuada”. Ou seja, quando a criança ou adolescente é vítima de agressão física ou verbal de modo constante.
Chalita diz que “quanto menos idade tem a pessoa, mais perigoso é o bullying porque você tem menos instrumentos de defesa”. E nesse sentido, o ambiente familiar também é fundamental. A criança acaba sendo influenciada pelas ações que acompanha em casa, para o bem e para o mal.
O colunista alerta que o bullying pode se transformar numa doença silenciosa. “A pessoa não fala para ninguém sobre o que está ocorrendo e se fecha em seu mundo. O fato de não falar sobre isso faz com que o bullying cresce ainda mais dentro da criança”, completa. E para tentar evitar isso, a conversa ainda é a melhor alternativa, de acordo com Gabriel Chalita.
Lembrando que, pela legislação, o bullying é definido como ato de violência física ou psicológica, de modo intencional ou repetitivo. E mesmo que menores de idade não cometam crimes, mas infração penal, eles podem ser punidos com medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.



