Etnoturismo na Amazônia: “Guia de Boas Práticas” é lançado na Aldeia Shinenawa, no Acre
Etnoturismo na Amazônia: “Guia de Boas Práticas” é lançado na Aldeia Shinenawa, no Acre
Guia é resultado de estudo realizado ao longo de seis meses na chamada "Amazônia Legal"
A Aldeia Shinenawa, localizada na Terra Indígena Katukina Kaxinawá, em Feijó, no Acre, está sendo analisada no âmbito da pesquisa “Diagnóstico do Etnoturismo na Amazônia Legal”, realizada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
As terras indígenas representam cerca de 900 mil km² no Brasil, de acordo com o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Turismo Sustentável surge como uma forma de explorar esses territórios de maneira consciente e responsável.
O estudo, realizado ao longo de seis meses, resultou no lançamento de um “Guia de Boas Práticas”, apresentado na Aldeia Shinenawa na última semana. O guia propõe formas de conhecer a região e a alimentação local, preservando suas características ambientais e culturais. Grande parte dos guias e facilitadores das expedições são indígenas da própria comunidade.
De acordo com a regulamentação da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), o turismo em terras indígenas deve ser de base comunitária, com as próprias comunidades desempenhando papel protagonista nas atividades de visitação.
Segundo o IBGE, levantamento realizado em 2022, cerca de 1,7 milhão de pessoas se identificam como indígenas, sendo que mais da metade vive na Amazônia Legal – a área mapeada pelo estudo.
O Guia investiga o cenário do etnoturismo em cinco estados da região: Acre, Amazonas, Pará, Roraima e Mato Grosso. Além disso, o relatório apresenta as melhores práticas para economia de baixo impacto e redução de carbono, envolvendo as comunidades tradicionais, especialmente as indígenas.
O lançamento do Guia ocorreu entre os dias 3 e 6 de dezembro na TI Katukina Kaxinawá, reunindo membros do governo, lideranças indígenas e representantes de importantes organizações.