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Poemas infantis para encantar e ler com as crianças; confira aqui
Poemas infantis para encantar e ler com as crianças; confira aqui
Saiba como eles estimulam a criatividade, o desenvolvimento linguístico e fortalecem laços afetivos entre os pequenos e adultos
A poesia é uma porta de entrada para o mundo da imaginação. Para as crianças, pode ser uma brincadeira sonora, um convite ao riso e uma forma leve de conhecer as palavras.
Seja em casa, na escola ou na biblioteca, os poemas infantis ajudam no desenvolvimento da linguagem, estimulam a criatividade e tornam a leitura um momento especial. Com rimas, ritmos e imaginação, os poemas infantis estimulam a criança, além de proporcionar momentos de diversão e aprendizado.
Segundo especialistas em educação infantil, a poesia contribui para o aprendizado da leitura e da escrita, além de ampliar o repertório linguístico e cultural. O ritmo das rimas e a musicalidade dos versos também ajudam na memorização e na oralidade.
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Benefícios para o desenvolvimento das crianças:
- Desenvolvimento linguístico: A musicalidade das rimas ajuda as crianças a expandirem seu vocabulário e melhorarem a pronúncia.
- Estimulação da criatividade: A poesia incentiva a imaginação e permite que as crianças explorem novas ideias e sentimentos.
- Fortalecimento de laços afetivos: Ler poemas juntos pode ser uma atividade prazerosa que fortalece os laços entre pais e filhos.
Autores brasileiros e seus poemas inesquecíveis
Aqui estão alguns poemas clássicos e contemporâneos que podem ser lidos com as crianças, cada um trazendo uma mensagem especial:
A literatura infantil brasileira é rica em poesia. Aqui estão alguns autores e livros para explorar com as crianças:
- Vinicius de Moraes – A Arca de Noé
Crianças e adultos sabem de cor alguns dos poemas infantis de Vinicius de Moraes. A A arca de Noé ganhou, inclusive, versões musicais. Os discos A arca de Noé 1 (1980) e A arca de Noé 2 (1981) traziam composições como “O pato”, “A casa”, “O gato”, “O pingüim” e “São Francisco”, que se tornaram famosas nas vozes de Chico Buarque, Milton Nascimento, Toquinho, Marina Lima e Ney Matogrosso, entre outros intérpretes.

- Cecília Meireles – Ou Isto ou Aquilo
A autora convida as crianças a se aproximarem da poesia, brinca com as palavras, explora a sonoridade, o ritmo, as rimas e a musicalidade. O tema do livro é que a vida é feita de escolhas que muitas vezes são difíceis de resolver, o cotidiano marcado pela dúvida e pela dificuldade de decisão é poetizado.

- José Paulo Paes – Poemas para Brincar
Um clássico da poesia infantil brasileira em que José Paulo Paes propõe a seus leitores brincar com a língua portuguesa. Os poemas apresentam jogos de palavras e até um abecedário com significados inusitados, que diverte, instiga a criatividade das crianças e ainda faz pensar.

- Manoel de Barros – O Fazedor de Amanhecer
Manoel de Barros transforma palavras em brincadeiras e cria narrativas cheias de personagens, traquinagens e imaginação, explorando temas como sons, silêncios, luz, escuridão, infância e o ambiente bucólico que permeia sua obra. Ele convida os leitores a ressignificarem o cotidiano e a enxergarem beleza nas pequenas coisas.

- Roseana Murray – Fardo de Carinho
Nesta coletânea de poemas tem de tudo. O cometa de cauda brilhante chega pertinho da Terra por um instante. Se não tivesse partido em disparada, quando ouviu o ronco da trovoada, teria visto o João, que tem um gato brincalhão, que gosta de comer na mão, e um sapo na lagoa, que fecha os olhos e pensa como a vida é boa!

- Elias José – O Jogo das Palavras Mágicas
O desafio é descobrir o ritmo e a musicalidade da linguagem poética e brincar com a magia de transformar em sentimentos palavras e imagens, magia pura para mostrar a riqueza da Língua Portuguesa.

- Tatiana Belinky – Um caldeirão de poemas
Tatiana Belinky popularizou os limeriques no Brasil que são poemas curtos, engraçados e absurdos. Mas, em Um caldeirão de poemas, Tatiana Belinky apresenta textos alegres ou tristes, divertidos ou sérios; poemas que falam de aventuras, de amor, de saudade e de trabalho. São poemas que traduzidos e de autoria própria. Em “Cantiga famélica”, por exemplo, uma “jacaroa” faminta devora tudo o que vê pela frente.

Separamos alguns poemas para ler com as crianças:
O Menino Azul – Cecília Meireles
O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.
O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
— de tudo o que aparecer.
O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.
E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.
(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)
Pontinho de Vista – Pedro Bandeira
Eu sou pequeno, me dizem,
e eu fico muito zangado.
Tenho de olhar todo mundo
com o queixo levantado.
Mas, se formiga falasse
e me visse lá do chão,
ia dizer, com certeza:
— Minha nossa, que grandão!
Canção dos Tamanquinhos – Cecília Meireles
Troc… troc… troc… troc…
ligeirinhos, ligeirinhos,
troc… troc… troc… troc…
vão cantando os tamanquinhos…
Madrugada. Troc… troc…
pelas portas dos vizinhos
vão batendo, Troc… troc…
vão cantando os tamanquinhos…
Chove. Troc… troc… troc…
no silêncio dos caminhos
alagados, troc… troc…
vão cantando os tamanquinhos…
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E até mesmo, troc… troc…
os que têm sedas e arminhos,
sonham, troc… troc… troc…
com seu par de tamanquinhos…
Amarelinha – Maria da Graça Rios
Maré mar
é maré
mare linha
sete casas a pincel.
Pulo paro
e lá vou
num pulinho
segurar mais um ponto
no céu.
Guarda-chuvas – Rosana Rios
Tenho quatro guarda-chuvas
todos os quatro com defeito;
Um emperra quando abre,
outro não fecha direito.
Um deles vira ao contrário
seu eu abro sem ter cuidado.
Outro, então, solta as varetas
e fica todo amassado.
O quarto é bem pequenino,
pra carregar por aí;
Porém, toda vez que chove,
eu descubro que esqueci…
Por isso, não falha nunca:
se começa a trovejar,
nenhum dos quatro me vale –
eu sei que vou me molhar.
Quem me dera um guarda-chuva
pequeno como uma luva
Que abrisse sem emperrar
ao ver a chuva chegar!
Tenho quatro guarda-chuvas
que não me servem de nada;
Quando chove de repente,
acabo toda encharcada.
E que fria cai a água
sobre a pele ressecada!
Ai…
Dicas para ler poemas com crianças
- Use expressões faciais: Demonstre emoções enquanto lê. Isso ajuda as crianças a se conectarem com o texto.
- Incentive a interação: Pergunte às crianças o que elas acham dos poemas ou como elas se sentem em relação aos personagens.
- Crie atividades relacionadas: Após ler um poema, incentive as crianças a desenhar ou criar seus próprios versos.
Os poemas infantis são uma porta de entrada para o universo literário e emocional das crianças. Ao compartilhar esses textos, pais e educadores podem cultivar o amor pela leitura e pela poesia desde cedo. Que tal escolher um poema hoje e compartilhar essa experiência com as crianças?
