Morre Heloisa Teixeira (ex-Buarque de Hollanda), aos 85 anos

Fabiane Pereira
13:22 28.03.2025
Autor

Fabiane Pereira

Jornalista e radialista
Arte e cultura

Morre Heloisa Teixeira (ex-Buarque de Hollanda), aos 85 anos

Escritora, feminista e imortal da ABL construiu longa trajetória na vida intelectual do país

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- 28.03.2025 - 13:22
Morre Heloisa Teixeira (ex-Buarque de Hollanda), aos 85 anos
Foto: Divulgação.

Morreu hoje (28), no Rio, a escritora, feminista, professora emérita da UFRJ e imortal da ABL Heloisa Teixeira, de 85 anos, após complicações de uma pneumonia e insuficiência respiratória aguda. A informação foi confirmada pela Academia Brasileira de Letras e pela editora de seus livros.

Uma das maiores pensadoras do feminismo brasileiro, Heloisa Buarque de Hollanda, como era chamada até então, trocou o sobrenome famoso – que “herdara” do seu primeiro companheiro, o advogado e galerista Lula Buarque de Hollanda – para adotar o sobrenome materno.

Nascida em 26 de julho de 1939, em Ribeirão Preto (SP), Heloísa graduou-se em Letras Clássicas pela PUC-Rio em 1961. De 1964 a 1965, especializa-se em teoria da literatura, e é admitida como professora auxiliar de ensino da UFRJ; em 1969, torna-se titular da instituição. Nos anos seguintes, fez mestrado e doutorado em Literatura Brasileira na UFRJ e pós-doutorado em Sociologia da Cultura na Universidade de Columbia, em Nova York. Sempre manteve seu foco na relação entre cultura e desenvolvimento, dedicando-se mais frequentemente a áreas como poesia, relações de gênero e étnicas, culturas marginalizadas e cultura digital.

Em junho de 2023, Heloisa esteve no Vozes da Vez, programa que apresento na rede de rádios Novabrasil e falou sobre o poder político da ABL e sua importância como mantenedora da língua portuguesa. Também fez questão de afirmar a importância do feminismo para a emancipação das mulheres, explicou a importância de cantoras como Joyce, Elis Regina e Rita Lee para o avanço comportamental das mulheres nas décadas de 70, associou a luta feminista às conjunturas políticas, falou sobre como o feminismo negro contribuiu para as pautas inclusivas do feminismo tradicional e, por fim, afirmou que a nova geração de menines estão mais atentas as flexibilizações de gênero e reivindicando mudança para todes.

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