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Celular causa impacto no aprendizado e na saúde mental dos jovens
Celular causa impacto no aprendizado e na saúde mental dos jovens
Psiquiatra explica como o uso excessivo de dispositivos móveis prejudica a concentração, o sono e a socialização dos estudantes
O uso desenfreado de celulares entre os jovens tem sido um tema amplamente debatido. Em entrevista ao Jornal Novabrasil, apresentado por Heródoto Barbeiro, o psiquiatra Artur Guerra, especialista em saúde mental, destacou como essa prática pode prejudicar o aprendizado e a saúde emocional dos estudantes.
“Os celulares afetam, e afetam muito, o aprendizado dos jovens”, afirmou Guerra.
Ele alertou que o uso contínuo dos dispositivos está ligado a quadros de ansiedade, insônia e dificuldade de concentração, comprometendo a capacidade dos alunos de absorver o conteúdo ensinado nas escolas.
Como o celular interfere no aprendizado
Um dos principais problemas apontados pelo especialista é o impacto do celular no sono dos jovens.
“A luz azul emitida pelas telas reduz a produção de melatonina, atrapalhando o sono. No dia seguinte, eles acordam de mau humor, com dificuldade no aprendizado e na memória”, explicou Guerra.
Além disso, o psiquiatra observou que muitos estudantes perdem momentos de interação social ao permanecerem presos às telas.
“No recreio, em vez de conversarem ou brincarem, ficam sozinhos no canto, conectados ao celular”, destacou.
Esse comportamento contribui para o isolamento e pode desencadear dependência tecnológica.
“Quando ficam sem o aparelho, muitos jovens se sentem ansiosos, angustiados e até indefesos”, acrescentou Guerra.
A influência das redes sociais na autoestima
Outro ponto abordado foi o impacto das redes sociais na autoestima dos adolescentes. Segundo o psiquiatra, a exibição constante de momentos perfeitos nas plataformas pode gerar comparações negativas.
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“Só se coloca as coisas boas nas redes. As negativas ficam de fora, e isso afeta diretamente a autopercepção dos jovens”, afirmou.
Escola e família devem limitar o uso
Guerra reforçou que o aprendizado e a socialização devem ser priorizados no ambiente escolar.
“A escola existe há milhares de anos e deve continuar sendo o espaço para troca de conhecimentos entre alunos e professores”, disse.
Embora reconheça que dispositivos como celulares e laptops podem ser ferramentas úteis, o psiquiatra alertou para o uso descontrolado.
Ele também destacou o papel dos pais em impor limites claros. “O problema não é o celular, mas o uso excessivo e sem controle”, pontuou.
Cuidado com o uso excessivo
Para evitar os impactos negativos, Artur Guerra sugeriu que pais e educadores promovam momentos de interação presencial e restrinjam o uso de dispositivos, especialmente em horários de descanso.
Ele finalizou com um alerta: “cuidado com o celular, até para os adultos. Não fique o tempo todo olhando a tela!”.



