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Banco Central aumenta Selic e crédito fica mais caro
Banco Central aumenta Selic e crédito fica mais caro
Alta na taxa básica de juros impacta diretamente o bolso dos consumidores e a economia brasileira
A decisão do Banco Central de aumentar a taxa Selic em 1 ponto percentual, elevando-a para 13,25%, surpreendeu parte do mercado. O planejamento de novas altas nas reuniões de janeiro e março de 2025 também chamou a atenção.
Em entrevista ao Jornal Novabrasil, o planejador financeiro Idean Alves explicou os impactos dessa medida na economia e no dia a dia dos brasileiros.
“Já estava precificado pelo mercado que o aumento seria de 1%, mas o que surpreendeu foi a sinalização de novas altas”, destacou Alves. O especialista prevê que a Selic pode alcançar 14,25% no início de 2025.
Crédito mais caro e menos acessível
A alta da Selic afeta diretamente o custo do crédito, que já é escasso no Brasil. “Uma Selic mais alta encarece o crédito e reduz o consumo. Empresários também hesitam em investir, o que desacelera a economia e diminui a geração de empregos”, afirmou Alves.
Além disso, a elevação da Selic reduz o poder de compra das famílias, já prejudicado pela inflação. “Nos tornamos mais pobres: o dinheiro compra menos e o crédito é mais caro”, explicou o especialista.
Uma estratégia global contra a inflação
A decisão do Banco Central reflete uma tendência mundial. “Desde a pandemia, o inimigo global passou a ser a inflação. A taxa de juros é o principal antídoto utilizado por bancos centrais ao redor do mundo”, observou Alves.
Nos Estados Unidos, a expectativa de políticas expansionistas após a vitória eleitoral de Donald Trump pode pressionar ainda mais a inflação global, tornando os juros altos uma medida necessária.
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Mudanças no comando do Banco Central
A partir de 2025, Gabriel Galípolo assume a presidência do Banco Central. Contudo, Alves acredita que as altas previstas seguirão critérios técnicos, não políticos.
“Galípolo já faz parte do comitê atual que decidiu as últimas elevações. Mudanças no cenário global ou no impacto das altas podem alterar o curso, mas cortar os juros de forma abrupta seria um erro que poderia intensificar a inflação”, explicou.
Com juros mais altos, os próximos meses serão desafiadores para consumidores e empresários.
Embora a estratégia tenha como objetivo controlar a inflação, ela também traz efeitos colaterais que impactam diretamente a economia e o poder de compra da população.



