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O ano de 2024 será o mais quente da história
O ano de 2024 será o mais quente da história
Sueli Araújo alerta para a urgência de ações climáticas, no Jornal Novabrasil
O ano de 2024 já é oficialmente o mais quente da história registrada, com temperaturas médias que ultrapassam o limite de 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais, previsto no Acordo de Paris.
Em entrevista ao Jornal Novabrasil, Sueli Araújo, coordenadora de políticas públicas do Observatório do Clima, alertou para a gravidade da crise climática e seus impactos no Brasil e no mundo.
“Os dados mostram que a crise climática já chegou”, afirmou Sueli. Segundo ela, a comunidade científica observa com preocupação que cenários projetados para meados do século estão acontecendo agora, com consequências severas para o meio ambiente e para as populações.
Impactos das temperaturas recordes
A elevação de 1,5°C na média global pode parecer pequena, mas seus efeitos são devastadores.
“Com qualquer variação nesse nível, temos um aumento significativo de eventos extremos, como inundações, secas e furacões. No Brasil, vivemos tragédias no Rio Grande do Sul, secas severas na Amazônia e perda de água no Pantanal”, explicou Sueli.
O aumento da temperatura tem acelerado a redução da disponibilidade hídrica em bacias importantes e agravado fenômenos que antes eram raros ou inexistentes, como a seca na floresta amazônica.
Ciência x mitos sobre o clima
Sueli também desmentiu mitos populares que minimizam os efeitos das mudanças climáticas.
“Hoje temos dados científicos muito precisos, balizados por instituições respeitadas, como o IPCC, que reúne cientistas do mundo todo. Não há dúvidas sobre a gravidade da crise nem sobre a contribuição humana, especialmente pelo uso de combustíveis fósseis e o desmatamento”, destacou.
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No Brasil, metade das emissões de gases de efeito estufa vem do desmatamento, um problema ainda sem solução definitiva, apesar de esforços recentes para reduzir o desmatamento na Amazônia.
O que esperar de 2025
Para 2025, as perspectivas continuam preocupantes. O mundo segue discutindo metas climáticas sem ações concretas suficientes.
Em negociações recentes, como a realizada em Dubai, países ricos não chegaram a um acordo satisfatório para apoiar nações em desenvolvimento em suas políticas climáticas.
“O mundo tem falhado em zerar as emissões e controlar o desmatamento. Apesar de algumas conquistas, como na Amazônia, temos desafios como o Cerrado, que continua sofrendo com taxas elevadas de desmatamento”, alertou Sueli.
A crise climática exige ações imediatas e eficazes. Sueli Araújo enfatizou que, sem medidas mais robustas, o planeta enfrentará um futuro ainda mais quente e com eventos extremos mais frequentes, afetando bilhões de pessoas.



