Rock in Rio: A jornada de um festival que mudou a história da música

Lívia Nolla
10:00 28.08.2024
Música

Rock in Rio: A jornada de um festival que mudou a história da música

Desde sua 1ª edição, evento impacta a cultura e a economia mundial e consolida-se como um dos maiores festivais de música do planeta

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- 28.08.2024 - 10:00
Rock in Rio: A jornada de um festival que mudou a história da música
Rock in Rio | Imagem: Divulgação

Um dos maiores festivais de música do mundo, o Rock in Rio foi criado em 1985, quando o empresário brasileiro Roberto Medina – seu fundador – decidiu apostar em um evento grandioso, algo nunca visto antes no país. 

A primeira edição

Naquele ano, o Rio de Janeiro foi palco de uma revolução cultural, recebendo ícones da música mundial como Queen, AC/DC, e Iron Maiden, ao lado de grandes nomes da música brasileira, como Gilberto Gil, Ney Matogrosso e Os Paralamas do Sucesso.

Desde sua primeira edição, o Rock in Rio já demonstrava uma grandiosidade inédita. Realizado em uma área de 250 mil metros quadrados, o evento contou com uma estrutura impressionante: 1.600 toneladas de equipamentos, um palco de 5 mil metros quadrados e uma plateia de cerca de 1,4 milhão de pessoas ao longo de dez dias. 

O festival não apenas marcou a história da música no Brasil, mas também colocou o país no mapa das grandes turnês internacionais, em um momento em que o Brasil ainda vivia sob os resquícios da ditadura militar.

O impacto cultural do festival foi imediato. A apresentação do Queen, com Freddie Mercury liderando a multidão em um coro durante Love of My Life, é até hoje considerada um dos momentos mais icônicos da história do Rock in Rio, não só no Brasil, mas mundialmente. 

Em 11 de janeiro deste ano, dia em que completamos exatos 39 anos da estreia do Rock in Rio, nós publicamos uma matéria completa sobre esta primeira edição do festival, vale a pena conferir!

Momentos memoráveis

Outros momentos memoráveis do festival incluem a explosiva apresentação do Guns N’ Roses, em 1991, no auge de sua carreira, e o show histórico de Cássia Eller, em 2001, que se tornou um dos símbolos da trajetória da cantora que – infelizmente – nos deixou em dezembro daquele mesmo ano.

O Rock in Rio também é conhecido por suas curiosidades e episódios marcantes envolvendo outros artistas que já passaram por seus palcos. Em 1991, Axl Rose, do Guns N’ Roses, foi notoriamente atrasado para o show, o que gerou momentos de tensão no público, mas acabou entregando uma performance memorável. 

O cantor americano Prince veio ao Brasil uma única vez para shows, e foi também em 1991, para ser a principal atração da primeira noite da segunda edição do Rock in Rio. Na véspera do show, ele transformou o que seria uma breve passagem de som no Maracanã em um “quase” show. Tocou com sua banda por uma hora e meia, assistido por todos os funcionários que estavam no estádio. 

Outro fato – este bastante triste e desagradável – aconteceu em 2001, quando Carlinhos Brown foi vaiado pelo público durante sua apresentação. Apesar do momento tenso, Brown – sempre genial – concluiu o show, afirmando que “vaias também são aplausos”, um episódio que virou lenda no festival.

Legado histórico

Rock in Rio 2022 | Foto: Wesley Allen

Ao longo desses 40 anos de história – que serão celebrados na edição especial do festival agora em 2024 – o Rock in Rio cresceu e se diversificou, expandindo suas fronteiras para além do Brasil. 

Em 2004, o festival desembarcou em Lisboa, Portugal, onde se tornou um evento regular. Mais tarde, em 2008, foi a vez de Madri, na Espanha, receber sua edição. O Rock in Rio também atravessou o Atlântico para chegar aos Estados Unidos, em Las Vegas, em 2015, reafirmando sua posição como um festival global.

Veja também:

Mas o Rock in Rio não é apenas música. A estrutura e organização do evento são um espetáculo à parte. Desde a criação da Cidade do Rock, com seus brinquedos, áreas de convivência, gastronomia e ativações de marcas, até os palcos grandiosos que recebem os maiores artistas do mundo, tudo é pensado para proporcionar uma experiência única ao público. Em sua edição de 2019, o evento contou com uma roda-gigante de 36 metros, um palco de 104 metros de largura e 30 metros de altura, além de mais de 3 mil toneladas de equipamentos, reafirmando sua grandiosidade.

Sustentabilidade, responsabilidade social e impacto econômico

Cidade do Rock | Imagem: Divulgação

O Rock in Rio também se destaca por suas iniciativas de sustentabilidade e responsabilidade social. Em 2001, foi criado o projeto Por um Mundo Melhor, que visa promover ações sociais e ambientais em todas as edições do evento. Desde então, milhões de reais já foram investidos em projetos que vão desde a educação musical de jovens até a preservação de áreas ambientais.

O impacto econômico do festival no Brasil e nos outros países onde é realizado também é significativo. Além de gerar milhares de empregos diretos e indiretos, o festival movimenta o turismo, com a chegada de visitantes de diversas partes do mundo. 

Segundo dados do próprio evento, a edição de 2019, no Rio de Janeiro, injetou cerca de R$ 1,7 bilhão na economia da cidade, além de atrair mais de 10 mil turistas estrangeiros.

O Rock in Rio é mais do que um festival de música; é um marco cultural que transcende gerações e fronteiras. Com uma história rica em momentos icônicos, uma estrutura que impressiona e um compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade social, o festival se diferencia de qualquer outro no mundo. 

E assim, continua a escrever seu nome na história da música, trazendo ao Brasil – e ao mundo – a emoção de viver a música de forma intensa e inesquecível.

A edição especial de 2024 – Rock’n Rio 40 – acontece nos dias 13, 14, 15, 19, 20, 21 e 22 de setembro, na Cidade de Rock, e conta com shows de nomes como: Travis Scott, Katy Perry, Shawn Mendes, Imagine Dragons, Avenged Sevenfold, Ed Sheeran, Ludmilla, Lulu Santos, Pato Fu, Paralamas do Sucesso, entre muitos outros.

Saiba tudo no site oficial do evento.

por Lívia Nolla

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