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“Viagra eletrônico” está em fase de testes e funcionará com controle remoto
“Viagra eletrônico” está em fase de testes e funcionará com controle remoto
A nova tecnologia poderá ser uma alternativa a 30% dos pacientes que não respondem ao tratamento com fármacos
Disfunção erétil, há muito tempo considerada um tabu, agora pode ser solucionada por dispositivo eletrônico com controle remoto. A opção ao famoso comprimido azul ainda está longe de se tornar popular, mas tem dado resultados e tem um brasileiro por trás da descoberta. O “viagra eletrônico” CaverSTIM funciona como um marcapasso, e é um neurotransmissor com eletrodos implantado na região pélvica do paciente que estimula os nervos que causam ereção.
Em entrevista ao Jornal Novabrasil, com Heródoto Barbeiro, o Ph.D. em Farmacologia e CEO da Comphy, Rodrigo Araújo Fraga, responsável pela nova tecnologia, explicou as vantagens do novo tratamento. Além da diferença física, por ser um implante em vez de um fármaco, o CaverSTIM “ativa os nervos e promove a regeneração dos mesmo, sobretudo em pacientes que retiram a próstata. E a grande vantagem é que não contém química, como o tratamento via oral”.
O especialista alerta, ainda, que 30% da população com disfunção erétil não respondem ao tratamento via oral e precisam ser tratados com injeção peniana ou próteses penianas, que são dolorosas, mas até então eram as únicas alternativas. “A gente espera trazer para estes pacientes uma situação mais confortável e mais digna”, reforça.
O dispositivo está em fase de teste clínico e, somente depois, poderá passar pela avaliação dos órgãos reguladores, como a Anvisa. “Mas, observando os testes clínicos, os resultados são muito bons, além de não observarmos efeitos colaterais nos resultados preliminares. Então, é uma questão de tempo para que o nosso dispositivo vá para o mercado”, esclarece Araújo.
Como funciona
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O implante é realizado por cirurgia, mas o Ph.D. em Farmacologia Rodrigo Araújo garante se tratar de procedimento minimamente invasivo, “e em pacientes que fazem a cirurgia da próstata nós fazemos o implante no mesmo período, assim não existe a necessidade de uma cirurgia adicional”, diz Araújo. Sobre quanto o tratamento vai custar para o paciente, Rodrigo Araújo Fraga afirma que ainda é cedo para saber, no entanto ele acredita que ficará com preço similar à prótese peninana ou, então, à soma das injeções a longo prazo.



